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Quarta-Feira 21.nov.2018

Ano VII - Nº 328

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Especial

Tudo em casa

Famílias tradicionais dominam a política brasileira

Postado em 03 de Setembro de 2018   - João Filho (The Intercept_Brasil) e Ranier Bragon (UOL)

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A primeira pergunta feita para Bolsonaro na entrevista no Jornal Nacional foi como que ele se apresenta como o “novo”, “contra tudo o que está aí”, mesmo tendo feito da política a sua profissão e a de boa parte da sua família. O candidato, que assim como seu filho recebe auxílio-moradia mesmo tendo casa própria em Brasília, respondeu que “quando se fala em famílias na política, fala-se em atos de corrupção. A minha família é limpa na política.” Mais ou menos.

Além dos três filhos homens terem virado políticos profissionais, o seu irmão Renato Bolsonaro foi sustentado pelos cofres públicos durante três anos, recebendo R$ 17 mil por mês. Só que, assim como a Val —  a funcionária que é quase da família — o maninho nunca apareceu para trabalhar. Ele tinha uma boquinha na Assembleia Legislativa de São Paulo no gabinete de André do Prado (PR) que, vejam só que coincidência, é um velho aliado político de Jair. Quando a casa caiu e o escândalo veio à tona, Bolsonaro fingiu não ter nenhuma relação com o emprego-fantasma do irmão e disse “pau nele!” Mesmo largado ferido na estrada como um vagabundo qualquer, o balanço foi positivo para o irmão, que embolsou ao todo cerca de R$ 612 mil sem nunca ter aparecido para pegar no batente.

Em 2007, Bolsonaro também contratou para trabalhar em seu gabinete a sua então namorada que, em menos de um ano, foi promovida e teve um bom aumento de salário. Nos anos 1990, os filhos de Bolsonaro contrataram para seus gabinetes parentes da sua segunda mulher. A justificativa dele à época foi puro deboche: “É minha companheira. Não somos casados. Portanto, não somos parentes.” Bolsonaro é mesmo o candidato da família brasileira, principalmente o da sua.

O clã Bolsonaro é só mais um que está incrustado na política brasileira. Há diversas famílias em todos os estados do país dominando a política local, controlando estatais e perpetuando a presença privilegiadas no serviço público a cada geração. É impossível entender o Brasil e suas relações políticas sem compreender o papel das grandes famílias.

Essa tradição nepotista dificulta mudanças no funcionamento do sistema político. Nesta semana, Amanda Audi, repórter do Intercept Brasil em Brasília, mostrou como deputados estão tentando driblar a lei que proíbe a indicação de parentes e amigos para cargos de chefia em estatais. A política brasileira é tratada como se fosse um negócio da família e haverá resistência a qualquer ameaça a essa tradição.

Segundo o cientista político Ricardo Costa Oliveira, que estuda a presença das famílias no poder, 62% da Câmara é formada por deputados originários de famílias políticas, enquanto no Senado esse número sobe pra mais de 70%. Ou seja, praticamente dois terços do Congresso brasileiro está tomado por algumas famílias. Mais da metade dos ministros de Temer são representantes de famílias políticas. Só o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM), filho de César Maia, convive no Congresso com dois primos: o deputado Felipe Maia (DEM) e seu pai, o senador José Agripino Maia (DEM). Todos eles são primos do vice-procurador-geral da República Luciano Mariz Maia. Eu precisaria de mais uns 3 parágrafos para citar todos os integrantes da família Maia que ocupam cargos públicos em todo o Brasil.

A lógica de domínio pelo parentesco também se dá em todas as outras esferas de poder da sociedade. Além dos executivos e legislativos estaduais e municipais, famílias tradicionais dominam o Ministério Público, todos os níveis do judiciário, os tribunais de conta, e por que não lembrar, os oligopólios de mídia. Levantamento de Oliveira indica que 16 dos 26 prefeitos de capitais eleitos em 2016 vieram de famílias políticas. No Supremo Tribunal Federal, oito dos 11 ministros têm parentes importantes na área do Direito. Na força-tarefa da Lava Jato, metade dos seus integrantes tem familiares magistrados e procuradores.

