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Quarta-Feira 21.ago.2019

Ano VII - Nº 359

Poder

Bolsonaro assusta com soluções simplistas e autoritárias, diz FHC

Candidato se irrita com crítica de FHC e diz que PT e PSDB querem indulto para Lula

Postado em 24 de Agosto de 2018 - Congresso em Foco

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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse estar assustado com a possibilidade de o deputado Jair Bolsonaro (PSL) chegar ao segundo turno da eleição presidencial. Para ele, Bolsonaro traz soluções simplistas e autoritárias para problemas complexos do país.

Em entrevista ao Globo, FHC afirmou que o país começa oficialmente a campanha eleitoral mergulhado num clima de ódio e medo. O tucano admitiu a possibilidade de uma aliança entre PSDB e PT caso um dos partidos chegue ao segundo turno contra Bolsonaro. A única vez que isso ocorreu foi em 1989, quando o candidato tucano, Mário Covas, declarou apoio a Lula contra Fernando Collor (PRN).

"Não farei objeção a que o PT nos apoie. Naturalmente, isso significa também que não haveria objeção ao contrário. Mas nós pensamos de forma diferente", ressaltou na entrevista a Bernardo Mello Franco. Declaração parecida dada na semana passada pelo ex-presidente repercutiu mal entre alguns tucanos.

FHC disse que acredita no crescimento de Geraldo Alckmin (PSDB), que ainda patina nas pesquisas de intenção de voto. "A mídia presta atenção em tudo o que é novo ou extravagante. Quando surgiu o Bolsonaro, eu disse: 'Vai subir'. Até que o Geraldo ultrapasse a poeira, é difícil. Mas ele sempre ultrapassou. Em abril de 1994, eu virei candidato. Em maio, falei com a Ruth: 'Vou desistir'. Eu tinha 12%, o Lula tinha 40%. As pessoas não acreditavam. Em agosto, comecei a crescer. Em outubro, ganhei no primeiro turno. É claro que tinha o Plano Real. Mas não é só o que você faz. É o que você fala. Tem que cacarejar.”

Reação

Bolsonaro reagiu em vídeo publicado em suas redes sociais. Ele atacou os dois partidos que polarizam a política brasileira nos últimos 24 anos. Segundo ele, tucanos e petistas são “farinha do mesmo saco” e agem juntos para “conseguir um indulto” para o ex-presidente Lula e todos os condenados no mensalão e no petrolão.

“Essa é a união do mensalão com o petrolão. É a certeza que PT e PSDB são farinha do mesmo saco. Na verdade, o grande projeto deles é o indulto para Lula e os condenados no mensalão e petrolão. É a certeza que o Brasil é deles e não de nós brasileiros”, disse Bolsonaro. Segundo o candidato, os dois partidos estão “metidos até o pescoço” em casos de corrupção e “trabalham contra a família” e “a favor da ideologia de gênero”.

“O grande ensinamento que temos disso daí é que nós, pessoas de bem, que são grande maioria do Brasil, devem se unir por ocasião dessa corrida presidencial. Eles continuarão fazendo de tudo para me tirar de combate”, afirmou o candidato.


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