Semana On

Segunda-Feira 20.jan.2020

Ano VIII - Nº 376

Coluna

Tiraram o brinquedo das crianças

A política, no que ela tem de surreal, com o jornalista Victor Barone

Postado em 25 de Julho de 2018 - Victor Barone

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A turminha do Movimento Brasil Livre (MBL) teve uma semana daquelas. Acostumados a disseminar notícias falsas e distorcidas nas redes sociais, receberam um safanão bem dado do Facebook. A rede retirou do ar uma série de páginas e usuários que eram usados pelo movimento para espalhar desinformação.

Foram 196 páginas e 87 contas removidas com base no código de autenticidade da rede, porque "escondiam das pessoas a natureza e origem de seu conteúdo" e tinham o propósito de gerar "divisão e espalhar desinformação". A página do movimento Brasil 200, idealizado pelo empresário e político Flavio Rocha, também foi derrubada.

Não foi a primeira ação da rede contra o MBL. O Facebook já havia derrubado um aplicativo utilizado pelo movimento para disparar conteúdo automaticamente em centenas de páginas, mas essa foi a primeira vez que uma ação desse tamanho ocorreu no Brasil. De com acordo com o Facebook a ação é parte de uma série de esforços da empresa para reprimir perfis enganosos antes das eleições de outubro.

Bolsofakes

O Facebook também removeu duas páginas de apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Foi retirada do ar a página “Jair Bolsonaro presidente 2018”, que tinha mais de 800 mil seguidores, a segunda mais popular entre dezenas criadas para apoiar o presidenciável. A outra página removida foi “Jair Bolsonaro presidente 2.0”, com pouco mais de 70 mil curtidas. Procurado, o Facebook não quis se manifestar. As duas páginas excluídas compartilhavam com seus seguidores basicamente links de três sites de fake news.

O justiceiro da esquerda?

Um dia antes de derrubar as páginas, o Facebook publicou no Brasil um resumo detalhado de seus esforços para as eleições por aqui, consideradas uma “prioridade” para a rede social. O nome do comunicado deixa clara a postura da empresa. Avisou que agiria contra “pessoas mal-intencionadas”. No dia seguinte, as páginas caíram. A justificativa do Facebook é que os conteúdos eram relacionados a contas falsas, participavam de comportamentos não autênticos coordenados e enganavam “as pessoas na tentativa de incentivar compartilhamentos, curtidas ou cliques”.

A esquerda brasileira aplaudiu Zuckerberg, se esquecendo do papel omisso que a rede social teve por anos ajudando a espalhar desinformação. O Facebook sempre disse ser contrário à censura e, por muito tempo, manteve uma postura permissiva com relação a conteúdos ofensivos. Tem a ver com dinheiro: quanto mais engajamento, melhor.

Na semana passada, a rede de TV inglesa Channel 4 publicou um documentário que mostra como a rede protege páginas populares que publicam conteúdos ofensivos que violam as próprias regras do Facebook. Um repórter infiltrado numa empresa terceirizada que faz a moderação de posts comprovou que a rede de Zuckerberg pode aliviar as punições de fanpages que geram muitas interações. As maiores páginas que representam a nova direita brasileira continuam no ar, com seguidores na casa dos milhões.

Zuckberg no politburo

Enquanto a esquerda aplaudia o Facebook, a direita se contorcia em retóricas para posar de vítima de censura. Flávio Rocha classificou a derrubada da página como “uma violência”. E colocou o Facebook como carrasco totalitário: “nem no tempo da ditadura se verificava tamanho absurdo”, escreveu no Twitter.

O MBL fez um comunicado assumindo que várias páginas derrubadas eram ligadas ao movimento e prometeu tomar medidas que gerem “consequências exemplares” ao Facebook. O movimento chegou a publicar um post fazendo a falsa associação entre a queda do valor das ações da empresa na Bolsa de Nova York e a notícia no Brasil – a perda de valor, na verdade, está ligada ao balanço da empresa, que frustrou investidores.

