Semana On

Segunda-Feira 20.mai.2019

Ano VII - Nº 351

Coluna

Conterrâneos, colegas e adversários

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 21 de Novembro de 2018 - Marco Eusébio

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

"Os deputados Tereza Cristina e Luiz Henrique Mandetta, indicados ministros de Jair Bolsonaro, são do DEM do Mato Grosso do Sul, mas não muito próximos. Os dois disputam poder no diretório do partido no estado", diz o Lauro Jardim em blog no O Globo.

Para Associação Médica de MS, saúde estará 'em boas mãos' com Mandetta

A presidente da Associação Médica de Mato Grosso do Sul (AMMS), Maria José Maldonado, disse que a entidade ficou "honrada" com o anúncio ortopedista e deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) como ministro da Saúde, feito hoje pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. A indicação, afirmou, é um prestígio para a classe médica estadual e para Mato Grosso do Sul que já conta com dois nomes no futuro ministério, incluindo o da deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) para comandar a Agricultura.

"Nosso estado estará muito bem representado no novo governo", Maria Maldonado. Sobre Mandetta, a neuropediatra declarou em nota à imprensa que conhece sua competência médica e profundo conhecimento das reais necessidades para que o estado e o País possam evoluir no atendimento à saúde pública. "Não temos dúvida de que com Luiz Henrique Mandetta, a saúde brasileira estará em boas mãos e deverá ganhar um grande impulso", afirmou.

MDB e PT juntos na eleição da Assembleia

Os deputados reeleitos Márcio Fernandes, Renato Câmara e Eduardo Rocha (do MDB), Cabo Almi e Pedro Kemp (do PT) e Lídio Lopes (Patriota) anunciaram que estão se juntando em para disputar vaga na Mesa Diretora da Casa que será eleita em fevereiro. "Não é bloco a favor do governo, contra governo. É simplesmente um grupo para disputar a eleição da Mesa", disse Fernandes. Além dos seis, a ideia, acrescentou, o grupo tenta atrair outros deputados. Ouça o áudio.

Só pensa... naquilo

A propósito, Márcio Fernandes não pensa em outra coisa. Indagado sobre cargos em disputa na Mesa da Assembleia, o deputado soltou ao Blog: – "Só quero disputar a Prefeitura." Ele chegou a ser escalado pelo MDB em 2016, mas preferiu esperar 2020.

Lei sobre transporte de animais em ônibus de viagens em MS é alterada

A lei estadual sobre o transporte de animais domésticos e de cães-guia em ônibus intermunicipais em Mato Grosso do Sul foi alterada, conforme sanção do governador Reinaldo Azambuja. O novo texto deixa mais explícito que cães e gatos de até dez quilos deverão ser levados em caixas apropriadas durante toda a sua permanência na cabine do veículo, em local separado das bagagens e distante do motor do veículo, em condições de proteção e conforto. Não existe mais a obrigação de as empresas possuirem um compartimento específico (que não a cabine) para o transporte de animais. O limite é de dois animais por veículo. Além dos direitos, os donos terão obrigações como apresentar documentos de vacinas anti-rábica e polivalente, usar plaqueta de identificação nos bichos e custear a poltrona onde será transportado o animal. Leia mais aqui no site do governo de MS.

Mansour vence a terceira eleição seguida e vai comandar OAB-MS por mais três anos

Pela terceira vez consecutiva, Mansour Elias Karmouche vence as eleições da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul (OAB-MS) e vai cumprir mais três anos de mandato na presidência da entidade, após se tornar o primeiro presidente reeleito no exercício do mandato conquistando mais um triênio 2019-2021 à frente da instituição. Além de vencer por duas vezes seguidas a disputa pela presidência, Mansour havia sido eleito vice-presidente em eleição suplentar da OAB-MS em 2014. Passada a disputa, "o objetivo agora é unir a classe, trazer quem estava em outras chapas para dentro da Ordem para discutir questões corporativas, aprovar o projeto de lei de garantia das prerrogativas dos advogados no Congresso e continuar a luta em prol da sociedade", disse Mansour após a confirmação da vitória. Concluída a apuração de 100% dos votos, a chapa de Karmouche obteve 4.026 votos, contra 2.452 da chapa de Jully Heyder, e 2.344 da chapa de Rachel Magrini.

Votação de Mansour marca recorde nas eleições da OAB-MS

A reeleição de Mansour Karmouche à presidência da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul com 4.046 votos marcou um recorde nas eleições, geralmente "apertadas", da OAB-MS. A diferença de 1.574 votos para o segundo colocado Jully Heyder (2.452 votos) é a maior já registrada, superando a de 2012, quando Júlio César obteve 2.870 votos, 408 a mais do que Marco Túlio, com 2.462 votos. Naquele pleito, Alexandre Bastos, hoje desembargador do TJMS, obteve 1.193 votos.