Fala-se muito sobre a necessidade de renovação dos quadros políticos, mas o que vemos a cada eleição é a renovação dos parentes das famílias dominantes. Muitos deles se vendem como o “sangue novo na política”, mas são herdeiros de legados que representam o que há de mais antiquado. Jovens sem nenhuma trajetória na política, que jamais seriam seriam eleitos sem a força de seus pais, seguem engrossando as fileiras dos cargos públicos a cada eleição.

No Rio de Janeiro, três famílias do MDB, cujos chefes estão presos por corrupção, vão para a disputa eleitoral. Eles se apresentam como jovens promessas, mas defendem o legado político da família e usarão a mesma máquina que elegeu seus pais. Danielle Cunha estreará na política a pedido de Eduardo Cunha, enquanto Marco Antônio Cabral e Leonardo Picciani tentarão a reeleição.

O filho de Crivella, sem nunca ter participado da política, é visto pelo PRB como um candidato com grande potencial para puxar votos para o partido. “Quero ser uma voz que represente uma nova safra de jovens empreendedores”, afirmou o candidato da Igreja Universal. Ele, que não tem o mesmo nome do pai, adotou o nome fantasia Crivella Filho para se vender melhor, porque, segundo ele, o seu “maior patrimônio é o sobrenome”.

Neste ano, como em todos os anos eleitorais, a lista de caciques que estão mandando filhos para a política é infindável. O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), que já tem dois filhos na política, tentará emplacar mais um neste ano. A família Richa, cuja árvore genealógica tem tradição em viver da política, tenta emplacar mais uma geração. Fernando Collor (PTC) também prepara o filhote para ajudá-lo no Congresso. O senador Otto Alencar (PSD) tenta mais uma vaga para família na Câmara por meio de seu filho. O senador Eunício Oliveira também aposta no filhão para renovar a Câmara. E assim vão se formando pequenas monarquias dentro da república.

Todos eles dificilmente não irão se eleger. São sobrenomes fortes dentro dos partidos, e a tendência é que abocanhem um pedaço maior do bolo do fundo eleitoral. O fim do financiamento privado das campanhas teve um efeito colateral complicado: os caciques partidários ganharam ainda mais poder, já que os recursos estão mais escassos e são eles que decidem como serão repartidos os recursos do fundo eleitoral. E é claro que irão privilegiar suas famílias.

A tendência é piorar. Segundo levantamento da Transparência Brasil, em 2014, a Câmara aumentou em 5% o número de deputados com parentes políticos em relação à eleição anterior. Entre os parlamentares eleitos com menos de 35 anos, a situação é ainda mais assustadora: 85% deles são herdeiros de famílias políticas.

Os partidos de direita e centro-direita são os que mais se destacam na manutenção das famílias políticas no poder.

Na Câmara, MDB, PTB e SD lideram o percentual de deputados oriundos de famílias políticas. No Senado, MDB, PP, DEM e PSDB aparecem no pelotão de frente. Como era de se imaginar, o MDB é líder isolado nas duas casas. O PSDB, que se originou a partir do desgosto de certos filiados emedebistas com o fisiologismo do partido, tem se consolidado como o ninho das mais importantes famílias políticas do país. Richa no Paraná, Cunha Lima na Paraíba, Jereissati no Ceará, Virgílio no Amazonas, Neves em Minas Gerais, e por aí vai.

Algumas dinastias estão enraizadas no poder desde o período colonial. Como apontou a Agência Pública, o deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que está em seu décimo mandato consecutivo, descende de José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), o ex-ministro do Império conhecido como Patriarca da Independência .

Além do capital político, esses filhos herdam também o poder econômico. Muitas dessas famílias são donas de meios de comunicação, como TV, rádios e jornais nos seus estados, que acabam virando verdadeiras monarquias regionais em um ciclo vicioso eterno. Esse esquemão das famílias sobre a coisa pública mantém o país refém de interesses particulares e da desigualdade social. Além disso, representa inegavelmente um foco de corrupção. Basta acompanhar no noticiário a frequência com que famílias políticas unidas aparecem roubando unidas.

