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Segunda-Feira 16.dez.2019

Ano VIII - Nº 375

Coluna

Pedro Chaves desiste do Senado e Odilon insinua que ele é covarde

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 15 de Agosto de 2018 - Marco Eusébio

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O professor Pedro Chaves (PRB) não vai disputar a reeleição ao Senado. Em nota, disse o seguinte: "Tomei essa decisão junto a minha família e assessoria depois de analisar o cenário político nacional e regional".

Sobre uma suposta carta enviada à direção do PRB que corre via WhatsApp alegando descontentamento com a coligação de seu partido com o PDT, a assessoria do senador informou que desconhece a autoria. O presidente regional do PRB, Wilton Acosta, consultado, disse que não recebeu tal mensagem, mas que a viu em grupos de WhatsApp.

Leia a íntegra da mensagem oficial de Pedro Chaves:

"Comunico a todos que acompanham o meu mandato de senador da República e a população de Mato Grosso do Sul que, após refletir sobre os caminhos do Estado, decidi não disputar à reeleição ao Senado Federal. Tomei essa decisão junto a minha família e assessoria depois de analisar o cenário político nacional e regional. Mesmo não concorrendo, estarei empenhado na defesa da democracia e das bandeiras que permitam criarmos um país mais justo e fraterno. Contem comigo para construirmos um Mato Grosso do Sul melhor para todos."

Juiz Odilon fala sobre desistências e diz que rejeita 'covardes' ao seu lado

O juiz aposentado Odilon de Oliveira disse, sem citar nomes, que além de "corruptos", rejeita "covardes" ao seu lado. "A desistência, mesmo no começo da batalha, é um autêntico exemplo de covardia, de desmerecimento da confiança alheia", diz Odilon.

Leia a íntegra o texto enviado ao blog pela assessoria de Odilon:

"Quando resolvi deixar o cargo de juiz federal para ingressar na política, impus uma condição: não aceitar corruptos ao meu lado. Esqueci-me de incluir os covardes.

A honestidade não e uma virtude, mas um dever. Na política, arte de transformação da sociedade, antes sozinho do que mal acompanhado ou junto com egoístas, frouxos, covardes ou venáveis, sob pena de se andar pelo caminho de sempre.

A desistência, mesmo no começo da batalha, é um autêntico exemplo de covardia, de desmerecimento da confiança alheia. O verdadeiro soldado é aquele disposto a morrer lutando, se preciso for.

O resto é simplesmente o resto.

Juiz Odilon".

Pastor substitui Pedro Chaves na disputa pelo Senado na chapa do juiz Odilon

O vereador Gilmar da Cruz, de Campo Grande, pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, foi o escolhido pelo PRB para disputar uma vaga no Senado na chapa ao governo encabeçada pelo juiz Odilon (PDT) em substituição ao senador Pedro Chaves, que resolveu não concorrer à reeleição.

Uma eleição 'muito louca!'

Ao comentar tantas mudanças, desistências, troca de candidatos e indefinições nas eleições de Mato Grosso do Sul e presidenciais, o vereador e presidente do PDT de Campo Grande, Odilon Júnior, resumiu:

"O Marco, fala a verdade... esse ano a eleição tá muito louca, né meu irmão?"

E põe louca nisso. Ouça o áudio!

Fora da disputa

A deputada estadual Antonieta Amorim (MDB) não disputará a reeleição e não estava entre os integrantes do partido que pediram registro de candidatura. Paulo Siufi, que estava em dúvida, registrou sua candidatura e disputa um mandato na Assembleia. "A deputada Antonieta segue no grupo e integrará a equipe de coordenação de campanha", informa Ulisses Rocha, presidente do MDB da Capital.

De volta ao jogo, Delcídio avisa: entro em campo agora, ou nas próximas eleições

"Me tiraram do jogo por um tempo. Agora, me colocaram no banco de reservas. Daqui a pouco entro em campo" disse Delcídio do Amaral em entrevista ao prefeito radialista de Mundo Novo (MS), Valdomiro Sobrinho (PR). "Me tiraram o mandato, mas vou resgatá-lo. Agora ou nas próximas eleições", emendou o ex-senador. Hoje filiado ao PTC, que ele pede para "não confundir com o PT".

Delcídio, que foi acusado de tentar comprar o silêncio de Nestor Cerveró, o que lhe custou a cassação do mandato, foi inocentado pela Justiça e busca reaver seus direitos de ser candidato. Se conseguir a tempo, poderá disputar o Senado ainda neste ano, já que o prazo para mudanças de candidaturas vai até 17 de setembro, vinte dias antes do pleito.

Se não der, segue empolgado. E não quer esperar muito tempo para "entrar em campo". Já admite a possibilidade disputar a cadeira de prefeito de Campo Grande daqui há dois anos.

