Semana On

Terça-Feira 19.nov.2019

Ano VIII - Nº 372

Coluna

Simone presidir o Congresso seria muito bom, defende a ex-vice de Alckmin

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 24 de Outubro de 2018 - Marco Eusébio

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A senadora Ana Amélia (PP-RS), que abriu mão da reeleição e foi vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) neste ano, disse hoje que se estivesse no Senado no ano que vem votaria em Simone Tebet (PMDB-MS) para comandar a Casa. A sul-mato-grossense vem sendo cotada para presidir o Senado e o Congresso deste o fim do primeiro turno. "Acho que a Simone Tebet seria uma excelente candidata: a primeira mulher a presidir o Senado. Eu a vejo como presidente do Senado. Ela tem muita habilidade, é preparada, professora de direito constitucional, tem postura, candura, consegue dialogar. Seria muito bom para o Congresso. Se eu pudesse, votaria nela", afirmou ao site O Antagonista. A senadora gaúcha também acredita que a força da “pauta feminina” favorece Simone, atual líder do MDB no Senado. Para Ana Amélia, Renan Calheiros (MDB-AL) acabará focando na disputa pela CCJ, principal comissão da Casa, porque "é muito esperto" e sabe que "a resistência seria grande" se insistisse em voltar a comandar o Senado. Embora tenha encolhido de 18 para 12 senadores, o MDB continuará sendo a maior bancada em 2019, e tende a emplacar o sucessor do atual presidente não reeleito Eunício Oliveira (MDB-CE).

Estudantes protestam em universidades federais, e Haddad diz: 'não vão calar'

Estudantes e professores fizeram protestos hoje nas universidades federais UFMS, em Campo Grande, e UFGD, em Dourados, contra a ação da Justiça Eleitoral, com base na lei que proíbe o uso de prédios públicos para atos eleitorais em campanha, proibiu ontem eventos denominados "contra o fascismo" em 17 universidades públicas do País, incluindo a Dourados (leia aqui). Os manifestantes alegam que os atos são "pela democracia" e não têm caráter eleitoral contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL). No Twitter, porém, o candidato Fernando Haddad (PT) usou o assunto hoje em sua campanha chamando a ação da Justiça de invasão nas universidades e afirmando que "professores e estudantes não vão se calar até derrotar o soldadinho de araque". Veja abaixo.
 

Em vez de tela quente, último debate do 2º turno em MS ficou mais pra sessão da tarde

Quem esperava uma "tela quente" no último debate dos candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul antes da eleição de domingo, depois de a temperatura subir nesta reta final entre Reinaldo Azambuja (PSDB) e Odilon de Oliveira (PDT), acabou vendo na noite anterior algo mais ao estilo "sessão da tarde" na afiliada Globo. Teve reprises de alfinetadas mútuas, sem nada de tão relevante que já não havia sido visto e ouvido no debate de segunda do Midiamax ou no horário eleitoral. Com cortes de microfones sem tolerância ao zerar os cronômetros, e sem a bancada frente a frente – como ocorreu, por exemplo, entre João Doria e Márcio França ontem no debate da Globo São Paulo – o formato do programa parece ter ajudado para conter o termômetro no confronto final.

Troca de acusações e apoio a Bolsonaro marcam debate de Azambuja e Odilon

O clima pesado marcou o debate travado pelos candidatos neste segundo turno das eleições para o governo de Mato Grosso do Sul, promovido pelo site Midiamax. O juiz Odilon de Oliveira (PDT) e o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) trocaram acusações em todos os blocos. Odilon mirou na delação da JBS sobre supostos pagamentos de propinas aos governos estaduais iniciado há três mandatos que gerou a Operação Vostok. Azambuja acusou Odilon de não cuidar da sala que ocupava na Justiça Federal onde teriam "sumido" R$ 11 milhões de um cofre, conforme denúncia que envolve o ex-assessor Gedeão de Oliveira. Também citou a aliança do juiz com o MDB, que, frisou, antes criticava. Sobre Bolsonaro, a quem os dois declaram apoio, Azambuja lembrou que o PDT tenta cassar o presidenciável, que o presidente estadual da sigla Dagoberto Nogueira disse que Bolsonaro "não serve nem para ser prefeito de Jaraguari" e afirmou que o juiz quer pegar carona na popularidade dele: "O senhor ficou dois duas na porta do Jair Bolsonaro tentando tirar foto e não conseguiu. O seu partido pediu cassação da candidatura dele e depois o senhor vai pedir foto?", questionou. Odilon rebateu: “Quantas pessoas do PSDB foram presas no Paraná, em Goiás e estão na eminência aqui no Estado? Não queira me arrastar naquele mesmo lamaçal que o seu". Azambuja replicou: "Quem te arrastou para o lamaçal que o senhor fala, foi seu primo, Gedeão". As acusações se repetiram ao longo do debate que, curiosamente, não teve pedido de direito de resposta. No fim, os dois pediram votos: para eles, e para Bolsonaro. Veja o vídeo.