Urge uma reforma partidária que introduza mecanismos que tornem os partidos mais democráticos e impeçam esse nepotismo sem freio. Qual é a chance hoje de um jovem cheio de novas ideias, sem família tradicional por trás, disputar uma vaga com os filhotes desses caciques? Praticamente nula.

A meritocracia dentro dos partidos não existe e há pouco espaço para os amadores sem parentesco. A renovação na política é tecnicamente inviável. Na definição do cientista político Ricardo Costa Oliveira, “somos uma república de famílias”. E todas essas famílias que se perpetuam no poder são representadas, quase que invariavelmente, por homens brancos e ricos.

Dinastias políticas do Brasil lançam mais de 60 candidatos

Nããããão, de jeito nenhum! Estou em plena atividade." Aos 88 anos e com 15 mandatos legislativos na bagagem, o deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) resolveu enfim deixar a Câmara. Mas não a política. Tanto é que vai tentar emplacar um filho no seu lugar, além de um outro filho e um neto na Assembleia de Minas.

A bicentenária linhagem parlamentar que se inicia com José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), conhecido como o Patriarca da Independência, produziu Andradas políticos em todas essas décadas e, a depender da família, continuará a produzir.

A dinastia sediada em Barbacena (MG), um dos palcos da Inconfidência Mineira, é relevante símbolo de uma prática que apesar de toda a onda antissistema continua forte nas atuais eleições: a política em família.

Ou em famílias. Sobrenomes que se espalham no país e que representam dominação e influência em regiões ou no estado todo. algumas em decadência, outras em ascensão. Umas mais poderosas, outras mais localizadas.

As principais dinastias políticas do Brasil lançaram mais de 60 candidatos nas eleições de outubro, mostra levantamento feito nos registros da Justiça Eleitoral. Se levados em conta os núcleos familiares menores, o número aumenta expressivamente.

"A campanha dos meus filhos e do meu neto quem está coordenando sou eu. Estou orientando tudo, estou fazendo tudo, participando ativamente da política", diz Bonifácio. "Eles serão a sexta geração. Eu sou a quinta geração que ininterruptamente desde 1823 tem um deputado na Câmara dos Deputados. E eu falei com eles: tratem de segurar a bandeira. Até aqui eu segurei, agora vocês têm que levar daqui pra frente."

O neto de Bonifácio, Doorgal Andrada, já é vereador em Belo Horizonte. Tem 25 anos.

Atualmente o Brasil tem cerca de duas dezenas de grandes clãs políticos.

Um dos mais longevos é comandado pelo ex-presidente José Sarney (MDB), 88, hoje sem mandato, e passa por um momento delicado. Tenta se reerguer no seu reduto, o Maranhão, cujo comando de quatro décadas foi parar em 2014 nas mãos do oposicionista Flavio Dino (PC do B).

A filha Roseana (MDB) tentará retomar o governo. Outro filho, o ex-ministro Sarney Filho (PV), é candidato ao Senado. O neto Adriano (PV) é o nome da família à reeleição para deputado estadual.

Em bem melhor situação estão os Calheiros em Alagoas, os Barbalho no Pará e os Ferreira Gomes no Ceará.

Em Alagoas, Renan Calheiros (MDB) disputa a reeleição ao Senado. O filho, a reeleição ao governo do estado. Um irmão, a reeleição à Assembleia. Um sobrinho é prefeito de Murici (AL), seu reduto eleitoral.

No Pará, o clã Barbalho lançou cinco nomes: o de Jader (MDB) ao Senado (reeleição), o de seu filho Helder ao governo, além de duas ex-mulheres e de um primo à Câmara dos Deputados.

No Ceará do presidenciável Ciro Gomes (PDT), seu irmão Cid disputa o Senado. Outra irmã, a Assembleia. Outros dois irmãos estão em cargos executivos, no governo do estado e no comando da Prefeitura de Sobral, berço político da família.

