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Quarta-Feira 20.nov.2019

Ano VIII - Nº 372

Coluna

Todas as canções de amor

Passado e presente se fundem ao som do amor

Postado em 14 de Novembro de 2018 - Danilo Custódio

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Os apaixonados Ana e Chico se mudam para um novo apartamento e ali encontram uma fita k7 com canções gravadas pelos antigos moradores do lugar, o casal Clarice e Daniel, que vivem uma crise no relacionamento. A partir daí, passado e presente se fundem ao som do amor, transbordando conflitos, diferenças e expectativas. Todas as canções de amor, primeiro longa de Joana Mariani, estreia no circuito comercial tupiniquim prometendo uma verdadeira odisseia romântica. Mas sabemos que a velha história do casal que vive uma linda história de amor já é premissa batida e está cada vez mais em desuso.

Nos últimos anos, é possível observar que o público demonstra muito mais interesse por filmes que exploram o drama e não o romance. Porém, diante da violência impulsionada pela recente peleja eleitoral entre a esquerda progressista e corrupta com a direita conservadora e intolerante, nada mais justo voltarmos nossas atenções para o amor. A revolução pelo amor é a arma mais eficaz que temos à disposição. E para fazer surgir esse sentimento, que muitas vezes fica guardado em algum lugar esquecido, o cinema brasileiro nos faz recordar que, apesar dos conflitos, o que precisa prevalecer é o amor. Trata-se um grito de socorro daquilo que temos de mais precioso: as relações.

A anarquia no cinema

Anarquismo é uma ideologia política. Não é uma forma de governo, ou partido político, mas sim aquilo que se opõe a todo tipo de hierarquia e dominação, seja ela política, econômica, social ou cultural. O termo tem origem no grego anarkhia, palavra usada para descrever a "ausência de governo". De maneira geral, representa a sociedade ideal. Um lugar utópico onde o bem comum resultaria dos interesses individuais de cada um. No cinema, é tema recorrente. São filmes de todas as épocas, produzidos em diferentes países, com diferentes contextos socioculturais. E está tudo reunido aqui, um maravilhoso e valioso catálogo online com várias raridades.

Cinema em outras línguas

Quando a primeira guerra mundial chegou em 1914, França e Alemanha reduziram drasticamente a produção de filmes, uma vez que a guerra havia consumido tudo. Foi então que os EUA instituiu o núcleo de produção no distrito de Hollywood, em Los Angeles, Califórnia. Ali, passaram a produzir filmes tipo exportação e não demorou muito para que conquistassem sua hegemonia no mercado internacional. Hoje, pouco mais de um século depois, Hollywood é a segunda maior receita do governo americano, faturando mais que indústrias poderosas como a farmacêutica e a automobilística. Por mais incrível que pareça, os filmes hollywoodianos só lucram menos que a indústria das armas e tecnologia militar. E é através do cinema que o governo norte americano faz propaganda de seus valores e exporta sua cultura, em especial sua língua. Mas sabemos que muitos países, de diferentes línguas e culturas, produzem filmes tão maravilhosos quanto aqueles falados em inglês. Por isso, a BBC publicou uma lista dos 100 melhores filmes de língua não inglesa dos últimos tempos. Bora conhecer?


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