Semana On

Sábado 27.fev.2021

Ano IX - Nº 432

Coluna

TJ, MP e OAB-MS reagem em defesa da democracia, após pedidos de intervenção

As notícias que fizeram a semana política em MS, com Marco Eusébio

Postado em 31 de Maio de 2018 - Marco Eusébio

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

"O Brasil precisa de lucidez para evitar os erros do passado", disse ao Blog o presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS), Mansour Karmouche, depois de reunião no Tribunal de Justiça (TJMS) com a cúpula do Judiciário e do Ministério Público estaduais para discutir manifestações de grupos que pegaram carona no movimento dos caminhoneiros nos últimos dias pedindo intervenção militar.

No fim do encontro, foi lançada uma nota conjunta "em defesa da democracia" assinada pelo presidente do TJMS, desembargador Divoncir Schreiner Maran; pelo procurador-geral de justiça Paulo Cezar Passos e por Mansour.

"Eventuais divergências, normais numa democracia, não podem ter como pauta a desestabilização da ordem jurídico-constitucional, nem o enfraquecimento da soberania popular manifestada por meio do livre exercício do direito de voto. É indispensável que todos os cidadãos contribuam para o enfrentamento dos problemas que afetam a nação, fortalecendo nossa democracia sem retrocessos capazes de comprometer os direitos e as liberdades públicas. A superação dos desafios atuais somente ocorrerá com o absoluto respeito às disposições constitucionais e legais", diz a nota.

Leia aqui a íntegra no site do TJ-MS.

Em MS, manifestantes pedem intervenção militar na frente de quarteis

Populares fizeram passeatas e carreatas em frente de quartéis do Exército em Campo Grande e em Três Lagoas pedindo intervenção militar na noite de domingo passado. Veja os vídeos.

-

Marun elogia militares e diz que País está superando maior crise das últimas décadas

"Finalmente, estamos conseguindo superar essa crise que é a maior crise vivida pela Nação nas últimas décadas", afirmou o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, ao fim do 10º dia da paralisação dos caminhoneiros que abalou o Brasil. Marun disse que o movimento se iniciou com "uma pauta econômica que continha muitas reivindicações justas", lamentou a ação de "agitadores que queriam o rompimento do estado democrático de direito e a implantação de uma ditadura" e emendou: "Felizmente, o patriotismo dos militares brasileiros, que em lugar de optar pela intervenção, optaram, sim, por se empenhar de corpo e alma na superação da crise". Ouça clicando no ícone abaixo a íntegra da fala de Carlos Marun.

A greve foi capaz de parar o Brasil ou foi a política brasileira?, questiona Simone

“A greve foi capaz de parar o País ou quem parou o Brasil foi a política brasileira?" questionou a líder do MDB, Simone Tebet (MS), ao falar da crise gerada pela paralisação dos caminhoneiros, durante a votação em urgência do PLC 52/2017, que reonera a folha de pagamento de diversos setores. A senadora defendeu a votação da matéria, com o compromisso do governo de vetar a isenção do PIS-Cofins até o fim o fim do ano no texto aprovado na Câmara, já que o Planalto zerou esses tributos por apenas 60 dias, conforme acordo com a categoria. "Precisamos desarmar essa bomba na certeza de que o governo vai vetar este ponto e achar uma nova fonte de receita".

Simone afirmou que há um fosso entre a sociedade e a classe política. “Não é o caminhoneiro ou o pedágio, são os altos impostos cobrados neste País por serviços públicos ineficientes". Observou que as causas da crise são maiores do que as reivindicações dos caminhoneiros e os prejuízos ao País. “As causas da crise são bem mais profundas, a começar pela falta de legitimidade, não do presidente da República, mas - segundo a opinião pública - de todos nós (políticos). Ou nós nos unimos, deixando as diferenças ideológicas e questões partidárias de lado, ou vamos prejudicar a democracia".

A senadora lembrou a proximidade das eleições e reforçou a responsabilidade de toda a classe política. Para ela, as eleições devem transcorrer em clima de normalidade para garantir a reconstrução do equilíbrio institucional. Simone ainda criticou o fato de o Brasil ser amplamente dependente do modal rodoviário por ter deixado de lado outras alternativas da matriz de transportes, como ferrovias e hidrovias.

TRF4 confirma condenação de Bumlai

A Oitava Turma do TRF-4 retomou o julgamento suspenso em março com pedido de vistas e confirmou a condenação de José Carlos Bumlai, pelo juiz Sérgio Moro, a 9 anos e 10 meses de prisão, pela obtenção de empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões no Banco Schahin, em 2004, para beneficiar o PT. O pecuarista de MS também foi punido por solicitar e obter vantagem indevida no contrato entre a Petrobras e o Grupo Schahin para a operação do navio-sonda Vitória 10.000. Preso em novembro de 2015, Bumlai está em liberdade desde abril deste ano, por decisão do Supremo, devido ao seu estado de saúde. Também foram condenados no caso o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró; o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto; executivos do Grupo Schahin e outros réus.

 

Em Campo Grande, petistas vão à feira para lançar pré-candidatura de Lula

Como parte da decisão do PT nacional de lançar nos estados a candidatura de Lula, em Campo Grande a direção estadual do partido fez o lançamento com panfletagem nas feiras livres dos bairros Moreninhas e Universitária (saída para SP). O ato foi promovido pelo presidente regional da sigla e deputado fedral, Zeca do PT, que cogita disputar o Senado, acompanhado do pré-candidato do partido ao governo e ex-prefeito de Mundo Novo, Humberto Amaducci, do deputado estadual Cabo Almi e de outras lideranças. Os petistas de MS afirmam que Lula é "vítima de uma perseguição jurídico-midiática", e está mantido "como preso político em Curitiba (PR) justamente porque é o nome preferido da parcela mais expressiva da população".


Voltar


Comente sobre essa publicação...