Na Paraíba, os Cunha Lima têm quatro candidatos. No Rio Grande do Norte, os Alves e os Maia lançaram oito nomes ao todo. Em Pernambuco, a principal aposta do PSB para a Câmara é João Campos, 24, filho do ex-governador Eduardo Campos (morto em 2014), que era neto do ex-governador Miguel Arraes (1916-2005). Os Coelho, outro clã do estado, lançaram três nomes.

Embora com projeção geográfica e histórica menor, núcleos políticos familiares se proliferam em todo o país. Um dos mais simbólicos são os Tatto, na Capela do Socorro, em São Paulo, local apelidado de Tattolândia. Três dos cinco irmãos petistas são candidatos em 2018, ao Senado, Câmara e Assembleia Legislativa. Dois são vereadores na capital.

No Rio, há atualmente um clã de candidatos de pais encarcerados. Filhos de Sergio Cabral (MDB), Eduardo Cunha (MDB) e Jorge Picciani (MDB) são candidatos na atual eleição. Antonhy Garotinho (PRP), que chegou a ser preso no ano passado, é candidato ao governo. Dois de seus filhos, a deputado federal.

Em Mato Grosso do Sul, a família Trad tenta manter-se no apogeu. O prefeito da capital sul-mato-grossense é Marquinhos Trad. O irmão, Nelsinho Trad – que já foi prefeito de Campo Grande, tenta o Senado em outubro. Outro Trad, Fábio, disputa uma vaga na câmara federal. Sem contar primos a demais parentes que se espalham pela máquina pública.

Entre os presidenciáveis, além de Ciro há outros concorrentes com familiares na política. Como Alvaro Dias (Podemos) e Jair Bolsonaro (PSL). Três filhos do capitão reformado são parlamentares. Dois deles, candidatos em 2018.

Em estudo publicado em 2014, a Transparência Brasil mostrou que quase a metade dos integrantes da Câmara e do Senado alavancou parentes ou foi por eles promovido, com percentual mais alto entre nordestinos, mulheres e detentores de concessão de rádio e TV. 

"Entra e sai governo, os oligarcas e seus filhos, netos, cônjuges, irmãos e sobrinhos seguem dando as cartas. A transferência de poder de uma geração a outra da mesma família provoca tanto a formação de uma base parlamentar avessa a mudanças significativas como a perpetuação no poder de políticos tradicionais desgastados ou até impedidos de concorrer em eleições." 

Veja algumas das principais famílias que comandam ou comandaram a política em determinados estados e regiões

Família e estado

Principal político

Principais familiares na política

Sarney (MA)

José Sarney
• Desbancou Vitorino Freire, até então principal coronel político do Maranhão. Presidente da República de 1985 a 1990. Governou o Maranhão e foi senador pelo Maranhão e por Amapá. Atualmente está sem mandato. Tem 88 anos

Roseana Sarney | Filha
• Governou o Maranhão e foi senadora. É candidata ao governo do estado

Sarney Filho | Filho
• Deputado federal com nove mandatos, foi ministro dos governos FHC e Temer. É candidato ao Senado

Adriano Sarney | Primo
• Deputado estadual, tenta reeleição

Calheiros (AL)

Renan Calheiros
• Presidiu o Senado, foi ministro da Justiça no governo FHC. É candidato à reeleição no Senado

Olavo Neto | Sobrinho
• Prefeito de Murici (AL)

Renan Filho | Filho
• Governador de Alagoas, candidato à reeleição

Olavo Calheiros | Irmão
• Deputado estadual, tenta reeleição

Renildo Calheiros | Irmão
• Filiado ao PC do B, tem atuação política em Pernambuco. É candidato a deputado federal

Collor (AL)

Fernando Collor
• Filho do ex-senador e ex-governador Arnon de Melo, foi presidente da República de 1990 a 1992, ano em que sofreu impeachment. É candidato ao governo de Alagoas