Laxante

O promotor Fernando Krebs, que chamou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “maior laxante do Brasil”, diz que vai convocar Joaquim Barbosa e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot como suas testemunhas. O ministro apresentou queixa-crime contra ele. Krebs afirma que seguirá exercendo o “direito à liberdade de expressão e crítica”. E diz que o magistrado “deveria ser mais tolerante às críticas dos cidadãos do que em relação à concessão de habeas corpus, que foram por mim criticados”. O ministro argumenta, na queixa, que Krebs cometeu os crimes de injúria e difamação qualificada, cuja pena pode chegar a dois anos de prisão, com afastamento do cargo.

Lobo no galinheiro

O recém-nomeado ministro do Trabalho, Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello, foi autuado 24 vezes em fiscalizações do Ministério do Trabalho por infrações trabalhistas, entre 2005 e 2013, em sua fazenda, em Conceição do Rio Verde, no Sul de Minas Gerais. Uma das autuações, de 2009, refere-se a dois trabalhadores rurais que estavam sem registro em carteira de trabalho, e, portanto, sem o pagamento de benefícios trabalhistas como FGTS, INSS e férias remuneradas. As fiscalizações geraram multas de R$ 46 mil. À época, Vieira de Mello era desembargador e vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, em Belo Horizonte.

Era tudo de vizinhos meus

O ministro do Trabalho, Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello, disse l que as 24 autuações por infrações trabalhistas em sua fazenda, no Sul de Minas (leia a nota acima), foram motivadas por disputas políticas e que os auditores do Ministério do Trabalho erraram. Ele afirma que os trabalhadores sem registro em sua fazenda eram, na verdade, funcionários de propriedades vizinhas. O ministro pagou multas que totalizaram R$ 46 mil por causa das infrações.  

Alckmin centralizado

Ainda sem definição sobre quem indicar para o posto de vice, o centrão formalizou o apoio à pré-candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa pelo Planalto. Os dirigentes dos partidos que compõem o bloco —DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade— chancelaram o apoio com a desistência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em concorrer ao Planalto – opção que, de fato, nunc a havia sido levada a sério, nem mesmo por seus aliados mais próximos. A pretensão serviu, segundo dirigentes, para cacifar o DEM nas negociações para uma aliança mais vantajosa. No acordo com Alckmin, Maia negociou o apoio do PSDB e dos integrantes do bloco para uma eventual reeleição ao comando da Câmara, em 2019.

Só malandro

“O centrão é uma manifestação política, o centrão não tem dono, ali só tem gente esperta”, afirmou o presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR).

De olho no tucanato

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente da Dersa e ex-secretário estadual do governo Geraldo Alckmin (PSDB-SP) Laurence Casagrande Lourenço sob a acusação da prática do crime de fraude a licitação no projeto do trecho norte do Rodoanel de São Paulo. O ex-diretor de Engenharia da Dersa Pedro da Silva também foi indiciado pela PF. Os dois ex-dirigentes da estatal paulista estão presos desde o dia 21 de junho no âmbito da Operação Pedra no Caminho. Eles são acusados de envolvimento na assinatura de aditivos contratuais que supostamente favoreceram de forma fraudulenta a empreiteira OAS e teriam causado prejuízos de mais de R$ 600 milhões aos cofres estaduais.     

Ainda, o tucanato

A Justiça Eleitoral devolveu ao juiz Sergio Moro inquérito que investiga suposto pagamento de propina ao ex-governador do Paraná e pré-candidato ao Senado Beto Richa (PSDB), envolvendo a duplicação da PR-323. Segundo delatores da Odebrecht, foi autorizado o repasse de R$ 4 milhões para o governo Richa, em 2014, em troca do favorecimento da empreiteira em licitação para duplicação da PR-323. O inquérito está sob sigilo.

Acusação inepta

A Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR-4) afirmou em parecer que a denúncia criminal que acusa o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) de ter desviado verba da saúde quando prefeito de Curitiba (PR) é "inepta".  A defesa pediu habeas corpus em favor do tucano, objetivando o trancamento da ação penal. No parecer, a PRR-4 decidiu, preliminarmente, pelo não conhecimento do habeas corpus, por consistir em supressão de instância. No mérito, no entanto, o Ministério Público se posicionou a favor do trancamento do processo.

