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Domingo 23.jan.2022

Ano X - Nº 475

Coluna Ponte Aérea

Oposição pra valer...

Raphael Tsavkko Garcia fala de orçamento secreto, fome e de um presidente rejeitado pelo mundo

Postado em 03 de Dezembro de 2021 - Raphael Tsavkko Garcia

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Oposição pra valer ao Bolsonarismo é o PT, cujo senador Rogério Carvalho (Sergipe) garantiu a vitória do Orçamento Secreto do Bolsonaro no Senado.

Aliás, voto decisivo.

Pois é, mais uma vez o #Bolsopetismo mostrando que veio pra ficar.

Depois não venham ano que vem com "mais amor por favor," com "Lula é a única alternativa ao Bolsonaro" e outras balelas - eleição passada tivemos o "segundo turno ideal," paciência acabou.

POPULARIDADE

A popularidade do presidente Jair Bolsonaro caiu novamente. Cinquenta e sete por cento da população quer que ele seja cassado, e seu índice de aprovação despencou para 19 por cento, uma baixa recorde. Mas, outras forças políticas parecem pouco interessadas em dar o passo em frente e abrir um processo de impeachment.

Com a aproximação de 2022, os partidos estão se mobilizando para buscar candidatos às eleições presidenciais de outubro e estão mais preocupados em planejar seu próprio futuro do que o do país. Apesar do declínio da popularidade de Bolsonaro, as ruas estão vazias porque vários movimentos sociais decidiram se desmobilizar. Na direita, os protestos tiveram baixíssimo comparecimento e um veto não declarado contra qualquer indivíduo ou grupo não ideologicamente alinhado com o ex-presidente Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), deixou muitos acampamentos da esquerda isolados.

Minha última para o Latin Rebels.

FOME

"A pandemia, a crise econômica e a alta da inflação deixaram ainda mais visíveis um velho problema brasileiro: a fome. Cenas de pessoas buscando doações, alimentos rejeitados por supermercados e até lixo se tornaram comuns no país –e se repetem na cidade de São Paulo.

Pessoas que vivem nas ruas e famílias sem renda travam, dia a dia, uma batalha para não dormir de estômago vazio. No fim das contas, elas até comem; não por ação do poder público, mas pela solidariedade da população.

É o empreendedor da feira que troca a ajuda no desmonte da barraca por legumes e frutas da xepa. É a funcionária da limpeza urbana que separa, e doa, a comida boa que iria para o lixo. São os projetos, ONGs e associações civis que oferecem refeições a quem precisa.

Enquanto as ofertas de emprego formal se concentram no centro da capital paulista, bairros periféricos, como Parelheiros ou Jardim Ângela, têm 0,5 emprego para cada 10 habitantes em idade ativa, de acordo com o último Mapa da Desigualdade de São Paulo. Nesses locais, as pessoas se viram como podem.

Calçadas, até então dominadas por homens, passam a ser também o lar de mulheres e crianças. Para estimar a população que vive nas ruas, a prefeitura antecipou o censo, e espera divulgá-lo até meados de 2022. Os dados sobre moradores de rua devem corroborar uma situação já bem visível: o aumento do número de famílias.

São, em sua maioria, famílias chefiadas por mulheres que buscam comida para levar para casa. Aqui, essas pessoas contam suas rotinas para aplacar a fome."

Essa matéria é tão dolorosa quanto necessária. Meus cumprimentos à Mariana Agunzi e Karime Xavier por retratar essa terrível realidade.

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Colunista

Raphael Tsavkko Garcia

Raphael Tsavkko Garcia

Raphael Tsavkko Garcia é jornalista e Doutor em Direitos Humanos.


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