Governo Temer tem desafio de entregar neste ano 20 obras e ações, duas em MS

A pouco mais de 60 dias para o fim do ano, o governo federal anunciou ontem o programa Desafio Chave de Ouro, para acelerar 20 obras e ações a serem entregues ou empreendidas ainda em 2018 em todas as regiões do país. Uma é a conclusão do anel viário de Campo Grande, no trecho que liga as saídas para Rochedo e Cuiabá. "Isso completa o anel rodoviário que está há 20 anos em execução", disse ao Blog o ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo, que coordena o programa. Outra ação prevista para Mato Grosso do Sul é a celebração do acordo para construção da certeira ponte ligando o Brasil ao Paraguai, em Porto Murtinho. “São obras e iniciativas que, se não houvesse um esforço extra seja em recursos ou energia, não conseguiríamos disponibilizar para a população ainda no governo Temer. É uma conclusão [de governo] com chave de ouro. É um desafio que o governo está fazendo a si próprio", afirmou Marun à Agência Brasil no lançamento do programa.

Fux mantém desembargadora afastada

O ministro Luiz Fux, do Supremo, negou ontem recurso em mandado de segurança impretrado na corte pela defesa da desemabrgadora de Mato Grosso do Sul, Tânia Garcia de Freitas Borges, para que ela retomasse as funções no Tribunal de Justiça (TJMS) e na presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS). A magistrafa foi afastada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em processo disciplinar que investiga suspeita de uso do poder e da estrutura do cargo em favor do filho Breno Borges, preso por tráfico e posse ilegal de arma de fogo. (Com CampoGrandeNews)

Por 11 votos a 0, STJ arquiva denúncia contra o governador Azambuja

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por unanimidade mandar arquivar hoje denúncia contra o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) feita em maio de 2017 pelo sócio da Braz Peli Comércio de Couros, José Alberto Miri Berger, sobre suposto pgamento de propina divulgada pelo Fantástico, da TV Globo. A decisão pelo arquivamento, por onze votos a zero no STJ, atendeu pedido pelo Ministério Público Federal (MPF), que não encontrou "indícios mínimos de crime". A empresa teve benefício fiscal suspenso em novembro de 2016 pelo governo, que alegou quebra de acordo, e acionou a Justiça contra a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz). Em nota da assessoria, Azambuja comentou a decisão. "Desde o início dizíamos que esta denúncia era um golpe. Agora a Justiça foi feita. Infelizmente, há quem condene antes da própria Justiça. Irresponsabilidade. Isso agora são águas passadas. Vamos seguir em frente trabalhando pelo Mato Grosso do Sul", afirmou.

Gilmar Mendes arquiva inquérito de Aécio Neves baseado em delação de Delcídio

A pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo, mandou arquivar inquérito para apurar se o senador Aécio Neves (PSDB-MG) atuou em 2005 para maquiar dados do Banco Rural entregues à CPI dos Correios, que investigou o mensalão. É praxe na Corte terminar uma investigação quando o pedido parte da PGR. A investigação teve origem na delação do senador cassado Delcídio Amaral (MS), que presidiu a CPI. Ele contou que a quebra dos sigilos do banco comprometeria políticos tucanos, entre eles Aécio, na época governador de Minas Gerais. A ponte entre Aécio e Delcídio teria sido o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), que era deputado pelo PSDB e membro da CPI. Sobre a suposta atuação de Paes como emissário de Aécio, a própria PF já tinha pedido o arquivamento. Todos os acusados negam as acusações. (Com O Globo)

STJ manda soltar advogado que foi preso em Campo Grande com André Puccinelli

O advogado João Paulo Calves, preso pela Polícia Federal em Campo Grande em desdobramento da Operação Lama Asfáltica no dia 20 de julho, junto com o ex-governador André Puccinelli e o também advogado e filho dele André Júnior, já pode ganhar liberdade. Liminar neste sentido foi concedida hoje pela ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). "Nunca a defesa deixou de acreditar na Justiça, que às vezes demora um pouco, mas sempre é alcançada", disse agora à noite ao Blog o advogado André Borges, que faz a defesa de Calves, e afirmou que o cliente deve ser solto hoje à noite ou no mais tardar na manhã desta quarta-feira. A decisão de Laurita Vaz cria jurisprudência que pode culminar também com a soltura de Puccinelli e o filho.

Bolsonaro posta vídeo de Corumbá e diz 'nunca ter visto nada nada parecido!'

"Confesso nunca ter visto nada parecido! Surpresa muito bacana! Um abraço Mato Grosso do Sul!" escreveu Jair Bolsonaro (PSL) no Twitter ao publicar hoje um vídeo que mostra a lancha "Pérola do Pantanal" em regata de apoio à sua candidatura com chalanas e outros barcos no rio Paraguai, ontem em Corumbá. Veja o vídeo.

 


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