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Ano VI - Nº 308

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Marcado por longas filas, cadastramento de biometria eleitoral entra na fase final

Eleitores de 716 municípios tiveram de se cadastrar; em 181 o processo não foi encerrado

Postado em 16 de Fevereiro de 2018   - Redação Semana On

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Marcado por longas filas de espera, o processo de cadastramento biométrico para as eleições deste ano entra na fase final.

Para esta eleição, o cadastramento é obrigatório em 716 cidades do país. Dessas, 535 já encerraram o procedimento. Em outras 181 cidades de dez Estados, o prazo é até março.

Quem perde o prazo tem o título de eleitor suspenso, e a partir de 9 de maio - quando o cadastro de eleitores é fechado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) —, o documento será cancelado.

Além de não poder votar, não é possível, por exemplo, assumir cargos públicos ou emitir passaporte.

Em São Paulo e no Rio ainda não há a obrigatoriedade da biometria para estas eleições. Já em cidades como Campo Grande e Salvador, é obrigatório.

Se o eleitor não se lembra se já fez o procedimento, pode comparecer ao cartório eleitoral ou baixar o aplicativo e-Título, do TSE, disponível para aparelhos Android e iPhone. Após preencher os dados solicitados, se a foto do eleitor for exibida pelo aplicativo, significa que a biometria já foi cadastrada.

No caso de eleitores que fizeram o título após 2013, a informação sobre a biometria já consta no documento.

Segundo o TSE, mais da metade dos eleitores do país já fizeram o procedimento, contando eleições passadas, o que totaliza cerca de 76 milhões de cadastrados. A meta do tribunal é concluir o cadastramento no país até 2022.

A juíza auxiliar do TSE Ana Lúcia Aguiar diz que, para facilitar o processo no futuro, o tribunal fechou parceria com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), Polícia Federal e as Secretarias da Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro. A ideia é compartilhar a base de dados ao longo de 2018.

Os dados coletados nos cartórios eleitorais serão utilizados pelo documento nacional de identificação, o DNI, que dispensará o uso do título, RG, CPF e certidões de nascimento e casamento.


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