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Ano VI - Nº 312

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Poder

Com menos de 5% de aprovação, Temer diz que seu governo pode ter sido o melhor que o Brasil conheceu

Governo já discute campanha para celebrar dois anos de Temer na Presidência

Postado em 16 de Março de 2018   - Redação Semana On

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Com menos de 5% de aprovação popular – segundo a última pesquisa - o presidente Michel Temer (MDB-SP) afirmou que, com “toda a modéstia de lado”, em suas palavras, o seu governo pode ter sido o melhor que o Brasil conheceu nos últimos anos.

Em um discurso de 52 minutos, feito no último dia 13, em evento no centro de São Paulo, o presidente elencou reformas feitas em sua gestão e defendeu medidas de seu governo nas mais diversas áreas —desde o teto nos gastos públicos até a conclusão da transposição do rio São Francisco, passando pelo acordo em negociação com a União Europeia e até a intenção de ampliar as reservas marinhas do país.

“Em todos os setores em que coloquei os ministros, tudo deu certo”, disse ele.

O presidente não falou, porém, sobre as investigações das quais tem sido alvo e que levaram à quebra do seu sigilo bancário na última semana. 

Em relação à reforma da Previdência, Temer ainda afirmou que não é improvável que até setembro a intervenção no Rio de Janeiro possa terminar, e a reforma possa ser votada até novembro.

Caso isso não ocorra, ele disse que certamente a votação ficará para o próximo governo. "A reforma da Previdência saiu da pauta legislativa, mas não saiu da pauta política. Qualquer candidato à Presidência terá que dizer se é a favor ou contra."

O presidente disse ainda que sofreu uma campanha brutal em relação à reforma por parte de setores privilegiados, segundo ele. "Eu denuncio, eu acuso [esses setores]. O país perdeu a ideia de liturgia, de autoridade, de uma certa hierarquia", disse, em relação aos opositores da proposta.

Ele ainda destacou a intenção de realizar uma simplificação tributária até o fim deste ano.

Neste embalo, o governo já discute o tom de uma campanha publicitária para celebrar os dois anos de Temer na Presidência —ele tomou posse como interino em abril de 2016, e depois foi confirmado no cargo pelo Senado. O slogan “Ordem e Progresso” deve inspirar a campanha.  A “ordem”, pelo desenho inicial da campanha, deverá ser retratada pela intervenção do Rio de Janeiro. O “progresso”, pelos nos números da economia.


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