Empresários neandertais

Coordenador do programa de governo do PT e apontado como potencial alternativa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad afirma que o empresariado brasileiro precisa se educar para a democracia. "Eles [os empresários] têm dificuldade com a modernidade". Em entrevista à Folha de SP, Haddad também diz que o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) é o governo Temer sem Temer. 

Ciro candidato

O ex-ministro Ciro Gomes foi confirmado como candidato do PDT à Presidência da República. Ainda não há definição sobre os partidos da coligação ou o cargo de vice na chapa presidencial, mas uma das possibilidades é a também pré-candidata Manuela D´Ávila (PCdoB), também pretendida pelo PT. No discurso à militância, como havia feito ao lançar sua pré-candidatura, em março, Ciro voltou a disparar críticas ao governo Michel Temer e ao que chamou de "baronato" – denominação que o pedetista escolheu para dar à elite financeira do país que, segundo ele, explora o trabalho do povo para manter suas riquezas.

Só sai se eu entrar

Ciro Gomes afirmou que só uma vitória sua na eleição traria chances de Lula deixar a prisão. O candidato do PDT à Presidência disse que, caso eleito, vai "restaurar a autoridade do poder político", fazendo com que juízes e o Ministério Público voltem para suas “caixinhas”. "O Lula tem alguma chance de sair da cadeia? Nenhuma. Só tem chance de sair da cadeia se a gente assumir o poder e organizar a carga. Botar juiz para voltar para a caixinha dele, botar o Ministério Público para voltar para a caixinha dele e restaurar a autoridade do poder político" afirmou.

A Fera e a “bela”

Os presidenciáveis Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede-AC) têm mantido diálogo direto em meio à pré-campanha eleitoral. As conversas geram em alguns setores do PDT a expectativa de que ainda seria possível uma negociação que unisse os dois nomes em uma chapa única. “Eles são muito amigos e se falam diretamente”, confirma Cid Gomes (PDT-CE), irmão e articulador de Ciro. “Mas acho pouco provável que saia uma aliança”, completa.  Cid lembra que Marina está em segundo lugar nas pesquisas, quando Lula é excluído. Ainda que não tenha um bom tempo de TV para fazer propaganda, ela terá cobertura “generosa” da mídia, a exemplo dos outros principais candidatos, afirma.

PT e Ciro

Em agosto do ano passado, quando ainda sonhava em firmar uma parceria eleitoral com o PT, Ciro Gomes declarou que uma chapa com o petista Fernando Haddad na sucessão de 2018 seria um “dream team”. Em entrevista com Haddad, o El Pais indagou: Essa ideia morreu na praia? E ele: “Não sei se se aplica o termo morreu na praia. Não saiu nadando, está na ilha ainda.''

Débeis

O ministro da Secretaria do Governo, Carlos Marun (MDB) chamou o presidenciável Ciro Gomes (PDT) de “débil mental”. O presidente Michel Temer (MDB), não concorda nem discorda, mas disse que seu ministro tem direito a ter opinião. "O PMDB é um partido muito eclético. Vocês sabem disso. E cada um tem as suas opiniões", afirmou. "O Marun, como emedebista antigo, mandou na verdade uma mensagem por zap por um grupo de contatos. Ele até brincou que, se ele soubesse que viria a público, teria dito outras palavras em relação a um pré-candidato à presidência da República”, disse Temer. “Mas o PMDB é assim, é um partido em que todos têm a sua opinião, e o Marun expressou a sua."

Duro com sujeira

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luiz Fux, disse que a Corte será inflexível com candidatos ficha-suja que pretendem disputar as eleições de outubro. Segundo o ministro, quem estiver inelegível pela Lei da Ficha Limpa “está fora do jogo democrático”. Fux não citou o ex-presidente Lula (PT) diretamente, mas em outras ocasiões o ministro já havia se posicionado no mesmo sentido. O TSE deve declarar o ex-presidente inelegível com base na lei, que impede condenados em segunda instância de concorrer em eleições.