Arnon de Melo (1911-1983) | Pai
Durante uma briga no Senado com o adversário político Silvestre Péricles de Góis Monteiro, sacou o revólver em 1963, deu três tiros e acabou matando um outro senador, que nada tinha a ver com a história

Fernando James | Filho
Candidato a deputado federal

Barbalho (PA)

Jader Barbalho
• Governou o Pará, foi deputado, ministro e é senador. É candidato à reeleição

Helder Barbalho | Filho
Ex-prefeito, ex-ministro, é candidato ao governo do estado

Elcione Barbalho | Ex-mulher
• Deputada federal, tenta reeleição

Simone Morgado | Ex-mulher
• Deputada federal, tenta reeleição

Priante | Primo
• Deputado federal, tenta reeleição

Andrada (MG)

José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838)
• Conhecido como Patriarca da Independência, foi um dos principais políticos desse período

Bonifácio de Andrada | Descendente
• Na Câmara desde 1979, relatou a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, com voto favorável ao emedebista. Não tentará a reeleição

Lafayette Andrada | Filho de Bonifácio
• Deputado estadual, é candidato a deputado federal

Doorgal Andrada | Filho de Bonifácio
• Vereador, é candidato a deputado estadual

Toninho Andrada | Filho de Bonifácio
• Candidato a deputado estadual

Neves/Cunha (MG)

Tancredo Neves (1910-1985)
• Ministro de Getulio Vargas, primeiro ministro no pré-ditadura e primeiro civil eleito no pós-ditadura, pelo Congresso, morreu antes de tomar posse

Aécio Neves | Neto
• Neto de políticos tanto por parte de mãe quanto por parte de pai, foi presidente da Câmara, governou Minas, tentou se eleger presidente da República e hoje é Senador. Um dos pivôs do escândalo da JBS, vai tentar, agora, se eleger deputado federal

Andrea Neves | Neta
• Foi desde sempre a principal auxiliar de Aécio

Arraes (PE)

Miguel Arraes (1916-2005)
• Governador de Pernambuco, foi preso e deposto pela ditadura militar

Eduardo Campos (1965-2014) | Neto
• Governador de Pernambuco, morreu em acidente aéreo quando disputava a Presidência, em 2014

Ana Arraes | Filha
• Ministra do TCU

Paulo Câmara | Casado com um parente
• Casada com uma prima de Eduardo Campos, foi eleito governador de Pernambuco em nome do clã. Tenta a reeleição

Marília Arraes | Neta
• Vereadora no Recife, teve a candidatura ao governo barrada pelo PT. É candidata a deputada federal

João Campos | Bisneto
• Filho mais velho de Eduardo Campos, é candidato a deputado federal

Antonio Campos | Neto
• Candidato a deputado estadual

Coelho (PE)

Nilo Coelho (1920-1983)
• Governou Pernambuco e chegou a presidir o Senado

Fernando Bezerra Coelho | Sobrinho
• Foi ministro e é senador

Fernando Filho | Sobrinho-neto
• Foi ministro e é deputado federal. Tenta a reeleição

Miguel Coelho | Sobrinho-neto
• Prefeito de Petrolina (PE)

Antonio Coelho | Sobrinho-neto
• Candidato a deputado estadual

Guilherme Coelho | Sobrinho
• Ex-deputado, candidato a 1º suplente de senador

Ferreira Gomes (CE)

Ciro Gomes
• Descendente de políticos, foi prefeito, ministro, governador e deputado. Tenta pela terceira vez chegar à Presidência da República

Cid Gomes | Irmão
• Ex-governador do Ceará, é candidato ao Senado

Ivo Gomes | Irmão
• Prefeito de Sobral (CE)

Lia Gomes | Irmã
• Candidata a deputada estadual

Lúcio Gomes | Irmão
• Secretário de Infraestrutura do governo do Ceará

Tin Gomes | Primo
• Deputado estadual, tenta reeleição

Maia (RN)

José Agripino Maia
• Filho de político, governou o Rio Grande do Norte, presidiu o DEM e é senador. Vai disputar vaga de deputado federal

