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Terça-Feira 10.dez.2019

Ano VIII - Nº 374

Coluna

E o cinema brasileiro?

Conheça as produções nacionais que prometem grandes experiências

Postado em 26 de Setembro de 2018 - Danilo Custódio

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O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é o mais antigo do país, tendo nascido pela iniciativa do grande mestre Paulo Emílio Sales Gomes, em 1965. No último domingo (23), os premiados da 51º edição do festival foram anunciados em cerimônia no histórico Cine Brasília, onde Temporada, de André Novais Oliveira, consagrou-se o grande vencedor. O filme recebeu vários Candangos, nas categorias Melhor Filme, Melhor Atriz (Grace Passô), Melhor Ator Coadjuvante (Russão), Melhor Fotografia (Wilsa Esser) e Melhor Direção de Arte (André Novais Oliveira).

Na semana anterior (18), a Academia Brasileira de Cinema anunciou os vencedores do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2018 também em cerimônia de gala, onde prestou uma belíssima e super merecida homenagem aos 75 anos de carreira de Fernanda Montenegro. Emocionada, a atriz deixou sua mensagem: “Estamos vivendo um momento em que precisamos de confraternização, de nos acalmarmos, raciocinar, ter uma emoção humanizada". E sabemos que o cinema é esse lugar certo? Um lugar onde podemos humanizar as emoções e proporcionar novos horizontes naquilo que possuímos de mais valioso: as relações.

O destaque da noite foi Bingo - o Rei das Manhãs, que levou 8 prêmios das 15 indicações que recebeu. Trata-se do primeiro longa de Daniel Rezende, reconhecido internacionalmente pelo seu trabalho como montador, acumulando muitos prêmios e indicações, inclusive uma ao Oscar de Melhor Edição em 2004 pela montagem de Cidade de Deus. Outro filme com direção debutante que levou prêmios e eu quero muito destacar é o Divinas Divas, primeiro longa de Leandra Leal, escolhido como o Melhor Documentário. A disputa pelos Troféus Grande Otelo nas 25 categorias do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro reuniu 36 longas e 20 curtas nacionais, além de 5 longas estrangeiros.

Por fim, na semana retrasada (11), a Comissão Especial de Seleção da Academia Brasileira de Cinema indicou O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues, para representar o Brasil na corrida ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2019. A comissão é presidida pela produtora Lucy Barreto e formada pela atriz Bárbara Paz, pelo produtor Flavio Tambellini, pelos diretores Jeferson De e Hsu Chien Hsin e pelas produtoras Katia Adler e Claudia da Natividade. O Grande Circo Místico é uma coprodução Brasil-Portugal-França, inspirada em um poema do Jorge de Lima, que conta a história de uma família de artistas de circo ao longo de mais de cem anos. O filme estreou mundialmente em uma sessão especial do Festival de Cannes deste ano.

Mas é óbvio que vale a pena ver todos os filmes que concorreram a essa vaga para representar o Brasil na corrida pelo Oscar no ano que vem. Se liga na lista:

"Além do homem", de Willy Biondani

"Alguma coisa assim", de Mariana Bastos e Esmir Filho

"Antes que eu me esqueça", de Tiago Arakilian

"Aos teus olhos", de Carolina Jabor

"As boas maneiras", de Julia Rojas e Marco Dutra

"Benzinho", de Gustavo Pizzi

"Dedo na ferida", de Silvio Tendler

"Canastra Suja", de Caio Sóh

"Como é cruel viver assim", de Julia Rezende

"Encantados", de Tizuka Yamazaki

"Entre irmãs", de Breno Silveira

"Ex-pajé", de Luiz Bolognesi

"Ferrugem", de Aly Muritiba

"Yonlu", de Hique Montanari

"Não devore meu coração", de Felipe Bragança

"O Grande Circo Místico", de Cacá Diegues

"O Caso do Homem Errado", de Camila de Moraes

"O desmonte do Monte", de Sinai Sganzerla

"Paraíso perdido", de Monique Gardenberg

"O animal cordial", de Gabriela Amaral Almeida

"Talvez uma história de amor", de Rodrigo Spada Bernardo

"Unicórnio", de Eduardo Nunes


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