Semana On

Sábado 24.fev.2018

Ano VI - Nº 291

VLB

Poder

Luciano Huck é PSDB, diz FHC

Namoro do ex-presidente com o apresentador irrita Alckmin

Postado em 09 de Fevereiro de 2018   - Redação Semana On

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse à que o apresentador Luciano Huck tem o estilo de seu partido, o PSDB. "Ele sempre foi muito próximo ao PSDB, o estilo dele é peessedebista. É um bom cara", afirmou.

FHC comentou, entretanto, que nunca conversou com o apresentador sobre filiação ao partido. "Não sei se seria político. Não sei se vale a pena para ele", considerou.

Nos últimos dias, FHC tem feito declarações em apoio a uma eventual candidatura de Huck à Presidência da República, o que irritou os políticos tucanos.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan, disse que seria bom para o país se Huck fosse candidato. "Se ele for [candidato], é bom. Areja, põe em xeque os partidos, que precisam ser postos em xeque."

Negou, entretanto, que tenha intenção de lançá-lo na corrida presidencial. "Não tenho nenhum poder para isso", disse.

O ex-presidente também reforçou que apoiará o nome de seu partido na disputa. "Meu candidato é Geraldo Alckmin."

Fernando Henrique Cardoso telefonou para Alckmin para minimizar o desconforto causado por seu flerte com Huck. aliados do governador de SP minimizam as chances de a articulação em torno de Huck prosperar, mas ressaltam que caciques do partido “dançam tango à beira do abismo” fustigando tão abertamente a pré-candidatura tucana.

Apresentador vai decidir candidatura após o Carnaval

Huck vai anunciar se aceita concorrer à Presidência depois do Carnaval. Hoje, ele tende a se candidatar pelo PPS, partido que lhe ofereceu legenda, mas já há aliados articulando o apoio de siglas como o DEM.

O catalisador final para o processo decisório de Huck, que vem sendo assediado a se lançar candidato apesar de já ter negado a possibilidade publicamente, foi um ultimado dado pelo seu empregador, a Rede Globo.

No último dia 7, a emissora disse que o apresentador do "Caldeirão" deveria tomar sua decisão, por temer que haja a associação natural entre o eventual presidenciável e seu nome. A entrevista que Huck deu ao "Domingão do Faustão" em janeiro já rendeu a ele e à rede de TV explicação formal ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para negar que estivesse ocorrendo propaganda antecipada.

Huck ainda não disse a aliados o que vai fazer, apenas que irá passar o Carnaval pensando no assunto.

A pressão sobre Huck vem do fato de que ele poderia encarnar o "novo" numa eleição que ficou aberta com provável ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da urna eletrônica, hoje barrado pela Lei da Ficha Limpa por ser condenado em segunda instância por corrupção.

O desempenho fraco de Geraldo Alckmin (SP), pré-candidato declarado, nas pesquisas, é outro motor do movimento: Huck e o tucano empatam em 8% no mais recente Datafolha em cenário sem Lula.

O PPS, que ofereceu a legenda a Huck e ao movimento de renovação política Agora!, do qual faz parte, é o porto natural do global, caso busque se filiar —o prazo para poder concorrer é abril.

DEM

O DEM não topa mais embarcar numa eventual candidatura. Um dos nomes cogitados para vice do apresentador era o do ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PR).

Questionado sobre a possibilidade de o DEM indicar o vice de Huck, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diz: “Gosto do Luciano”. Em dezembro, as portas estavam abertas para ele se filiar ao partido e ser nosso candidato. Mas ele afirmou que não concorreria. O DEM buscou alternativa. E terá candidato próprio. A legenda deve lançar o próprio Maia.


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