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Ano VII - Nº 342

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Legislativo

Deputados comentam indicação de Mandetta para Ministério da Saúde

Parlamentares avaliam Programa Mais Médicos do Governo Federal

Postado em 22 de Novembro de 2018 - Redação Semana On

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A escolha de mais um ministro de Mato Grosso do Sul para comandar um dos ministérios do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), foi repercutida na Assembleia Legislativa. Assim como a indicação de Tereza Cristina (DEM) para o Ministério da Agricultura, os deputados falaram da representação sul-mato-grossense no cenário político nacional com o anúncio de Luiz Henrique Mandetta (DEM), deputado federal por MS, para o Ministério da Saúde.

Pertencente ao mesmo partido de Mandetta, o deputado Barbosinha subiu à tribuna e falou sobre os desafios a serem enfrentados. “Quero enaltecer a anunciação do médico Mandetta ao Ministério da Saúde. Uma indicação que orgulha nosso Estado e orgulhará o Brasil. Ele terá uma missão difícil. Não acredito que fará milagres, mas ajudará a reerguer nossa combalida saúde. Terá o desafio de lidar com um SUS [Sistema Único de Saúde] subfinanciado, longas fila, falta de médicos e leitos, além da formação dos médicos”, afirmou o democrata.

O deputado Dr. Paulo Siufi, em aparte a fala de Barbosinha, destacou o apoio que o fututo ministro obteve na escolha para a pasta. “Mandetta detém envergadura dentro da área. Ele foi indicado por todos os segmentos da saúde, não só pela área médica. Foi um dos que mais lutou para que não tenhamos mais os cursos a distância na saúde. Mandetta está preparado. Como médico e legislador federal, não tenho dúvida de que o preparo que teve ao longo da vida ele vai colocar à disposição da população brasileira. Desejo sucesso”, disse Siufi.

A indicação também foi comentada pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Professor Rinaldo (PSDB). “Estou feliz com a indicação. Mais um indicado oriundo do Estado. Acredito que a equipe de Bolsonaro viu a coragem do Mandetta. Minha torcida é que ele, a Tereza Cristina e os demais ministros se saiam bem”, afirmou.

Mara Caseiro (PSDB) enfatizou os benefícios da indicação de mais um ministro de Mato Grosso do Sul. “É motivo de felicidade dois ministro de MS. Mandetta conhece nossos problemas. Vai ajudar muito nosso Estado, com uma gestão séria, comprometida e preparada. Parabéns a MS por ter dois ministros”, destacou a deputada.

Em seu aparte, o deputado Cabo Almi (PT) questionou a indicação de Mandetta à pasta. “Ele está sendo investigado. Quando Lula [ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva] foi indicado para ser ministro, ele não pode assumir, porque também era investigado. Apesar de tudo, eu torço para que Mandetta seja bom, a exemplo de Ramez Tebet e Carlos Marun”, avaliou. “Inquérito e denúncia são diferentes. No caso de Mandetta é inquérito, não é denúncia, caso diferente do ex-presidente Lula. Agente público é investigado e isso não é demérito”, respondeu Barbosinha, que finalizou seu discurso desejando uma boa gestão ao indicado. “Fico na torcida para que Mandetta seja um superministro. Torço para que, como médico, ele leve à saúde a sanidade que ela merece. A saúde brasileira está em coma e precisa de muito trabalho”, finalizou.

Mais Médicos

Criado pelo Governo Federal em 2013, para ampliar a assistência médica em regiões com carência de profissionais, com ações conjuntas entre os Ministérios da Saúde e da Educação, o Programa Mais Médicos foi tema de debates entre os deputados estaduais.

Foram abertas inscrições para os profissionais interessados em fazer parte do programa após a saída dos médicos cubanos. Ao todo, são ofertadas 8.517 vagas, distribuídas em 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIS). “Uma fala depreciativa e irresponsável do senhor Bolsonaro [presidente eleito, Jair Bolsonaro] acabou ofendendo a nação cubana como um todo. Quem vai sofrer é o pobre, brasileiro, que não tem assistência médica. Quero ver preencher todas as vagas somente com médicos brasileiros”, enfatizou o deputado Pedro Kemp (PT).

Segundo ele, os médicos cubanos vinham se dedicando à medicina preventiva na Rede Básica de Saúde e às visitas domiciliares a quem mais precisa. “Conversei com o prefeito de Dourados, de Rio Verde e São Gabriel, à época da implantação do Mais Médicos, e todos somente fizeram elogios aos profissionais cubanos. A atitude do presidente eleito só gera indignação e revolta”, disse.

Os deputados Barbosinha (DEM) e Dr. Paulo Siufi (MDB) defenderam critérios mais rigorosos para a contratação de médicos estrangeiros. “Não podemos ter uma visão romântica de Cuba, que está com a economia em frangalhos e vive uma profunda ditadura, uma crise sem precedentes”, disse o democrata. Segundo ele, a saída do Mais Médicos pode despertar novas reflexões quanto à necessidade de democratização do país.

“Não acredito que vamos sofrer tanto assim porque as vagas serão preenchidas pelos médicos brasileiros. É inegável que a formação é diferenciada”, analisou Siufi. Já Cabo Almi (PT), demonstrou preocupação. “Antes, já estava difícil encontrarmos especialistas nos postos, nas UPAS [Unidades de Pronto Atendimento] de Campo Grande. Quero só ver como ficará agora”, disse.

Líder do Governo na Casa de Leis, Professor Rinaldo (PSDB) considerou inadmissíveis as condições de trabalho oferecidas aos médicos cubanos. “Em pleno século XXI, não podemos imaginar que pessoas estejam sofrendo, longe das famílias, e destinam 70% dos seus ganhos para o governo cubano. É inaceitável e queremos que a situação melhore o quanto antes”, afirmou o deputado.


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