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Ano VI - Nº 320

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Saúde

Exposição a cigarro na infância está associada a doenças do pulmão

Estudo avaliou que crianças expostas ao tabagismo passivo têm 21% mais chances de morrer de uma doença pulmonar na fase adulta

Postado em 21 de Agosto de 2018   - Galileu

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Crianças que absorvem a fumaça do cigarro passivamente durante a infância estão mais propensas a desenvolver doença crônica do pulmão (DPOC) no futuro e morrer por causa dessa efemeridade.

A informação foi levanta durante estudo da Sociedade Americana do Câncer, trazendo à tona que os riscos à exposição do tabaco são ainda mais graves do que se imaginava.

A metodologia de trabalho dos pesquisadores baseou-se no acompanhamento de mais 70 mil adultos dos Estados Unidos que nunca fumaram entre os anos de 1992 a 2014.

Assustadoramente, perceberam que os participantes que haviam informado ter vivido com algum fumante em algum momento da infância tinham 21% mais chances de morrer de uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), como enfisema ou bronquite, por exemplo.

Para aqueles que viveram com um fumante durante toda a infância (definida como fase que vai até os 16 ou 18 anos), a probabilidade de ser acometido fatalmente pela doença chegou a 31%.

Os resultados, publicados no periódico científico American Journal of Preventative Medine, são os primeiros que indicam o perigo em ser um fumante passivo durante os anos cruciais da infância e adolescência podem levar a problemas de saúde grave e até a morte na fase adulta.

“A evidência levantada com resultados desse estudo sugere que a exposição infantil ao tabagismo passivo pode ser o primeiro passo em uma cadeia de eventos que começam com um desenvolvimento pobre no pulmão e asma na infância, levando ao surgimento de DPOC e, por fim, uma morte advinda de doença respiratória crônica”, afirmaram os autores do estudo.

“Apesar de nossas análises terem como foco os resultados de mortalidade, deve-se notar que uma associação entre o tabagismo infantil na infância e o desenvolvimento de doenças crônicas no pulmão fatais na fase adulta implica que a infância, provavelmente, tem impacto nos efeitos de doenças respiratórias no futuro.”

De fato, um grande número de pesquisas encontrou uma associação entre exposição ao tabagismo na infância e um elevado risco de desenvolvimento de condições pulmonares e cardiovasculares, além de múltiplas formas de câncer tanto quando criança ou adulto.
“Precisamos ficar alertas sobre os efeitos do tabagismo passivo; eles parece durar por muito tempo. Precisamos continuar a reduzir nossa exposição e ele”, afirmou Ryan Diver, autor da pesquisa ao jornal americano The Washington Post.

Metodologia do estudo

Diver e sua equipe selecionaram os participantes do estudo a partir de uma pesquisa nacional prevenção de câncer realizada pela Sociedade Americana do Câncer, que coletou dados demográficos, ambientais, comportamentais e médicos de mais de 184 mil homens e mulheres com 50 a 74 anos de idade.

Dos 70.900 mil que preencheram a análise, cerca de 52% afirmaram ter vivido com um fumante em algum momento durante a infância. Desse montante, 74% revelam ter vivido com um ou dois fumantes durante toda sua juventude.

Os autores observaram que a proporção de pessoas que cresceram em lares de fumantes aumentou consecutivamente entre os anos de 1918 a 1942 – o que faz sentido, já que os cigarros tornaram-se mais populares com o avanço do século 20, principalmente entre as mulheres.


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