Semana On

Quarta-Feira 21.ago.2019

Ano VII - Nº 359

Campo Grande

Relógio da Calógeras é revitalizado

Símbolo de Campo Grande voltou a funcionar na quarta-feira

Postado em 21 de Agosto de 2018 - Redação Semana On

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Considerado um dos principais símbolos de Campo Grande, sendo nas décadas anteriores ponto de manifestações políticas, culturais e religiosas, o Relógio da Calógeras foi totalmente revitalizado e entregue à população na última quarta-feira. A Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur), organizou o processo de revitalização do monumento, que inclusive, é visto como um dos cartões postais da cidade.

“O relógio é um símbolo importante na história de Campo Grande, especialmente para o centro de nossa cidade.  Devolvemos o relógio reformado e em funcionamento, atendendo o pedido da sociedade e em especial do Rotary Club, que construiu e entregou à cidade o relógio”, enfatizou Nilde Brun, titular da Sectur.

O Relógio passa a ser chamado de Dr. Renato Barbosa de Rezende, após o projeto de lei dos vereadores João César Mattogrosso (PSDB), Otávio Trad (PTB), Prof. João Rocha (PSDB) e William Maksoud (PMN), ser aprovado pela Câmara Municipal de Campo Grande.

O médico recebe o destaque por ter relevância no progresso e desenvolvimento da Capital. Renato tem legado com base em sua atuação na área da saúde e também por ter presidido a comissão que reconstruiu o Relógio nas comemorações do centenário da cidade.

História

O monumento Relógio Público Municipal, construído no canteiro central na esquina da Avenida Afonso Pena e Calógeras, é uma réplica do antigo relógio da Rua 14 de Julho. O antigo relógio foi inaugurado em 1933, na esquina da Avenida Afonso Pena e Rua 14 de Julho, sendo considerado um monumento símbolo de progresso, ponto de referência de encontros políticos, desfiles cívicos, passeatas, manifestações culturais e de outros gêneros e “footing”.

Contudo, foi demolido em 1970 pela administração pública municipal devido ao aumento no fluxo de veículos no trânsito na área central. De acordo com o Jornal da Cidade (2000): “no dia 07 de agosto de 1970, o relógio foi demolido em favor do progresso”.

A reconstrução do monumento foi realizada por iniciativa do Rotary Club de Campo Grande, e viabilizada através do Projeto de Lei n. 4760, de 06 de agosto de 1998. Em 2000 foi construída uma cópia idêntica à original, em alvenaria e com cinco metros de altura; porém o mecanismo de funcionamento do relógio não teve a mesma estrutura da época.

Conforme o Jornal Correio do Estado (1999) “devido à dificuldade de se construir um relógio mecânico, a obra contará com um mecanismo elétrico”. De acordo com o jornal “o mostruário da réplica é o mesmo usado no que foi demolido, sendo que o material ficou guardado num depósito da Prefeitura e foi recuperado. Apenas as engrenagens são novas”.

O objetivo foi reconstruir um símbolo de significados diversos, além de homenagear o centenário de Campo Grande e comemorar os 60 anos do Rotary Club de Campo Grande.

Frase que consta no pé do relógio: “De Volta aos Bons Tempos – Resgatar a história é preservar a realidade do homem. Com o relógio, retornam as memórias de uma época notável, testemunhas imparciais que iluminam as verdades e mudanças da vida”. 16 de junho de 2000.

Valor Artístico: o monumento tem valor artístico, pois possuí características estilísticas de um período, o ArtDéco, e destaca-se quando comparado a outros exemplares no Estado, como é o caso do Relógio de Três Lagoas, ainda conservado, e o de Corumbá, já demolido.


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