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Sábado 23.jan.2021

Ano IX - Nº 427

Brasil

Advogada afirma que grupo gritou ameaças de morte horas antes de tiros

Confronto teria começado com bate-boca entre acampados e um motorista

Postado em 04 de Maio de 2018 - Redação Semana On

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A advogada Márcia Koakoski, que foi ferida no ombro durante o ataque a tiros contra o acampamento de apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), afirmou que o grupo ouviu ameaças de morte horas antes dos tiros. Durante a madrugada do dia 28 de abril, o acampamento Marisa Letícia, que se organiza nas cercanias da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso foi atingido por tiros disparados por um homem a pé.

Márcia prestou depoimento à Polícia Civil, que investiga o caso. Ela afirmou que as pessoas acampadas ouviram gritos de ameaça por volta das 2h da manhã, cerca de duas horas antes do ataque.

“Foi uma situação delicada, as pessoas levantaram, ficamos todos assustados. Os ânimos foram se acalmando porque várias vezes, o tempo inteiro na realidade, o acampamento foi objeto de ofensas”, disse a advogada gaúcha, que estava há dois dias no acampamento. Ela foi ferida por estilhaços de um banheiro químico.

Jeferson Menezes, de 39 anos, foi atingido no pescoço por um dos tiros. Ele chegou a ir para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas não precisou passar por cirurgia e já prestou depoimento.

Um educador social que disse estar ao lado do sindicalista no dia do ataque, contou em depoimento que um motorista "mais radical" passou em frente ao local, em um carro sedan, e passou a xingar os presentes, além de manifestar apoio a um candidato à presidência, não informado pelo depoente.

A testemunha afirmou que os acampados reagiram soltando fogos de artíficios, para alertar os demais, e alguns jogaram pedras contra o veículo, que foi atingido na lateral.

O motorista, então, dirigiu por mais quatro metros, parou o carro e desceu. Os militantes reagiram direcionando fogos de artifício diretamente ao homem, que gritou que voltaria para matar as pessoas que estavam ali, disse a testemunha à polícia.

Cerca de 15 minutos depois, um homem chegou a pé no acampamento, gritou "perdeu" e efetuou vários disparos.

Vídeos

A Polícia Civil do Paraná, responsável pela investigação do ataque a tiros, obteve imagens de câmeras de segurança que mostram um homem disparando contra o local em que os militantes estão acampados em apoio ao ex-presidente Lula.

Segundo Fábio Amaro, delegado titular da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito chegou ao local em um carro preto, desceu e foi caminhando até o acampamento. Dois vídeos mostram o homem disparando e fugindo em seguida (veja os vídeos abaixo). A DHPP pede que pessoas que tenham informações sobre o ataque entrem em contato pelo número 0800-643-1121. A ligação é gratuita e anônima.


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