Semana On

Sábado 31.out.2020

Ano IX - Nº 417

Coluna

Azambuja repudia atentado sofrido por Jair Bolsonaro

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 05 de Setembro de 2018 - Marco Eusébio

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Depois da facada sofrida por Jair Bolsonaro (PSL), o governador e candidato à reeleição Reinaldo Azambuja (PSDB) vai reavaliar em reunião com sua equipe, a segurança das caminhadas de campanha. A informação confirmada há pouco pelo governador antes do desfile de 7 de Setembro na Capital de MS, ao ser questionado pela imprensa sobre o atentado ao presidenciável ontem em Juiz de Fora (MG). "É um ato covarde, ninguém espera. Quem esperava numa manifestação como aquela, popular, vir uma pessoa isolada e cometer um ato covarde", respondeu Azambuja ao site Campo Grande News. Também indagado sobre o assunto, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) classificou o atentado como "lamentável" e "repugnante". "Eu diria que foi uma facada na democracia", declarou.

Alckmin ataca Bolsonaro: veja o vídeo

Geraldo Alckmin, que visitou Ponta Porã e Campo Grande, disparou críticas a Jair Bolsonaro (PSL) antes do atentado ao candidato. "O Bolsonaro eu acho o pior candidato. Não há ninguém tão despreparado quanto o Bolsonaro. Eu acho que o Brasil retrocederia, nos iríamos para um caos. Eu farei o possível pra evitar que isso aconteça", afirmou o candidato tucano. "É um despreparado, que em 28 anos como deputado como deputado não fez absolutamente nada, a não ser defender o corporativismo", emendou. Veja o vídeo.

Alvo de inquérito autorizado por Fachin, Marun diz que 'nada deve' e 'nada teme'

Depois de virar alvo de inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin do Supremo, para que ele e uma assessora e sete parlamentares sejam investigados sobre suspeitas de associação criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Registro Espúrio, que apura fraudes na concessão de registros de sindicatos pelo Ministério do Trabalho, o ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun, divulgou nota afirmando ter recebido "com a tranquilidade de quem nada deve e portanto nada teme" a notícia de O Globo. "Nada fiz que extrapole as minhas funções previstas no ordenamento jurídico e não recebi nenhuma vantagem, devida ou indevida, pelas ações que desenvolvi em prol de sindicatos de Mato Grosso do Sul", afirmou o emedebista em nota ao G1, frisando ter "confiança" na assessora investigada e acrescentando ser alvo de "intimidação sob forma de inquérito".

Juiz Odilon pede à PF investigação sobre denúncia contra ele feita por ex-assessor

O candidato ao governo de MS, Odilon de Oliveira (PDT), protocolou na Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande pedido de inquérito para apurar declarações feitas pelo ex-assessor Jedeão de Oliveira, à Folha de S.Paulo, o acusando de irregularidades quando exercia o cargo de juiz na 3ª Vara Federal da Capital. No pedido, o juiz aposentado dispensa segredo de justiça e cita as informações veiculadas pela Folha em que o assessor o acusa de ter tido um grupo de “arapongas” formado por agentes federais para fazer grampos à margem da lei. Odilon diz estranhar que o ex-servidor demitido por ele em 2016 esperado mais de dois anos para registrar "Declarações por Instrumento Particular” no cartório de Bauru (SP), residindo em Cuiabá (MT), e, depois de ter proposta de delação rejeitada pelo MPF, por falta de provas, fazer declarações à Folha veiculadas na véspera da estréia da propaganda eleitoral no rádio e TV.

No primeiro debate de MS, governador foi o principal alvo dos adversários

No comando do Estado, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), como era esperado, foi o principal alvo dos adversários no primeiro debate dos candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul promovido na noite anterior pelo site Midiamax, em Campo Grande. Como tem feito na campanha, o tucano rebateu destacando ações de sua gestão e estatísticas que apontam MS como um dos estados mais estáveis diante da crise brasileira, e afirmou que os críticos não conhecem o lugar onde moram. João Alfredo (Psol) e Marcelo Bluma (PV) se revezaram no papel de franco atiradores, e o juiz Odilon de Oliveira (PDT) também aproveitou para alfinetar a atual gestão. Mas também sobraram farpas para o juiz, que foi questionado por João Alfredo sobre "jogo do bicho"; e para Júnior Mochi (MDB), presidente da Assembleia, indagado por Bluma sobre gastos da Casa, cujo orçamento chega a R$ 290 milhões por ano. Por sua vez, Humberto Amaducci (PT) procurou destacar o papel de seu partido, prometendo resgatar projetos sociais do ex-governador Zeca do PT. Veja abaixo o vídeo do debate Midiamax.

Advogado e jornalista Ruy Sant'Anna é encontrado morto em Campo Grande

O advogado e jornalista Ruy Sant'Anna, de 74 anos, que foi secretário de comunicação do governo do vizinho Mato Grosso nos anos 70 (na época do estado uno) e atuou na assessoria do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), foi encontrado morto hoje, em Campo Grande, na casa em que morava, sozinho, no bairro Cabreúva. Um carteiro sentiu mal cheiro ao entregar uma encomenda e avisou vizinhos que chamaram os Bombeiros e a PM. Como não havia sinais de arrombamento nem de violência, a polícia acredita que tenha sofrido um mal súbito.

A jornalista Cidinha Ribeiro, amiga há anos do colega, contou ao jornal Correio do Estado que Ruy morava sozinho. "Os pais morreram há muito tempo e uma irmã morava em Brasília e também faleceu. Ele tem sobrinhos lá em Brasília apenas. Estamos tentando contato para avisar. Ele não tinha filhos e foi casado por muito pouco tempo", relatou.

Em 1978, Ruy Sant'Anna foi pré-candidato a deputado estadual e acusado de mandar matar Levy Campanhã, chefe de gabinete do governo de Mato Grosso. "Ele foi preso por um bom tempo e depois inocentado. Mas mesmo assim ele passou por muitas dificuldades", lembra Cidinha. Nos últimos anos, Ruy escrevia coluna para jornais locais. Ainda não há informações sobre velório.

TRE confirma candidatura de Bernal

Alcides Bernal (Progresistas) agora é, oficialmente, candidato a uma cadeira de deputado federal, informou a pouco ao Blog o advogado da coligação encabeçada pelo PSDB do governador Azambuja, Ary Raghiant Neto. Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) rejeitou pedido de impugnação feito pela coligação encabeçada pelo MDB alegando a cassação de mandato do ex-prefeito pela Câmara, aquela que gerou a Operação Coffe Break que investigou vereadores e empresários.

Chaves preside Comissão de Educação

O senador Pedro Chaves (PRB-MS) assumiu a presidência da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado. Conhecido como senador da Educação, Chaves foi relator da reforma do Novo Ensino Médio, aprovada em 2017, e tem como história mais de cinco décadas em atuação nos ensinos fundamental, médio e superior em Mato Grosso do Sul, onde foi fundador do antigo Cesup, da Uniderp e da Mace, e integra a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL).

Situação privilegiada...

O deputado presidente da Assembleia e candidato ao governo de MS Júnior Mochi (MDB) "está em situação privilegiada", diz a Ester Figueiredo, em sua coluna Diálogo no Correio do Estado. "Se conquistar a cadeira cobiçada da Governadoria, é lógico, 'estará de parabéns'; se perder, poderá, do mesmo jeito, preparar terno novo, só que para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado, que era o seu maior sonho, antes de ser 'convocado' para 'posar de candidato'", conta a Ester, citando um político como fonte. A conferir.


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