Zenaide Maia | Prima
• Deputada federal, vai concorrer ao Senado

João Maia | Primo
• Ex-deputado federal, vai tentar retornar à Câmara

Marcia Maia | Prima
• Deputada estadual, tenta reeleição

Felipe Maia | Filho
• Candidato a deputado estadual

Alves (RN)

Aluízio Alves (1921-2006)
• Ex-ministro, ex-governador do Rio Grande do Norte

Garibaldi Alves Filho | Sobrinho
• Governou o RN e foi ministro. É senador e tenta a reeleição

Carlos Eduardo Alves | Sobrinho
• Ex-prefeito, candidato ao governo do Estado

Henrique Eduardo Alves | Filho
• Presidiu a Câmara e foi ministro no governo Temer

Walter Alves | Sobrinho-neto
• Deputado federal, candidato à reeleição

José Dias | Cunhado
• Deputado estadual, candidato à reeleição

Magalhães (BA)

Antonio Carlos Magalhães (1927-2007)
• Filho de político, foi deputado, governador, ministro e senador, sendo uma das principais figuras políticas nacionais do Brasil no fim do século 20

ACM Neto | Neto
• Prefeito de Salvador

Luís Eduardo Magalhães (1955-1998) | Filho
• Presidiu a Câmara e era tratado por ACM como seu sucessor político. Morreu de infarto aos 43 anos

Paulo Magalhães | Sobrinho
• Deputado federal, candidato a reeleição

Paulo Magalhães Jr | Sobrinho-neto
• Vereador em Salvador

Cunha Lima (PB)

Ronaldo Cunha Lima (1936-2012)
• Prefeito, governador da Paraíba, deputado federal e senador

Cássio Cunha Lima | Filho
• Ex-governador da Paraíba, é senador e tenta a reeleição

Pedro Cunha Lima | Neto
• Deputado federal, tenta a reeleição

Arthur Cunha Lima | Sobrinho
• Deputado estadual, tenta a reeleição

Bruno Cunha Lima | Sobrinho
• Candidato a deputado federal

Roriz (DF)

Joaquim Roriz
Governou o distrito federal, foi ministro e senador. Aos 82 anos, está fora da vida pública

Joaquim Roriz Neto | Neto
• Candidato a deputado federal

Paulo Roriz | Sobrinho
• Candidato a deputado federal

Dedé Roriz | Sobrinho
• Candidato a deputado distrital

Barros/ Richa/ Requião (PR)

Ricardo Barros, Beto Richa e Roberto Requião
• Ex-ministro da Saúde, x-governador e senador. O primeiro é candidato a deputado federal. Os dois últimos, a senador

Cida Borgheti | Mulher de Barros
• Governadora, candidata a reeleição

Requião Filho | Filho de Requião
• Candidato a deputado estadual

Marcello Richa | Filho de Richa
• Candidato a deputado estadual

Maria Victoria | Filha de Barros
• Candidata a deputado estadual

Tatto (SP)

Arselino Tatto
O primeiro dos irmãos a conseguir um mandato, é vereador desde 1989

Nilto Tatto | Irmão
• Deputado federal, candidato à reeleição

Enio Tatto | Irmão
• Deputado estadual, candidato à reeleição

Jilmar Tatto | Irmão
• Candidato a senador

Jair Tatto | Irmão
• Vereador

Garotinho (RJ)

Anthony Garotinho
• Ex-governador do Rio, ex-deputado federal, tenta novamente o governo do Rio

Rosinha Garotinho | Mulher
• Ex-governadora do Rio

Clarissa Garotinho | Filha
• Deputada federal, tenta a reeleição

Wladimir Garotinho | Filho
• Candidato a deputado federal

Bolsonaro (RJ)

Jair Bolsonaro
• Deputado por sete mandatos, lidera hoje as pesquisas de intenção de voto nos cenários sem Lula

Flávio Bolsonaro | Filho
• Deputado estadual, é candidato ao Senado

Eduardo Bolsonaro | Filho
• Deputado federal, é candidato à reeleição

Carlos Bolsonaro | Filho
• Vereador

 


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