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Terça-Feira 26.mar.2019

Ano VII - Nº 343

Coluna

Arábia Saudita aprova importação de mel brasileiro, diz ministério da Agricultura

A estimativa do ministério é que o Brasil exporte US$ 4,43 milhões ao país

Postado em 21 de Novembro de 2018 - Redação Semana On

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O ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou nesta segunda-feira (19) ter recebido das autoridades da Arábia Saudita um comunicado aprovando a aprova importação pelo país de mel produzido no Brasil.

A estimativa do ministério é que o Brasil exporte US$ 4,43 milhões ao país. Segundo o órgão, em 2017, o Brasil alcançou participação de 6,7% nesse segmento do mercado global, com exportações de US$ 128,10 milhões. A Arábia Saudita importou US$ 66,44 milhões desses produtos em 2017.

Em nota, o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do ministério, Odilson Ribeiro e Silva, disse que a próxima etapa é o envio pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) da lista de estabelecimentos brasileiros que desejam exportar produtos apícolas à Arábia Saudita, de acordo com as exigências do certificado acordado.

Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul alcançou a 11ª posição no ranking nacional de produção de mel, além de ser referência brasileira em produtividade por colmeia: 50 quilos por caixa, enquanto a média nacional chega a 17 quilos. Reunindo três ecossistemas diferentes (Pantanal, Cerrado e uma porção da Mata Atlântica) tem características favoráveis neste investimento, como espaço, clima e diversos tipos de florada. 

De acordo com o presidente da Federação de Apicultores de MS (Feams), Cláudio Ramires Koch, não se pode contestar a qualidade da produção, no entanto, alguns entraves ainda precisam ser solucionados.

“O produtor necessita entender mais sobre a gestão de seu apiário, e uma forma de conseguir isso é buscando no associativismo o fortalecimento da cadeia. Boas práticas e escala de produção são fundamentais, mas, dependendo do tamanho da propriedade não dá para fazer tudo. A melhor saída então é a cooperativa, por absorver a produção e reunir volume suficiente para realizar bons negócios”, observa. 

Koch é presidente da Cooperativa Regional de Apicultura e Meliponicultura de Mato Grosso do Sul (Cooperams), sediada no distrito de Arapuá, em Três Lagoas, que completou dois anos de atividade em 2017 e conta com estrutura com capacidade para produzir cinco toneladas/diárias do produto.

“Fomos contemplados com um projeto do BNDES chamado Redes que possibilitou a construção da cooperativa. Nosso trabalho tem objetivo de fortalecer o setor aqui na região e expandir nossa experiência para outras áreas do Estado”.


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