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Domingo 15.dez.2019

Ano VIII - Nº 375

Coluna

Ranking confirma Reinaldo na frente no 2º turno

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 17 de Outubro de 2018 - Marco Eusébio

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A segunda pesquisa sobre o segundo turno da disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul feita pelo Instituto Ranking e divulgada nesta sexta-feira (19), aponta cenário estável com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) na frente com 54.21% dos votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos) e o juiz Odilon (PDT) com 45.79%. Os índices da pesquisa Ranking anterior, divulgada no sábado, dia 13 (veja aqui), eram Azambuja 54.75% e Odilon 45.25%.

Em votos totais, Azambuja tem 48.75% (tinha 48.50%) e Odilon oscilou positivamente para 41.16% (tinha 40.08%). Nulos, brancos e indecisos são 10.09% (eram 11.42%). Em rejeição, segue o empate na margem de erro de 2.83% para mais ou para menos: Reinaldo tem 31.50% (tinha 29.91%), Odilon tem 30.25% (tinha 28.33%) e nulos, brancos e indecisos somam 38.25% (eram 41.76%).

Foram ouvidas 1.200 pessoas a partir de 16 anos de terça-feira (9) até ontem (12) em 20 municípios de MS: Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju, Dourados, Ponta Porã, Amambaí, Caarapó, Naviraí, Ivinhema, Nova Andradina, Rio Brilhante, Corumbá, Miranda, Aquidauana, Anastácio, São Gabriel do Oeste, Coxim, Paranaíba, Aparecida do Tabuado e Três Lagoas. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral com números MS-00108/2018 e BR-04907/2018.

Em MS, Bolsonaro tem 71.60% dos votos válidos e Haddad 28.40% diz Ranking

A segunda pesquisa do Instituto Ranking sobre o segundo turno da disputa presidencial em Mato Grosso do Sul, divulgada nesta sexta-feira (19), aponta em votos válidos (excluídos nulos, brancos e indecisos) que Jair Bolsonaro (PSL) segue bem à frente com 71.60% e oscilou positivamente em relação à pesquisa divulgada no sábado anterior (veja aqui) quando tinha 70.21% e Fernando Haddad (PT) agora tem 28.40% (tinha 29.79%).

Em votos totais, Bolsonaro tem em MS 63.25% (tinha 62.08%), Haddad tem 25.08% (tinha 26.33%) e indecisos, nulos e brancos somam 11.67% (eram 11.59%). Na rejeição em MS, Haddad subiu de 54.66% para 56.33% e Bolsonaro foi de 23% para 21.17%. Neste caso, indecisos, nulos e brancos são 21.17% (eram 22.34%).

Zeca do PT declara voto em Azambuja e critica o juiz Odilon: ouça o áudio

O deputado federal e ex-governador Zeca do PT declarou hoje que se reuniu com Reinaldo Azambuja (PSDB) para tratar de programas da agricultura familiar estadual e declarou que "como cidadão" vai votar na reeleição do governador, embora não faça declaração de apoio como presidente regional do PT. Em áudio que, conforme a assessoria do petista foi enviado em grupo de companheiros de partido, Zeca faz uma série de críticas ao candidato Odilon de Oliveira (PDT).

"Acho o juiz um charlatão, mentiroso, enganador, que gosta de perseguir o pessoal do PT, como faz o Moro. Me perseguiu quando governador, mandando fazer escuta clandestina para tentar me prender, me incriminar, porque isso daria Ibope pra ele na mídia nacional", afirmou. "Como não apoio de jeito nenhum Odilon e me nego a votar nulo, vou votar como cidadão no Reinaldo. É essa minha posição clara e objetiva, espero que você entenda. Se não entender, fazer o quê?". Ouça o áudio.

'É fake news' diz Dagoberto sobre PDT expulsar Odilon por apoiar Bolsonaro

O presidente do PDT de Mato Grosso do Sul, Dagoberto Nogueira, negou que a direção nacional da sigla cogite expulsar candidatos que disputam o segundo turno nos estados – o juiz Odilon de Oliveira (MS), Amazonino Mendes (AM) e Carlos Eduardo Alves (RN) – por declararem apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), embora a legenda tenha anunciado o tal "apoio crítico" ao petista Fernando Haddad. "É fake news", disse o deputado federal ao Correio do Estado, depois de conversar com o presidente nacional do PDT Carlos Lupi, sobre notícia que chegou a circular na internet de que o Conselho de Ética do partido, do qual ele faz parte, deveria aprovar pedido de expulsão feito por diretórios. Indagado sobre a posição do PDT-MS entre Bolsonaro ou Haddad, Dagoberto respondeu ao Blog: "Nossa posição é a de nos manter neutros".

