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Quarta-Feira 19.set.2018

Ano VI - Nº 320

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Saúde

Poluição do ar é relacionada com alterações no coração

Pesquisadores britânicos constataram um aumento no tamanho da estrutura cardíaca de quem é exposto a altas concentrações de partículas poluentes

Postado em 07 de Agosto de 2018   - Galileu

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Os impactos causados pela poluição do ar na saúde humana não estão restritos a doenças respiratórias: de acordo com pesquisa conduzida por cientistas da Queen Mary University de Londres, foi constatado que a exposição do organismo ao dióxido de nitrogênio e a outras partículas poluentes é responsável por um aumento de duas estruturas cardíacas — os ventrículos esquerdo e direito.

Localizados na parte inferior do coração, os ventrículos são responsáveis por bombear o sangue para a artéria aorta (no caso do ventrículo esquerdo) e para a artéria pulmonar (função realizada pelo ventrículo direito). 

Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram 4 mil voluntários britânicos com idades entre 40 e 69 anos que não tinham histórico de doenças cardiovasculares. De acordo com os resultados, os indivíduos expostos a níveis mais elevados de partículas poluentes tinham ventrículos com maior volume em comparação com as pessoas que moravam em regiões não tão poluídas.

O doutor Nay Aung, que liderou a pesquisa, afirma que as alterações na estrutura cardíaca são pequenas, mas não podem ser descartadas. Combinado a outros fatores, como características genéticas, hábitos alimentares e estresse, o aumento dos ventrículos poderia levar a um quadro de insuficiência cardíaca. 

Em 2017, um estudo publicado pela Aliança Global de Saúde e Poluição afirma que a poluição é uma das maiores ameaças à humanidade na atualidade. De acordo com a pesquisa, em 2015 cerca de nove milhões de pessoas tiveram morte prematura relacionada à poluição, seja do ar, da água ou do solo. O número representa 16% de todas as mortes, ou um a cada cinco óbitos.

As doenças causam perdas de produtividade, que em países de renda média e baixa representa uma redução de até 2% do PIB. Nos países ricos, 1,7% dos gastos são para o tratamento de doenças em decorrência da poluição. O número sobe para 7% nos países de renda média com rápido desenvolvimento. No mundo são gastos US$ 4,6 trilhões, ou 6,2% de toda renda mundial com tratamentos ligados a doenças causadas pela poluição.


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