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Terça-Feira 19.nov.2019

Ano VIII - Nº 372

Coluna

CNJ decide retirar segurança do juiz Odilon, candidato ao Governo de MS

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 22 de Agosto de 2018 - Marco Eusébio

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por unanimidade, que o juiz aposentado Odilon de Oliveira, não tem mais direito à escolta da Polícia Federal. A proteção de 24h, entretanto, deve ser retirada de forma gradual. Além de laudos técnicos da PF e do Departamento de Segurança Institucional do CNJ, que julgam desnecessária a segurança 24h, a "descontinuidade" da proteção também foi baseada na candidatura do juiz ao Governo de Mato Grosso do Sul, pelo PDT.

"O fato de se lançar candidato ao cargo de governador representa um agravamento do risco – promovido por ele mesmo –, tendo em vista a rotina de uma campanha política. Envolve encontros com lideranças políticas, correligionários, o que não raro ocorre em rincões remotos, além da ampla divulgação da agenda. Apenas os candidatos à Presidência da República têm direito a escolta da Polícia Federal", assinalou o conselheiro relator Márcio Shciefler, diz o site do CNJ. Odilon vivia sob escolta policial desde 1998, devido a ameaças por sua atuação no combate ao narcotráfico em MS.

Via assessoria, o juiz Odilon divulgou a seguinte nota sobre a decisão do CNJ:

"Nota do juiz Odilon sobre a decisão do CNJ que retira proteção à vida

Fiquei sabendo pela imprensa, que veiculou ser o motivo principal meu ingresso na política, como se tal fato fizesse desaparecer o risco de vingança. O que o CNJ deve considerar, com todo respeito, não é a nova atividade do protegido, mas se permanece ou não risco de vingança em razão do trabalho realizado na atividade. O processo que tramita no CNJ, de minha iniciativa, trata exclusivamente de manutenção da segurança na inatividade. Vou recorrer na esfera do CNJ e, ao mesmo tempo, ajuizar ação de obrigação de fazer contra a União, com pedido de liminar. O sujeito trabalha a vida inteira tentando proteger a sociedade, arriscando a vida, e, quando se aposenta, é jogado na boca dos leões.

Juiz Odilon de Oliveira

Candidato ao governo de Mato Grosso do Sul"

Veja o tempo de TV para governador em MS

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) definiu a distribuição do tempo de TV dos candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul, conforme suas coligações, e ao Senado, e a ordem de veiculação no horário eleitoral que começa no dia 31 de agosto. Veja abaixo o tempo de cada um. Reinaldo Azambuja (PSDB) 3 minutos e 50 segundos Junior Mochi (MDB) 2 minutos e 6 segundos Humberto Amaducci (PT) 1 minuto e 22 segundos Odilon de Oliveira (PDT) 56 segundos. Marcelo Bluma (PV) 29 segundos João Alfredo (Psol) 14 segundos

Com 14,6 candidatos por vaga de deputado estadual, MS tem a 14ª maior concorrência

Na disputa de cadeiras de deputado estadual e distrital, Mato Grosso do Sul está em 14º lugar na concorrência proporcional entre os estados brasileiros, com 351 disputando as 24 cadeiras da Assembleia, 14,6 por vaga. Neste caso, o Distrito Federal com 963 disputando 24 cadeiras, lidera o ranking com 40,1 por vaga. O Tocantins tem a menor concorrência, de 9,3 por vaga, com 224 disputando 24 cadeiras. Os dados são de levantamento do site G1 com dados do TSE, que pode ter alterações com indeferimentos de candidaturas ou desistências.

MP tenta barrar 16 candidaturas em MS

O Ministério Público Eleitoral anunciou no site do MPF que pediu à Justiça Eleitoral para barrar 16 pedidos de candidaturas registrados em Mato Grosso do Sul, principalmente com base na Lei da Ficha Limpa, que torna inelegíveis condenados em segunda instância: seis para deputado federal, seis para estadual e quatro para o Senado, incluindo suplentes. Os mais conhecidos são o deputado federal e ex-governador Zeca do PT, que pretende disputar o Senado, o deputado estadual João Grandão (PT), que busca a reeleição; e o ex-prefeito de Corumbá, Éder Brambilla (MDB), que cogita uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Zeca do PT sem Lula no nome no Facebook

O deputado federal Zeca do PT foi pego de surpresa ao saber que tiraram "Lula da Silva" de seu nome no Facebook, provavelmente por sua assessoria, embora tenha sido mantida na página a imagem dele ladeado por Lula e por Humberto Amaducci, candidato petista ao governo de MS. Consultado, o Zeca respondeu ao Blog: "Deve ter algum erro nisso". E emendou: "Nos piores momentos de acusação e difamação foi eu um dos primeiros a tomar a iniciativa de incluir o nome dele. Não seria agora com a aceitação de Lula em alta nas pesquisas que iria recuar".

Só depois do expediente...

Uma associação está programando uma sabatina com candidatos ao governo de MS em Campo Grande. Uma publicitária da organização encontrou Reinaldo Azambuja (PSDB), que disputa a reeleição, e fez o convite informal, mas o governador disse que só pode participar se não for em horário de expediente. Inconformada, ela reclamou aqui ao Blog: "Onde já se viu candidato não participar de evento eleitoral?"

Lançado hoje, sistema online do TRE-MS já tem denúncias sobre a campanha eleitoral

A Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul ativou hoje sistema para denuncias via internet de infrações cometidas por candidatos e partidos na campanha eleitoral. No site do TRE-MS, o denunciante deve preencher os itens obrigatórios marcados com asteriscos, apontar a infração, data e local da ocorrência. Se enviar foto, áudio ou vídeo, será dispensada a identificação do denunciante. Se for notícia de futura prática da irregularidade, situação em que não seja possível imagens ou áudio, o denunciante deverá se identificar. O sistema mostra ainda estatísticas de denúncias feitas no período eleitoral de 2018, com tabelas e gráficos com tipos e locais de infração e já tem duas denúncias registradas - uma de propaganda eleitoral por mensagens eletrônicas e telemarketing e outra por propaganda via impressos. Acesse aqui.


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