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Sábado 31.out.2020

Ano IX - Nº 417

Coluna

Ferrugem

Os estigmas de uma sociedade conservadora

Postado em 29 de Agosto de 2018 - Danilo Custódio

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O que acontece quando algo da nossa intimidade escapa pelas janelas das redes sociais? Como compartilhar com a família assuntos delicados que dizem respeito aos nossos anseios e desejos? Onde fica o limiar entre o condenável e o aceitável para uma sociedade saudável? Como viver em uma sociedade que apenas condena pecados que muitas vezes não fazem sentido? Essas e outras questões acerca das relações e da existência, são corajosamente pontuadas com muita sensibilidade em Ferrugem, de Aly Muritiba, filme que estreia nessa semana no circuito comercial brasileiro.

Trata-se de uma produção curitibana, rodada na capital e no litoral paranaense. Um longa realizado por pessoas brilhantes e muito talentosas, que se dedicam para oferecer nada menos que o melhor. Uma obra que promete provocar sensações marcantes, profundas. Com certeza um dos melhores filmes brasileiros do ano. E não sou eu quem está dizendo, a trajetória do filme desde a sua estreia no Festival de Sundance, em janeiro desse ano, fala por si. Ferrugem, que acabou de ser premiado como Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Som no Festival de Gramado, entra em cartaz prometendo uma experiência impressionante. Bora conferir?

Cinema na Academia de Letras

Na última quinta (30), 24 acadêmicos e 11 membros da Academia Brasileira de Letras votaram no mais novo patrono da cadeira de número 7 da instituição, que estava vaga desde a morte do cineasta Nelson Pereira dos Santos em abril. Eleito por 22 votos, o também cineasta Cacá Diegues foi escolhido entre personalidades importantes, como a escritora Conceição Evaristo e o editor e historiador de arte Pedro Corrêa do Lago. O novo imortal da Academia Brasileira de Letras escreveu alguns livros, além de textos que eram semanalmente publicados no GLOBO. Cacá nasceu em Maceió, mas se radicou no Rio de Janeiro. É diretor, produtor e roteirista, tendo realizado até aqui uma obra vasta e admirável, que já representou por seis vezes o Brasil no Festival de Cannes. Seus filmes já circularam nos festivais de Berlim, Veneza, Toronto, Nova York, Roterdã, San Sebastian e Locarno, acumulando mais de 20 prêmios internacionais, dos quais se destacam o de melhor filme no Festival de Londres (Bye bye Brasil), o de melhor direção no Festival de Havana (Veja esta canção), e o de melhor filme no Festival de Cartagena (Orfeu).

Once upon a time in Hollywood

Leonardo DiCaprio e Brad Pitt irão protagonizar a história sobre uma das mais marcantes brutalidades perpetuadas pela famigerada Família Manson, nos EUA dos anos 60. O tablóide "The Hollywood Reporter" anunciou que DiCaprio interpretará Rick Dalton – um antigo astro de westerns na TV – e Pitt será seu dublê, Cliff Booth. Segundo Tarantino, "os dois têm problemas para triunfar em Hollywood que eles não reconhecem mais. Porém, Rich tem uma vizinha muito famosa... Sharon Tate". Tate era uma das atrizes mais promissoras de Hollywood quando, ainda grávida, foi uma das vítimas de um atentado sádico. Ficará a cargo do ator australiano pouco conhecido Demon Harriman interpretar a excentricidade de Charles Manson. A estreia de Once upon a time in Hollywood está prevista para o aniversário de 50 anos da morte de Tate, dia 9 de agosto de 2019, nos Estados Unidos. Por aqui, ainda não existem datas oficiais de lançamento.


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