Presunção da inocência

Juristas defendem a possibilidade de o ex-presidente Lula poder concorrer em outubro, mesmo tendo sido condenado em segunda instância e preso em Curitiba há pouco mais de três meses. Mesmo condenado a mais de 12 anos de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro, o petista tem liderado pesquisas de intenção de voto como Datafolha e Ibope em todos os cenários apresentados. Entre os defensores do registro da candidatura está o advogado Ricardo Penteado, que advogou para a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à reeleição ao governo de São Paulo, em 2014. Ele que Lula tem direito de aguardar uma eventual absolvição em instâncias superiores, uma garantia de lei infraconstitucional, ligada ao princípio da presunção de inocência. Opositores do petista dizem que a Lei da Ficha Limpa o impede de disputar eleições, uma vez que ele foi condenado em segunda instância por órgão colegiado.

Plano A

O PT deve confirmar Lula como candidato em sua convenção nacional, no dia 4 de agosto, um dia antes do prazo final para as convenções partidárias. Após a confirmação, a sigla terá até 15 de agosto para registrar a candidatura junto ao TSE. Lula esgotou possibilidade de recursos por sua condenação a 12 anos e 1 mês, pelo caso do triplex no Guarujá, em segunda instância, no início de abril. Desde então, o petista pode ser enquadrado na lei da Ficha Limpa, que considera inelegível o candidato condenado por órgão colegiado. A advogada Marcela Cristina Arruda reforça, no entanto, que todos têm direito de requerer o registro de candidatura, de acordo com a própria lei das eleições. O artigo 16-A garante ao candidato sub judice possa realizar atos de campanha.

Irritado

O ex-presidente Lula tem demonstrado irritação com as pressões e apelos para que indique logo um candidato a presidente, desistindo de concorrer. Ele tem relatado a interlocutores diálogo que diz ter tido com integrantes do PCdoB. Eles teriam dito que a demora poderia fazer a situação ficar pior. “Pior para quem, gente?”, teria respondido o ex-presidente, que está preso há cem dias. “Querem que eu legitime o processo eleitoral sem a minha presença?”, seguiu. “Lula não quer sair de cena. Para ele é muito difícil, moralmente e politicamente”, diz um aliado que apoia a decisão.

Candidato, só do PT

Em reunião no diretório nacional no último dia 20, a presidente do PCdoB, deputada federal Luciana Santos (PE), indicou que o desejo do partido seria uma unidade da esquerda, com PT, PDT e PSB. Essa união, porém, estaria complicada, neste momento, pela indefinição da candidatura do ex-presidente Lula (PT), que sempre uniu os partidos nas eleições anteriores. “O que ocorre? Uma coisa é você ter Lula. Lula candidato a presidente da República não dá para ninguém, é todo mundo se juntar e a gente fazer um bom debate. Mas acontece que não é Lula o candidato. Será um candidato do PT”, disse.

Um pra cada lado

Lula fez um apelo para que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Sepúlveda Pertence continue em sua defesa, mas não concordou com a divisão de tarefas na equipe que o atende. Petistas pregavam que, para evitar mais brigas entre os advogados, Pertence atuasse somente nos tribunais superiores e Cristiano Zanin fizesse a defesa dele na Justiça Federal.

Lula x Moro

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou mais um recurso no qual ao ex-presidente Lula, por meio de seus advogados, pediu que o juiz federal Sérgio Moro seja considerado suspeito julgá-lo na Operação Lava Jato. Antes dessa decisão, o tribunal já havia indeferido habeas corpus protocolado pela defesa de Lula que alegava parcialidade de Moro.

Lula x STF

O ministro Dias Toffoli, que está interinamente na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), entendeu que um recurso favorável ao ex-presidente Lula não tinha caráter de urgência para ser analisado durante o recesso da Corte. Ele remeteu o habeas corpus para o ministro Edson Fachin, relator dos processos da Lava Jato no Supremo. Toffoli está interinamente na presidência da Corte porque a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, está ocupando a Presidência da República em função da viagem do presidente Michel Temer à Africa do Sul.

