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Ano VII - Nº 324

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Viver bem

Dieta mediterrânea pode ajudar a prevenir depressão, diz estudo

Consumo de alimentos considerados menos inflamatórios diminuem o estresse e podem influenciar na saúde mental

Postado em 02 de Outubro de 2018   - Galileu

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Uma nova pesquisa indica que seguir uma dieta mediterrânea, baseada no consumo de vegetais, peixes e nozes, diminui em 33% as chances de uma pessoa desenvolver depressão, em comparação com uma alimentação que consiste em muita carne, açúcar, gorduras e produtos processados.

O estudo foi liderado por especialistas da Universidade College London (UCL), no Reino Unido, com 36 mil participantes do próprio Reino Unido, França, Austrália, Espanha e Estados Unidos. 

"Há uma associação entre a adesão de uma dieta mediterrânea e menor risco de depressão", escreveram os autores na revista científica Molecular Psychiatry. O consumo de alimentos inflamatórios faz o corpo aumentar o estresse, por exemplo, visto que o organismo não consegue metabolizar os excessos de gorduras saturadas, frituras e açúcares. Frutas, legumes, nozes e peixes tendem a ser mais elevados em fibras, vitaminas, minerais e polifenóis que podem reduzir a inflamação.

"Uma dieta pró-inflamatória pode induzir inflamação sistêmica do corpo, o que pode aumentar diretamente o risco de depressão", disse Camille Lassale da UCL. "Há também evidências que mostram que a relação entre o intestino e o cérebro desempenha um papel fundamental na saúde mental, e que esse eixo é modulado pelas bactérias gastrointestinais, que podem ser modificadas de acordo com a dieta."

Tasnime Akbaraly, co-autor do estudo, acredita que esta análise apoia o aconselhamento de nutricionistas em pacientes que estão tratando distúrbios mentais. “Isso é importante no nível de saúde pública, especialmente em um contexto em que a má alimentação é reconhecida como a principal causa de morte precoce nos países de alta e média rendas", informou. "Ao mesmo tempo, transtornos mentais são a principal causa de incapacidade."


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