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Ano VI - Nº 308

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Mundo

Não me culpem pela crise na Venezuela, afirma Maduro

Reeleição no dia 21 foi contestada dentro e fora da Venezuela

Postado em 25 de Maio de 2018   - Redação Semana On

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O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que seus opositores estão errados em culpá-lo pela crise econômica que assola o país.

"É uma simplificação estúpida pensar que este problema é devido a Nicolás Maduro. É um problema de todo o país", disse ele, ao fazer o juramento à Assembleia Constituinte após ser reeleito no dia 21 em uma eleição contestada dentro e fora da Venezuela.

Críticos nacionais e estrangeiros apontaram o pleito, que foi boicotado por parte da oposição, como uma fraude que cimentou a autoritarismo do regime, num momento em que o país, rico em petróleo, sofre com escassez de alimentos e remédios e emigração em massa.

Ex-motorista de ônibus e líder sindical, Maduro disse que sozinho não seria capaz de reverter o mau momento econômico.

"Só as pessoas podem salvar as pessoas. Quem vai nos salvar? Superman? Ou Super-Nico?", perguntou, usando um apelido de seu primeiro nome. "Nenhum deles existe, mas nós temos Super-Pessoas."

Maduro prometeu aumentar a produção de petróleo da Venezuela, atualmente a menor em mais de 30 anos, em 1 milhão de barris por dia neste ano, mas não deu detalhes.

Ele disse que instruiu o major-general Manuel Quevedo, ministro do Petróleo e presidente da petrolífera estatal PDVSA, a procurar a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), a China e a Rússia, e também as nações árabes.

Além disso, Maduro afirmou que iria abrir um canal de diálogo com líderes empresariais e libertaria alguns dos presos políticos.

"Quero que essas pessoas sejam libertadas para dar uma chance à reconciliação nacional", declarou o ditador à Assembleia Constituite, órgão dominado pelos chavistas que se sobrepôs à esvaziada Assembleia Nacional, controlada pela oposição.

Mas, sem entrar em detalhes e fazendo promessas repetidas, poucos esperam que Maduro fará mudanças significativas.

Mais cedo nesta quinta-feira, a ONG Foro Penal informou que 15 militares haviam sido detidos pelo regime, no que foi visto por oposicionistas como um pequeno expurgo nas Forças Armadas.

Em nota, a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) afirmou que o juramento à Constituinte é uma farsa —mesma forma como se refere à Casa chavista e à eleição presidencial do último domingo.

“O ato encenado de hoje é outro capítulo da farsa com a que pretendem expropriar os venezuelanos do direito de eleger um novo presidente. Nem essa foi uma posse nem a Constituinte tinha autoridade constitucional para isso.”


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