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Sexta-Feira 05.mar.2021

Ano IX - Nº 433

Coluna

Tungstênio

Racismo, violência policial e machismo nas telonas brasileiras

Postado em 21 de Junho de 2018 - Danilo Custódio

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Eis que um belo dia, as pessoas começam a utilizar explosivos para pescar na orla de Salvador, na Bahia. Esse crime ambiental conecta a vida de Richard, Ney, Cajú e Keira, na Praia de Boa Viagem. Então, na busca pelos caminhos mais corretos, todos iniciam uma jornada de conflitos pessoais e morais. Essa é a premissa de Tungstênio, direto das páginas da aclamada HQ de Marcello Quintanilha para as lentes do premiado diretor Heitor Dhalia, que estreia essa semana nas telonas tupiniquins.

O filme promete uma narrativa enérgica e em sintonia com o Brasil contemporâneo, além de reproduzir fielmente muitos momentos da HQ, trazendo inclusive alguns diálogos na íntegra. De acordo com entrevista dada ao portal Diário de Pernambuco, Heitor Dhalia afirma que Tungstênio é “um forte retrato da exclusão e das tensões sociais que vivemos no Brasil. A violência urbana é um subproduto dessa desigualdade e isso me interessou no quadrinho. Tungstênio trata de questões atuais, de temas explosivos, mas faz isso de maneira dinâmica e com uma estrutura de linguagem bem inovadora. Isso tudo combinado, me fez querer levar essa história para as telas.”.

Interessante não? Pra mim, parece convincente o suficiente. Com certeza se trata de grande filme, desses que vale a pena ver na telona. Então fica aqui o convite para que você vá ao cinema prestigiar a produção brasileira que está rolando Brasil afora. Bora se programar? Então fique ligado na fanpage para descobrir onde assistir, convide aquelas pessoas legais de ter como companhia no cinema e compareça!

Enquanto isso, em Brasília

Em defesa da ANCINE - 19.06.2018 - Vera Zaverucha (texto na íntegra)

Hoje foi publicado no DOU a nova estrutura regimental do ministério da cultura. Naquilo que parei para analisar, cheguei a conclusão que temos um novo Ipojuca na jogada. A transferência da supervisão da ANCINE, uma Agência Reguladora, que por lei tem autonomia administrativa e financeira, para a secretaria do audiovisual é algo que nunca passou pela cabeça de ninguém. É tão absurdo quanto falar que a Agencia Nacional do Petróleo está subordinada a Petrobrás. A pobre SAv foi transformada numa SUPER SAv, com poderes quase iguais ao CONSELHO SUPERIOR DE CINEMA.

Talvez seja esta mesma a intenção de um governo como este. Acabar com as Agencias Reguladoras ou desprestigia-las. Esta é uma forma de acabar com a regulação do mercado deixando as portas escancaradas para qualquer um se aventurar. Temos um caso enorme ai pela frente. E não estou falando apenas de VOD, não... Pobre de nós com tantos Ipojucas pelas nossas vidas.

Vamos ver os próximos capítulos desta interferência na, hoje pobre e triste, ANCINE, que já foi bem mais glamorosa. Compete a Secretaria do Audiovisual:

III - propor as diretrizes, supervisionar e avaliar a execução do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Cinema Brasileiro, do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro e do Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Infraestrutura do Cinema e do Audiovisual, instituídos pela Medida Provisória nº 2.228-1, de 2001;

Além de várias outras alterações nas atribuições e na relação SAv/MinC/Ancine, destaco a abaixo:

VIII - propor, supervisionar e coordenar a avaliação do contrato de gestão entre o Ministério

e a Ancine, nos termos do disposto no § 2º do art. 5º da Medida Provisória nº 2.228-1, de 6 de

setembro de 2001, com o auxílio da Secretaria do Audiovisual.


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