Semana On

Domingo 23.jan.2022

Ano X - Nº 475

Campo Grande

Casa da Mulher Brasileira acompanha e encaminha vítimas de violência ao mercado de trabalho

Criado em fevereiro de 2015, espaço foi o primeiro implementado no País e hoje é considerado referência nacional

Postado em 10 de Novembro de 2020 - Redação Semana On

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Christina P. S., 25 anos, é uma das 75.729 mulheres que precisaram de socorro da Casa da Mulher Brasileira. Casada por seis anos, e mãe de duas filhas, ela resolveu buscar ajuda após sofrer com uma relação abusiva.

“Em 2019, fui à Casa da Mulher Brasileira pedir ajuda, porque era vítima de agressão e ameaça pelo meu ex-marido. Desde o momento em que cheguei, até o momento que saí, fui muito bem atendida. Precisei dormir lá, fiquei no alojamento de passagem e no outro dia me deram até almoço”, relatou, agradecida

Criada em fevereiro de 2015, a Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande, foi a primeira implementada no País e hoje é considerada referência nacional.

Pioneira, a Casa da mulher conquistou avanços recentemente. A nova gestão passou a acompanhar as vítimas de agressão, por meio do Atendimento Psicossocial Continuado, uma inovação, existente apenas em Campo Grande, desde 2017.

A superintendente da CMB, Tai Loschi, explica que quando a nova equipe assumiu a direção da Casa, a convite do prefeito Marquinhos Trad, a instituição passava por dificuldade. Após um estudo de necessidade, a equipe solicitou uma ampliação no quadro de funcionários, o que foi atendido, com a convocação de 38 aprovados em concurso.

Com os novos servidores, a Casa passou a oferecer atendimento adequado às mulheres, 24 horas por dia, todos os dias da semana, e criou o Conte, para dar todo o suporte necessário às mulheres que passaram pela instituição.

Fizemos um mapeamento das mulheres que já tinham sido atendidas pela CMB e, a partir daí, desenvolvemos uma linha de trabalho com as vítimas, que engloba visitas, oficinas, rodas de conversas, orientações e encaminhamento para os serviços da rede de proteção às mulheres vítimas de agressão e ao mercado de trabalho.

“Depois que retornei pra minha casa, eles me ligaram pra saber se eu estava bem, vieram aqui em casa e até hoje me procuram pra saber como estou, se estou precisando de alguma coisa. Inclusive, esse ano me ajudaram com cesta básica durante a pandemia”, pontuou Christina.

O Atendimento Psicossocial Continuado é fundamental para que as mulheres vítimas de violência sintam que tem quem olhe por elas. “Sabemos que é muito difícil as mulheres romperem o ciclo de violência e saírem de relacionamentos abusivos, por uma série de questões. Muitas rompem com o agressor e depois retornam, principalmente por se sentirem desamparadas. Por isso, entendemos que elas precisam de um suporte contínuo e saibam que não estão sozinhas”, finaliza Tai Loschi.


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