Além de Campo Grande, Mansour venceu ontem em 17 das 31 subseções da Ordem no interior: Três Lagoas, Ponta Porã, Paranaíba, Naviraí, Coxim, Amambai, Jardim, Cassilândia, Bataguassu, São Gabriel do Oeste, Aparecida do Taboado, Bela Vista, Sidrolândia, Chapadão do Sul, Miranda, Iguatemi e Pedro Gomes. Jully Heyder foi o mais votado em 10 subseções: Corumbá, Dourados, Nova Andradina, Maracaju, Camapuã, Fátima do Sul, Costa Rica, Rio Brilhante, Ribas do Rio Pardo, Caarapó. Rachel Magrini venceu em três: Aquidauana, Bonito e Mundo Novo. Na 18ª subseção, a de Ivinhema, teve empate: Mansour e Jully obtiveram 24 votos cada, e Rachel 10.

Raquel vira 'nova liderança' da advocacia na Capital, diz ex-presidente da Ordem

O desempenho da advogada Raquel Magrini, que ficou em segundo lugar em Campo Grande na eleição na OAB-MS com 1.644 votos ontem, 357 a mais do que o candidato Jully Heyder, que obteve 1.287, faz dela uma "nova liderança" da advocacia na Capital, na avaliação de apoiadores como o ex-presidente da Ordem, Leonardo Avelino Duarte. No geral, Jully superou Rachel com uma diferença de apenas. No Facebook, Leonardo Duarte parabenizou os vencedores, frisando que "respeita a voz" da advocacia, defendeu a união de todos e destacou o desempenho de Rachel na Capital. "Ficamos folgadamente em segundo lugar em Campo Grande, mesmo com todas as dificuldades inerentes a uma chapa em que só uns poucos apostavam sucesso", afirmou.

Pedro Chaves é a favor da renovação da concessão da TV Morena por mais 10 anos

O senador Pedro Chaves (PRB-MS) apresentou relatório com parecer favorável à renovação por 10 anos do contrato de concessão da TV Morena, na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado. "A TV Morena vem realizando em nosso estado e em todo o Centro-Oeste um trabalho ético e de primeira qualidade na área de radiodifusão", comentou o senador. O contrato de concessão da afiliada da TV Globo em Mato Grosso do Sul termina em 2019 e a votação do relatório, na comissão, será na semana que vem.

Marun elogia cubanos e defende mudança de 'filosofia' na medicina brasileira

Carlos Marun elogiou a ação de cubanos no Mais Médicos e defendeu que médicos formados em universidades públicas ou com financiamentos públicos sejam enviados para atuar em pequenas cidades do interior no programa.

"Na verdade, precisa quase que uma mudança de filosofia na medicina brasileira, pelo menos nesses jovens que estão iniciando", disse à imprensa o ministro da Secretaria de Governo, em evento ontem na Confederação Brasileira dos Municípios (CMN). "O problema não é Cuba.  O problema é nós formarmos aqui anualmente milhares de médicos custeados pela sociedade brasileira, em grande parte em universidades públicas, e quando nós precisamos mandar médicos para pequenas cidades do interior nós temos que buscar em Cuba”, afirmou.

Para Carlos Marun, a experiência com os cubanos no interior do país foi um sucesso. "A realidade é que o interior do Brasil precisava de médicos, e esse programa, pode ter defeitos na sua concretização, na forma de se operar, agora a realidade é que a população do nosso interior gostou sim dos médicos cubanos", declarou. (Com G1)

Tereza Cristina rebate informações da Folha e diz que não é 'parceira da JBS'

A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, rebateu notícia de que concedeu incentivos fiscais ao grupo JBS quando era secretária do governo André Puccinelli em Mato Grosso do Sul, na mesma época em que manteve parceria pecuária com a empresa, divulgada pela Folha de S.Paulo. A "matéria foi feita de maneira a levar as pessoas a entenderem que existe uma negociação não republicana, e isso não é verdade", afirmou a deputada, frisando não ser "parceira da JBS" como afirmou o jornal.

Tereza disse que antes de ser secretária, em 2009, sua família fez um acordo de confinamento pecuário com a empresa, quando não havia concessão de benefício à JBS. "Muito depois", afirmou, a JBS comprou a Seara, e os incentivos foram concedidos pelo governo do estado, da qual era secretaria, assim como a várias outras empresas que se instalaram no estado. "Eu não dava benefício fiscal. Quem dava benefício era o governo. Minha pasta recebia o pedido e isso era encaminhado para um conselho".

A deputada disse que vai se encontrar com o presidente eleito Jair Bolsonaro amanhã, quando devem conversar sobre o assunto, e acrescentou que a concessão não foi feita "apagar das luzes" do governo André, conforme publicou a Folha, pois saiu do cargo "oito meses antes de terminar o governo" para ser candidata. Falou também que nunca recebeu doação direta da JBS para campanha, e que o MDB recebeu o dinheiro e fez o repasse para sua candidatura. "Eu nunca recebi uma intimação e nem nada sobre esse assunto. E estou pronta para responder se for chamada", ressaltou. Ouça o áudio.


Voltar


Comente sobre essa publicação...