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Segunda-Feira 20.set.2021

Ano X - Nº 461

Coluna

Ibope aponta reeleição de Marquinhos no 1º turno em Campo Grande

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 11 de Novembro de 2020 - Marco Eusébio

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A terceira pesquisa de intenção de voto para prefeito de Campo Grande feita pelo Ibope e divulgada pela TV Morena apontou um novo pequeno avanço na reta final para as eleições de domingo o prefeito Marquinhos Trad (PSD) que agora lidera com 48% dos votos gerais (no dia 16 de outubro tinha 41% e no dia 30 foi para 46%). Ainda segundo a emissora, o prefeito tem agora 56% dos votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), o que lhe garantiria hoje a vitória em primeiro turno. O segundo colocado é o Promotor Harfouche (Avante) que aparece com 10% (11% dos votos válidos) seguido de Pedro Kemp (PT) e Vinícius Siqueira (PSL), ambos com 5%, e a Delegada Sidnéia Tobias (Podemos) com 4%, empatados técnicamente na margem de erro de 4 pontos para mais ou para menos. Os demais candidatos alcançaram no máximo 2%. Veja todos os números aqui no site G1MS.

Nome de candidato 'sub judice' vai constar na urna eletrônica, decide TSE

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por 4 votos a 3, determinar a inclusão na urna eletrônica nas eleições de domingo o nome de candidato sub judice, cuja candidatura ainda é alvo de disputa jurídica. Em Campo Grande, por exemplo, a decisão garante que o nome de Sérgio Harfouche estará na urna como opção aos eleitores, já que ele vai recorrer ao TSE contra a decisão do TRE-MS que, por 5 a 1, manteve impugnada sua candidatura. "Isso confirma que o nome do Promotor Harfouche está disponível para seus eleitores votarem", disse o advogado Vinicius Paiva, que representa o candidato. O entendimento do TSE derrubou hoje decisão do TRE de Alagoas que mandou retirar das urnas o nome do candidato à Prefeitura Arapiraca, Luciano Barbosa, após suspender sua candidatura. Quando o registro de candidatura vira alvo de disputa jurídica, esses casos costumam se resolver só depois da eleição, com julgamentos dos recursos pelo TSE. A Lei das Eleições determina que a validade dos votos dados a candidatos nessa situação fique condicionada ao eventual deferimento do registro pela instância superior. (Com Agência Brasil)

Rosa Weber mandou soltar Trutis devido à imunidade parlamentar de deputado
 

Depois de ter sido preso em flagrante pela Polícia Federal por porte ilegal de armas em sua casa em Campo Grande, o deputado federal Loester Trutis (PSL-MS) foi solto por ordem da ministra do Supremo, Rosa Weber. Ela considerou que o crime não era inafiançável, condição para manter um parlamentar, que tem foro privilegiado, na prisão após o flagrante. A PF prendeu Trutis com uma pistola 9mm, um revólver calibre .357 e um fuzil T4, calibre 5.56, de uso restrito, destinado apenas às forças de segurança. Conforme O Antagonista, é considerado crime hediondo e, portanto, inafiançável, somente o porte ou posse de armas de uso proibido — o que não era o caso de Trutis. "Forçoso constatar que a situação concreta não autoriza o afastamento da imunidade parlamentar formal ou processual encartada no artigo 53, § 2º, da Constituição Federal, do que decorre a ilegalidade da formalização do ato flagrancial", afirmou Rosa Weber. 

OAB-MS quer apuração rigorosa da Câmara sobre deputado preso com armas em MS

Consultado sobre a prisão do deputado federal Loester "Tio" Trutis (PSL-MS) pela Polícia Federal por porte ilegal de armas em sua casa em Campo Grande, durante operação que investiga denúncia feita pelo próprio parlamentar de que teria sofrido um suposto atentado em fevereiro deste ano, o presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso Sul (OAB-MS), Mansour Karmouche, declarou: "É extremamente grave a prisão de um deputado federal com armamento exclusivo das Forças Armadas. A OAB espera que o Parlamento tome medidas enérgicas para apurar possível falta de decoro. Já é um fato grave um parlamentar ser investigado pela PF por suposta simulação de atentado e a posse de armas de uso exclusivo das forças de segurança, crime hediondo e inafiançável, agrava ainda mais a situação. É um caso inédito em Mato Grosso do Sul e desmoraliza a política sul-mato-grossense, pelo fato de o estado ser situado em região de fronteira, e deve ser apurado de forma exemplar, concedendo-lhe todo o direito do contraditório e ampla defesa".

Ação da PF na reta final da eleição em Corumbá 'causa estranheza' diz prefeitura

Alvo de nova operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF) na cidade, a Prefeitura de Corumbá divulgou nota afirmado que "causou estranheza" a ação na Secretaria Municipal de Cidadania e o laboratório Citolab, que tem entre os sócios familiares do prefeito e candidato à reeleição Marcelo Iunes (PSDB). Na nota, a prefeitura diz ter tomado conhecimento pela imprensa que a investigação se refere ao processo de credenciamento com o laboratório, "objeto já averiguado pelo Ministério Público Estadual (MPE) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), sendo arquivado por ambos" e acrescenta que "não vê nenhum fato novo que motivasse a operação policial às vésperas do pleito eleitoral". Conforme a imprensa, Iunes é suspeito de ter usado familiares como "laranjas" para contratar o laboratório sem licitação. Em um vídeo gravado durante o cumprimento dos mandados em sua casa hoje de manhã, o prefeito afirmou que a operação investiga o laboratório que era de sua esposa e saiu de carro sem dar mais informações. "Não aconteceu nada. Não, não, é investigação do laboratório. E minha esposa era dona do laboratório e eles estão vendo documentação", respondeu Iunes a uma pessoa que o filmava pelo celular. Veja o vídeo reproduzido pelo site Midiamax, de Campo Grande.


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