Apoio gringo

Um grupo de 29 congressistas americanos, incluindo o senador Bernie Sanders, que foi pré-candidato à presidência dos Estados Unidos em 2016, enviou ao governo brasileiro uma carta em que denuncia a "intensificação do ataque à democracia e aos direitos humanos no Brasil" e pede providências. O documento dá destaque à prisão do ex-presidente Lula, em função do que afirma serem “acusações não comprovadas” em um julgamento “altamente questionável e politizado”, e à morte da vereadora e ativista Marielle Franco, no Rio de Janeiro. Para o grupo, os dois fatos demonstram uma vigente “ameaça à democracia no Brasil”.

Bolsonaro candidato

O PSL oficializou o capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro como candidato à presidência da República. Depois de tentativas frustradas de alianças, o partido ainda não definiu sobre o seu vice. Na oficialização da candidatura, Bolsonaro foi ladeado por aliados que sonhava em ter como vice: o senador Magno Malta (PR), o general reformado do Exército Augusto Heleno (PRP) e a advogada Janaína Paschoal. Os dois primeiros foram impedidos pelos partidos de formalizarem aliança com o presidenciável. Janaína desagradou o eleitorado extremista e também foi descartada.

Do astronauta ao príncipe

Após fracassar em atrair o PR do senador Magno Malta (ES), Jair Bolsonaro (PSL) já tentou um pastor-cantor, um general e uma advogada para a vaga de vice. Sem sucesso, mira agora um astronauta e um príncipe. Marcos Pontes, 55, o primeiro e até aqui único brasileiro a ir ao espaço. Filiado ao PSL, já havia sido anunciado pelo presidenciável como seu eventual ministro da Ciência e Tecnologia. Outro nome que está sendo considerado é o do príncipe Luiz Philippe de Orléans e Bragança. Fundador do movimento antipetista Acorda Brasil, em 2014, ele não está na linha de sucessão direta do trono abolido em 1889.Tem 49 anos e está no PSL para disputar uma vaga na Câmara por São Paulo. Negou ter sido convidado até aqui.

Escória

Jair Bolsonaro (PSL) criticou o rival tucano, Geraldo Alckmin, por atrair o Centrão para a sua candidaturta. “Obrigado, Geraldo Alckmin, por ter unido a escória da política brasileira”, declarou. CS cara de pau é grande. Afinal, Bolsonaro tentou comer do prato de Valdemar Costa Neto, sem sucesso. Além, disso o partido do próprio capitão reúne boa parte desta escória que ele indentifica no centrão. O  PSL compôs, ao lado do centrão, a milícia parlamentar de Eduardo Cunha, por exemplo.

Fieis temeristas

Partido do presidenciável Jair Bolsonaro, o PSL foi a legenda mais fiel ao governo Michel Temer em votações na Câmara dos Deputados ao longo do primeiro semestre deste ano. Levantamento da consultoria Arko Advice mostra que os parlamentares da sigla (atualmente oito, incluindo Bolsonaro) acompanharam o governo em 67,73% das votações. Em seguida aparece o MDB (64,34%) — partido de Temer, que tem como pré-candidato ao Palácio do Planalto o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles. O comportamento do PSL contrasta com as críticas que o presidenciável vem fazendo ao atual governo (leia a nota acima).

Meu nome é Bolson...

Jair Bolsonaro (PSL) vai apostar numa espécie de “horário eleitoral do B” para tentar driblar o exíguo tempo de que irá dispor de propaganda gratuita neste ano. O plano de seus estrategistas é o de colocá-lo para falar em redes sociais no mesmo horário dos dois blocos de 25 minutos diários de propaganda gratuita. Ele poderá fazer entradas ao vivo ou gravadas. Líder nas pesquisas que excluem o virtualmente inelegível Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro tem meros oito segundos em cada bloco.

Bosonaro dedindo

O pré-candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), foi filmado durante evento em Goiânia ensinando uma menina a fazer o gesto de uma arma com as mãos. As imagens causaram polêmica nas redes sociais...

