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Sábado 27.nov.2021

Ano X - Nº 469

Coluna Conexão Brasília

Bolsonaro longe de estar fora do páreo

O brasileiro vota em prosperidade, não em ideologia

Postado em 14 de Outubro de 2021 - Rafael Paredes

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Apesar de publicamente o ex-presidente e candidato à Presidência da República Luís Inácio Lula da Silva evitar salto alto e o discurso de que já ganhou, nas ações arma palanques regionais, responde sobre assuntos com independência e quase já está formando seu time de ministros.

Lula não está errado. Está estruturando sua campanha, fazendo política e conversando com todo mundo. Porém, um sonho já foi desmanchado: de ser ele o nome único em defesa da democracia contra o autocrata Jair Bolsonaro.

Na conversa que o petista teve com as lideranças de partidos como PSD, PSB, dentre outros, aliança só no segundo turno, isso caso não estejam se enfrentando.

Lula já tem fechado o parceiro de sempre, o PCdoB e, talvez, o PSOL, a depender do acerto em São Paulo. O parceiro em potencial intenta lançar Guilherme Boulos como candidato ao governo daquele estado.

Outra questão a acender a luz amarela para Lula é o seu teto. Apesar de liderar com folga o primeiro turno, há alguns meses não cresce e parece estar em seu limite (44%), afastando assim o segundo sonho: vitória no primeiro turno.

Por outro lado, Bolsonaro volta a mostrar a força da resiliência de seus seguidores fiéis. A última pesquisa Poder Data Band mostra o presidente com 30% de intenção de votos e conseguindo frear a desidratação da popularidade de seu governo. A reprovação da atuação de Bolsonaro caiu 5%, foi de 63% para 58%. Ainda é muito alta? É, mas parou de subir. E deveria estar ainda maior? Aí é você quem vai dizer.

A diferença entre aqueles que reprovavam o atual governo e os que aprovavam era de 36% em setembro. Hoje é de 25%. O brasileiro vota em prosperidade, não em ideologia, como definiu o senador baiano Jaques Wagner (PT). Na atual conjuntura de desolação, o leve recuo nos índices de desemprego (0,4%) e o setor de serviços crescendo pelo quinto mês consecutivo pode explicar a estagnação da reprovação de Bolsonaro.


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Rafael Paredes

Rafael Paredes

Rafael Paredes é jornalista e atua em Brasília há 12 anos.


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