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Sexta-Feira 30.jul.2021

Ano IX - Nº 454

Coluna

Mandetta revela bastidores do poder no livro 'Um paciente chamado Brasil'

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 23 de Setembro de 2020 - Marco Eusébio

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Ao falar do livro "Um paciente chamado Brasil: Os bastidores da luta contra o coronavírus" que está lançando pela editora Objetiva, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fez uma série de revelações no programa Conversa com Bial da TV Globo, que repercutiram hoje nos principais jornais do país.

No livro, Mandetta diz que o presidente Jair Bolsonaro estava convencido de que o novo coronavírus seria uma arma biológica da China para que a esquerda voltasse ao poder na América Latina; e disse que alertou que o Brasil (que hoje ultrapassou 140 mil óbitos) poderia chegar a 180 mil mortes se medidas restritivas não fossem tomadas, mas não era ouvido. O ex-ministro também criticou a lentidão da Organização Mundial de Saúde (OMS) em declarar pandemia, achando que o vírus fosse restrito à cidade chinesa de Wuhan. Sobre os bastidores do poder, tema bastante abordado no livro, Mandetta diz que teria sido pressionado pelo senador Flávio Bolsonaro para trocar quatro dos principais nomes do Ministério da Saúde, em janeiro, antes da pandemia.

"Quem articulou as exonerações e impôs os novos nomes mirava o controle de mais de oitenta por cento do orçamento do Ministério da Saúde. Não me parecia um erro banal", afirmou. O médico também revela no livro que em uma reunião no dia 5 de abril, quando já estava sendo "fritado" pelo presidente, disse diretamente a Bolsonaro: "O senhor tem que me demitir. Seria mais leal de sua parte. O senhor quer cobrar lealdade, mas lealdade é uma via de mão dupla. Não se pode ser leal unilateralmente. O senhor está sendo desleal. Porque o senhor fala uma coisa e faz outra". Mandetta cita em vários trechos do livro o dilema "saúde versus economia" e disse que não era atendido pelo ministro Paulo Guedes (Economia).

Na entrevista por vídeo a Pedro Bial, indagado sobre política, o ex-deputado federal de Mato Grosso do Sul foi político: disse que ainda não fez planos para as eleições de 2022. Veja aqui os vídeos do programa no site Gshow da Globo.

Nelsinho ameniza clima de tensão entre Ernesto Araújo e petistas no Senado

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) teve de fazer o papel de mediador na presidência da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado para acalmar os ânimos entre o ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e senadores petistas, durante audiência ontem, em que o chanceler foi explicar aos senadores a visita do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeu, às instalações para refugiados venezuelanos em Roraima.

O clima esquentou depois que Araújo, em resposta ao senador Jaques Wagner (PT-BA), disse que o Brasil virou "pária do mundo" nos governos do PT e falou de um acordo anticorrupção que será assinado com os Estados Unidos. "Em governos anteriores, algumas pessoas gostariam que negociássemos acordos pró-corrupção, e estamos negociando acordos anticorrupção", declarou. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) defendeu os governos dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff e cobrou do ministro: "Vossa excelência respeite para ser respeitado. O PT não é pária. E quando o senhor fala de corrupção, precisa explicar a corrupção na família do presidente".

Antes de conceder a resposta do ministro, Nelsinho apaziguou: "Eu solicito apenas que a gente se atenha ao tema, pra que a gente possa dar sequência. Têm outros senadores querendo participar". Ao retomar a palavra, Araújo foi mais diplomático ao rebater as críticas dos opositores. Afirmou que quem foi chamado de pária foi o governo Bolsonaro, "de maneira totalmente inverídica", e reclamou do tom agressivo do petista. "Não elevei a voz, como o senador Rogério levantou aqui. Também gostaria de ter esse respeito em relação a mim. Toda avaliação, às vezes, é subjetiva, mas não há elemento subjetivo que embase a afirmação de que o Brasil está perdendo prestígio. Não há absolutamente nenhum fato objetivo" declarou. Veja o vídeo.

Eles querem voltar à Câmara de Campo Grande

Pelo menos quinze ex-vereadores querem voltar à Câmara de Campo Grande como candidatos nas eleições deste ano, sendo que alguns trocaram de partido: Doutor Jamal e Magali Picarelli (pelo MDB), Carla Stephanini, Delei Pinheiro e Junior Coringa (pelo PSD), Clemêncio Ribeiro (Podemos), Ojeda (PSB), Vanderlei Cabeludo (que ainda não decidiu, pelo DEM), Luiza Ribeiro (PT), Chocolate e Roberto Durães (pelo PSC), Aluizio Borges (Podemos), Renato Gomes (MDB) e João Bosco de Medeiros (Solidariedade). Tem também o ex-vereador Elizeu Dionízio (MDB), que renunciou à cadeira municipal para assumir, como suplente, uma cadeira de deputado federal, mas não conseguiu se reeleger ao cargo. Veja aqui os candidatos no site da Justiça Eleitoral, lembrando que a lista ainda não está completa pois os nomes são atualizados conforme os partidos pedem os registros, que podem ser confirmados ou não pelo TRE-MS.

Márcio Fernandes posta vídeo reforçando apoio de André à sua candidatura

Um dia depois de o MDB negar que pertença ao ex-governador André Puccinelli o perfil existente no Twitter desde 2009 com o nome dele, que publicou uma foto ao lado de Moka falando em "mudar o candidato" (veja abaixo), o deputado estadual e candidato à Prefeitura de Campo Grande divulgou um vídeo em que aparece ao lado de André Puccinelli, onde o ex-governador fala de sua candidatura. Na postagem, Fernandes escreveu que André "é considerado pela maioria o melhor prefeito que Campo Grande já teve" e diz que "chegou a hora de retomar os bons tempos de crescimento". Veja aqui na rede social.

Após publicação eleitoral, MDB diz não ser de André perfil no Twitter criado em 2009

Um antigo perfil no Twitter atribuído a André Puccinelli divulgou imagem com foto de arquivo em que ele aparece cumprimentando um eleitor ao lado do ex-senador Waldemir Moka, com a pergunta: "Será que ainda dá tempo de mudar de candidato?".

Após a publicação, o MDB de Mato Grosso do Sul divulgou nota afirmando que o ex-governador "não tem conta na rede social Twitter" e informando que o "partido já está buscando meios legais para desativar qualquer perfil que busque se passar pelo ex-governador".

No dia 15 deste mês, em convenção com a presença de Puccinelli, o MDB lançou o deputado estadual Márcio Fernandes para disputar a Prefeitura de Campo Grande em chapa pura com a ex-vereadora Juliana Zorzo de vice.

Vale frisar que a conta atribuída a André no Twitter foi criada em 2009, estando ativa há 11 anos. E, com exceção de uma retuitada em agosto deste ano, o perfil não era usado desde o ano eleitoral de 2018, quando a última publicação feita no dia 27 de julho usa a hastag #VoltaAndré. P.S.:

 


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