Cinco dos seis candidatos ao Governo de MS têm acima de R$ 1 milhão

Seis candidatos pediram registro à Justiça Eleitoral para disputar o Governo de Mato Grosso do Sul nas eleições deste ano. O governador Reinaldo Azambuja (PSDB), produtor rural, é mais uma vez o mais rico, com patrimônio declarado de quase R$ 36,7 milhões. Na outra ponta, o petista Humberto Amaducci, professor e ex-prefeito de Mundo Novo, é o único que não ultrapassa R$ 1 milhõa. Declarou R$ 447,4 mil, menor patrimônio dos seis. Embora o prazo tenha expirado ontem, vale lembrar que trocas de candidatos poderão ser solicitadas até 17 de setembro, vinte dias antes do primeiro turno das eleições. Veja a lista abaixo:

Reinaldo Azambuja (PSDB) governador R$ 38.698.697,47

João Alfredo (Psol) advogado - patrimônio R$ 6.654.000,00

Juiz Odilon servidor público aposentado R$ 1.599.131,35

Júnior Mochi (MDB) deputado R$ 1.453.722,57

Marcelo Bluma (PV) engenheiro R$ 1.374.352,05

Humberto Amaducci (PT) R$ 447.423,48 - professor de ensino fundamental

Veja mais sobre os candidatos de MS aqui no site do TSE.

De 12 candidatos Senado em MS, mais ricos têm R$ 3,7 milhões

Dos doze concorrentes às duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado que registraram candidaturas na Justiça Eleitoral, os dois mais ricos são o pecuarista Marcelo Miglioli (PSDB) e o deputado federal Zeca do PT com patrimônio declarado superior a R$ 3,7 milhões cada. Os mais "pobres" são o advogado Mário Fonseca (PCdoB) e o farmacêutico Thiago Freitas (PPL) que disseram não ter nenhum bem em seu nome. Menos do que os 60 reais declarados pelo porteiro, ascensorista, garagista e (ufa!) zelador Anísio Guató (Psol). Vale frisar que embora ainda tenha o nome registrado no site do TSE, e seja de longe o mais rico com patrimônio de R$130 milhões, o senador Pedro Chaves (PRB) anunciou ontem que não disputará as eleições e seu partido vai indicar outro nome. O prazo para substituição de candidatos vai até 20 dias antes das eleições, 17 de setembro.

Veja o patrimônio dos candidatos:

Marcelo Miglioli (PSDB) pecuarista R$ 3.776.573,39

Zeca do PT deputado R$ 3.722.932,09

Promotor Sérgio Harfouche (PSC) membro do MP R$ 3.275.193,15

Nelsinho Trad (PTB) médico R$ 3.204.570,89

Beto Figueiró (Pode) advogado R$ 2.560.000,00

Moka (MDB) senador R$ 757.299,37

Cesar Nocolatti (PTC) médico R$ 728.541,00

Betini (PMB) servidor público estadual R$ 205.000,00

Soraya Thronicke advogada R$ 10.000,00

Anísio Guató (Psol) porteiro, ascensorista, garagista e zelador R$ 60,00

Mário Fonseca (PCdoB) advogado - nenhum bem declarado

Thiago Freitas (PPL) farmacêutico - nenhum bem declarado Veja mais sobre os candidatos de MS aqui no site do TSE.

Harfouche rompe com MDB e volta a anunciar que disputará o Senado

Sérgio Harfouche que começou como pré-candidato ao Senado, virou pré-candidato ao governo, depois foi anunciado como vice de Simone Tebet e cotado de novo para disputar o governo, agora voltará a ser candidato ao Senado. A decisão do procurador licenciado do Ministério Público foi tomada nesta tarde, depois de aguardar até meio-dia o MDB, que não acatou a sugestão da senadora para que ele fosse o cabeça-de-chapa da aliança, que acabou rompida, conforme disse ao site Midiamax. De volta à sua pretensão inicial, Harfouche deve ser candidato em carreira solo pelo PSC, sem coligação. Como nesta quarta-feira vence o prazo para registro de candidaturas, não deve haver novas mudanças.

Troca de comando no CMO

Na próxima segunda-feira, o general de exército José Luiz Dias Freitas passará o comando do Comando Militar do Oeste (CMO) para o general de exército Lourival Carvalho Silva. A formatura militar será a partir das 10h no Campo de Parada General Plínio Pitaluga, no Complexo do CMO, em Campo Grande. O general Carvalho comandou a 5ª Divisão de Exército (DE), em Curitiba (PR); e a 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Dourados (MS). Após um ano à frente do CMO, o general Freitas assumirá o cargo de comandante de Operações Terrestres (COTER), em Brasília.

TJ aposenta dois desembargadores em MS

Aos 34 anos de carreira, o desembargador Francisco Gerardo de Sousa, que estava afastado há algum tempo por motivos de saúde, e a desembargadora Maria Isabel de Matos Rocha, com 33 anos dedicados à magistratura, tiveram suas aposentadorias aprovadas hoje pelo pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. As vagas da magistratura serão preenchidas por juízes de carreira, considerando os critérios de antiguidade e de merecimento, a ser avaliado pelo pleno do TJMS, em data ainda não confirmada.

Congresso em Foco premia 4 de MS

Além de Simone Tebet (MDB-MS), eleita pelo júri melhor senadora de 2018, outros parlamentares de Mato Grosso do Sul foram agraciados na 11ª edição do Prêmio Congresso em Foco promovida pelo site na noite anterior em Brasília. O senador Waldemir Moka (MDB-MS) e a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) receberam o prêmio na categoria Destaque na Defesa da Agropecuária. Tereza também ficou em 6º dentre os "Melhores Deputados do Ano" e Fábio Trad (PSD-MS) foi agraciado na categoria Destaque na Defesa da Advocacia.


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