Odeio pobre

O pobre "não sabe fazer nada". A contenção da explosão demográfica deve ocorrer "em cima da classe mais humilde". Mas não adianta distribuir preservativos a moradores de favelas, pois "a molecada vai brincar de bexiga". Sobre mulheres, "tem muito pouco a falar", a não ser que nasceu de uma. Maus políticos vão desaparecer quando "se acabarem os pobres e os miseráveis". Posições desse gênero eram defendidas na tribuna da Câmara Municipal do Rio de Janeiro pelo candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) quando ele foi vereador, de janeiro de 1989 a fevereiro de 1991.

Eu robô

Mais de 20% das interações nos debates no Twitter relacionados a Lula e Jair Bolsonaro são movidos por robôs— ou seja, contas automatizadas que simulam ser de pessoas reais, mas são operadas por máquinas. Foram analisados 5,4 milhões de tuítes. As interações motivadas pela ação de robôs corresponderam a 22,1% das postagens no Twitter de perfis ligados ao campo da esquerda, alinhados ao PT; outros 21,9% à esfera de direita conservadora, ligados à Bolsonaro; e 16,1% ao campo do centro e 3,99% à centro-esquerda, mas sem predomínio de nenhum candidato em particular. O levantamento foi realizado pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), entre 22 de junho e 23 de julho.

O Império contra-ataca

A Igreja Universal usou seu jornal para atacar os 16 vereadores que votaram a favor da abertura de processo de impeachment contra o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB). Em texto publicado no último dia 22 na Folha Universal, a igreja destaca que os evangélicos "formam uma frente coesa" e ignorar esse eleitorado é um "erro". Bispo licenciado da Igreja Universal, Crivella é acusado de oferecer ajuda para encaminhar fiéis a cirurgias e para agilizar processos de isenção da cobrança de IPTU das igrejas em reunião no Palácio da Cidade, uma das sedes da prefeitura.

Latino fazendo latinices...

O cantor Latino, que fez uma música apoiando a candidatura de Flávio Rocha à Presidência, diz ter ficado triste com a desistência do empresário da corrida eleitoral. “Ele me pediu desculpas e falou que um dia eu vou entender o porquê [de ele ter deixado a disputa]”, conta o artista. “Eu brincava: ‘Flávio, você é um cara de uma condição financeira tão grande, é poderoso. Pra que quer se envolver com isso?’”, diz Latino. “Ele falava: ‘Tino, a gente tem uma condição de vida para duas, três, quatro gerações. Queria fazer alguma coisa pela nação’. Quando eu vi a sinceridade no olhar dele, falei: ‘Putz, é um cara que realmente não precisa’ [roubar]. É um Trump.”.

Kill them all!

O juiz Marcelo Bretas, responsável pela Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, disse que administradores corruptos merecem uma “pena de morte política”. “Políticos e administradores corruptos não podem ter segunda chance; se ficar provado, acabou”. Segundo ele, se fosse adotada essa “pena de morte política”, no futuro, quando houver alguém interessado em ingressar na atividade política com más intenções, vai pensar um pouco mais.

Excessos da PF

A investigação da Polícia Federal sobre um professor de jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) por supostas críticas a uma delegada que comandou operações da Lava Jato já gera reação no Supremo Tribunal Federal (STF) e em outros meios jurídicos. “O ministro Raul Jungmann [da Segurança Pública] tem que se pronunciar”, diz o ministro Gilmar Mendes, do STF. “Um bom legado dele será instalar o Estado de Direito na PF.” “Eles [PF] não têm nenhum cuidado com a honra alheia e são tão cuidadosos quando criticam os seus”, segue Gilmar. “É de assombrar”, disse outro magistrado.

A PF abriu a investigação contra Aureo Mafra Moraes, chefe de gabinete da reitoria, depois de tomar conhecimento de um vídeo com entrevistas dadas por ele num evento da universidade.  O professor não faz referência à PF. Mas cartazes atrás dele criticavam a Operação Ouvidos Moucos e “agentes públicos que praticaram abuso de poder contra a UFSC e levaram ao suicídio do reitor” Luiz Cancellier. Preso no ano passado, ele acabou se matando. Moraes passou a ser investigado sob suspeita de atentado contra a honra da delegada Erika Mialik Marena, que ordenou a prisão de Cancellier.


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