Temer está 'muito indignado e abalado' com indiciamento pela PF, diz Marun

Michel Temer "ficou muito indignado e abalado" com seu indiciamento no inquérito que apura o suposto favorecimento à Rodrimar S/A no chamado Decreto dos Portos, afirmou o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, ao falar com a imprensa após solenidade na tarde de hoje no Palácio do Planalto. O presidente e mais dez pessoas, incluindo sua filha Maristela, foram indiciados por crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Marun criticou o indiciamento do presidente, disse que indiciar parentes é "uma prática nefasta" que visa "abalar o ânimo de quem se quer atingir" afirmou que o processo que não apresenta provas. Os indiciamentos estão no relatório final da investigação da Polícia Federal entregue ontem ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso no Supremo. Barroso pediu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá 15 dias para se manifestar sobre eventual denúncia contra os acusados.

Tereza Cristina é a primeira mulher cotada a ser ministra de um governo Bolsonaro

A deputada federal reeleita Tereza Cristina (DEM) de Mato Grosso do Sul é a principal cotada para virar ministra da Agricultura, caso Jair Bolsonaro (PSL) seja eleito presidente. Conforme o Estadão de S.Paulo, Tereza nega sua indicação ao posto e não quer falar sobre o assunto, mas encabeça a lista pela proximidade que passou a ter com o candidato reforçada pela declaração de apoio ao candidato da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Congresso, da qual ela é presidente, ainda no primeiro turno.

Bolsonaro pediu à FPA que indique um nome para a pasta. Além de Tereza, para quem pesaria o fato de que seria a primeira mulher no governo Bolsonaro, o que ajudaria a aplacar a rejeição feminina ao candidato, o jornal cita outros cotados: o líder ruralista Luiz Antonio Nabhan Garcia, o deputado federal gaúcho eleito senador Luis Carlos Heinze (PP) e o atual ministro Blairo Maggi, visto pelo setor como possibilidade mais remota. Numa gestão de Bolsonaro, o Ministério da Agricultura pode ficar ainda mais forte, pois é cogitada sua fusão com o do Meio Ambiente.

Deputado reúne prefeitos do MDB com Azambuja e mira comando da Assembleia

Depois de declarar apoio à reeleição de Reinaldo Azambuja (PSDB) em sentido oposto à decisão de seu partido de apoiar o juiz Odilon (PDT) neste segundo turno conforme aqui antecipado na semana passada, o deputado estadual reeleito Eduardo Rocha (MDB) não ficou só no discurso e está fazendo campanha para o governador. Na noite anterior, Rocha reuniu em sua casa, em Campo Grande, Azambuja e oito prefeitos, seis deles do MDB: Marquinhos do Dedé (Vicentina), Jeferson Tomazoni (São Gabriel do Oeste), Laka (Juti), Rudi Paetzold (de Coronel Sapucaia), Jorge Takahashi (Batayporã) e Valdir Santori (Deodápolis). Também presentes os prefeitos Dalmy (DEM), de Alcinópolis; e Aluísio São José (PSB), de Coxim, terra de Júnior Mochi. A propósito, indagado hoje se esse apoio ao governador pode resultar em presidência da Assembleia na sucessão de Mochi em 2019, com apoio da bancada governista caso o tucano seja reeleito, Eduardo Rocha admitu ao site Midiamax: "Claro que sim. Quem é que não quer?"

A pedido da PGR, Fachin arquiva investigação contra Zeca do PT e Blairo

O ministro do Supremo, Edson Fachin, arquivou inquérito sobre delação da Odebrecht que cita o ex-governador de Mato Grosso do Sul e deputado federal Zeca do PT, e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP-MT) numa lista de políticos que supostamente teriam recebido “contribuição” não contabilizada para campanha eleitoral em 2006. A decisão de Fachin, informa o Estadão de S.Paulo, foi tomada na quinta-feira anterior com base de manifestação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmando que as investigações não identificaram elemento mínimo de prova para que fosse ofertada a denúncia no caso.

Senadora eleita pelo PSL de MS é alvo de críticas por apoiar a esquerda em SP

A senadora eleita por Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke (PSL), virou alvo de críticas de apoiadores de Jair Bolsonaro ao declarar apoio ao governador de São Paulo Márcio França, do PSB, partido de esquerda que apoia Fernando Haddad (PT) na sucessão presidencial. França, que era vice e assumiu o governo de SP com a saída de Geraldo Alckmin para ser candidato, disputa o segundo turno estadual contra João Doria (ambos do PSDB). “Quero pedir voto para Márcio França. Quero dizer que ele não é petista, não é comunista. Isso é uma pecha que o PSDB quer colar nele”, afirma Soraya em vídeo postado nas redes sociais no fim de semana.

A bronca de Soraya com os tucanos começou na campanha de MS, onde o PSL fez parte da coligação do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Soraya acusou os tucanos de imprimir cartazes para outros candidatos aliados com o nome de Bolsonaro, embora ela fosse "a única" candidata do PSL ao Senado no estado. Consultada pelo site Midiamax, de Campo Grande, sobre as críticas ao seu apoio a França em SP, Soraya classificou de "mimimi" o episódio. “As pessoas ao invés de cuidarem da eleição de Bolsonaro ficam de mimimi”, rebateu. Veja o vídeo.


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