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Quinta-Feira 19.mai.2022

Ano X - Nº 487

Coluna

Agora sim!

Em cena histórica, “Em Família”, que teve seu fim nesta sexta-feira, trouxe mais um beijo entre as lésbicas Clara e Marina, corrigindo o fiasco do anterior.

Postado em 18 de Julho de 2014 - Guilherme Cavalcante

Repercussão da cena do casamento lésbico em “Em Família” foi positiva nas redes sociais. Parece que o recurso veio para ficar. Foto: Divulgação/TV Globo. Repercussão da cena do casamento lésbico em “Em Família” foi positiva nas redes sociais. Parece que o recurso veio para ficar. Foto: Divulgação/TV Globo.

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Parece que a TV Globo entendeu que a audiência não gostou da simplicidade do primeiro beijo das personagens Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller), de “Em Família”, e resolver corrigir a situação. Na cena que foi ao ar na última quarta-feira (16), as personagens disseram o esperado “sim” durante a cerimônia de casamento e deram um beijo “de verdade”, de acordo com o que as personagens mereciam.

Para completar, a cena foi precedida por um lindo discurso pró-diversidade entonado pelos protagonistas da trama. Destaque para os comentários de Ivan (Vitor Figueiredo), filho de Clara, que comemorou com naturalidade a união civil de sua mãe com a namorada.

A repercussão da cenas nas redes sociais também foi positiva, primeiro porque não houve alarde de que o beijo seria “corrigido” e segundo porque a cena foi muito bonita, de verdade. Você pode conferir clicando AQUI.

Este “mea culpa” da emissora, com direito a dobradinha, é um bom presságio, que mostra que os beijos gays e lésbicos (pelo menos estes da comunidade LGBT) vieram para ficar e que se tornarão, a partir de agora, cada vez mais naturais na nossa tão aclamada teledramaturgia. Até mesmo Aguinaldo Silva, autor de Império (trama das 21h que estreia na próxima segunda-feira, 21), que já tinha dito que em suas novelas não haveria “beijo gay”, voltou atrás e disse que o beijo entre os personagens de Kléber Toledo e José Mayer deve sim ocorrer já nas primeiras cenas da telenovela. É, parece que a diversidade ganhou as telas de vez.

Brincando com gênero nos quadrinhos



Sabe o descendente de Odin, Thor, o deus trovão, super-herói nórdico da Marvel, que virou dois filmes de Hollywood exclusivos e mais dois coletivos? Então, e se de repente o autor da história, Jason Aaron, quiser mudar a regra do jogo e torná-lo uma mulher?

Não, Thor não se descobrirá transexual, definitivamente (e infelizmente). A alternativa encontrada para promover a mudança de gênero do personagem irá requerer uma boa mão-de-obra e um pouco de compreensão dos fãs. Segundo a história original, por algum motivo ainda não apresentado, o personagem Thor (homem) não será mais digno do martelo Mjolnir. Porém, antes de perder a propriedade do utensílio fantástico, ele salvará uma mulher - que será merecedora do Mjolnir. Esta mulher misteriosa, portanto, será a nova deusa do trovão.

Quer dizer, o personagem será substituído por uma nova Thor. E não se trata de uma substituta temporária. A nova Thor veio para ficar. “Ela não é a Mulher-Thor. Ela não é a Lady Thor. Ela não é Thorita. Ela é THOR. Ela é a Thor do Universo Marvel. Mas é Thor de um jeito completamente diferente do que já tenhamos visto”, disse Aaron, em matéria publicada no site especializado “The Verge”.

Vale lembrar, no entanto, que a empresa ainda não anunciou uma data para a estreia da Deusa do Trovão nos quadrinhos. Vamos aguardar!

Corra para a noite, Vange!

A coluna True Colors anuncia seu luto pelo falecimento, na última segunda-feira (14), da cantora, escritora e ativista feminista e LGBT Vange Leonel, muito conhecida pelo sucesso de seu hit dos anos 90, “Noite Preta”, tema de abertura da novela Vamp (player acima). Há cerca de 20 dias, Leonel descobriu um câncer no ovário em avançado estágio de metástase. Na tarde da segunda-feira, ela não resistiu à enfermidade.

Casada há mais de 20 anos com a também escritora Cilmara Bedaque, a cantora mantinha um blog sobre cervejas e lançou diversos livros sobre movimento feminista lésbico, além de dramaturgia para teatro também com temática LGBT. Vange Leonel foi uma das primeiras militantes LGBT com quem tive contato e sempre se mostrou muito atenciosa com as minhas inúmeras dúvidas.

Deixo aqui uma das músicas mais marcantes da minha vida, que registra nas minhas memórias o primeiro contato que tive com essa grande ativista, com quem aprendi muito e que agora corre por aí, na noite preta. Saudades, Vange! Descanse em paz!


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