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Sexta-Feira 18.out.2019

Ano VIII - Nº 367

Mato Grosso do Sul

Novos empreendimentos injetaram R$ 41 bilhões em Mato Grosso do Sul

Incentivo fiscal, agora com segurança jurídica após convalidação, é principal ação do Governo do Estado para expansão industrial e geração de emprego e renda

Postado em 31 de Janeiro de 2018 - Redação Semana On

Com duas unidades de produção, Fibria lidera investimentos no conglomerado de celulose em Três Lagoas Com duas unidades de produção, Fibria lidera investimentos no conglomerado de celulose em Três Lagoas

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Os novos empreendimentos instalados em Mato Grosso do Sul beneficiados pela política de incentivos fiscais do Estado investiram mais de R$ 41 bilhões nos últimos três anos. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), com a convalidação dos incentivos fiscais, a expectativa é de que o processo de industrialização acelere.

No mesmo período, apesar da crise econômica, o Estado se destacou na geração de empregos. Entre 2015 e 2017, se instalaram no Estado 126 novas empresas, com oferta de 18 mil postos de trabalho.

Segundo a área econômica do Governo do Estado, os indicadores sociais e econômicos, desempenho da gestão pública e outros fatores inerentes à logística e potencialidades naturais, criaram um ambiente de confiança, levando a iniciativa privada a manter os investimentos mesmo na fase mais aguda da crise.

Com R$ 8 bilhões na sua segunda unidade, a Fibria lidera os investimentos no conglomerado de celulose em Três Lagoas. Na Capital, a ADM impulsiona o Núcleo Industrial com investimento de R$ 650 milhões em uma unidade de produção de proteína texturizada.

Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, o melhor resultado da política de incentivos está na cadeia industrial.

O PIB (Produto Interno Bruto) da indústria de transformação teve uma taxa média de crescimento de 14,8% ao ano. “A indústria está se consolidando em Mato Grosso do Sul, atraindo outros investimentos na cadeia produtiva, fortalecendo os negócios para as empresas já instaladas, gerando emprego, renda e divisas”, diz Verruck.

Estimativa de crescimento do Brasil em 2018 indica alta de 2,66% para o PIB deste ano, conforme análise do mercado financeiro, divulgada pelo Banco Central. Até o início do ano, a projeção do crescimento era de 2,7%.

A indústria, que incorpora os principais elos da cadeia do agronegócio (agricultura, bovinocultura, suinocultura e avicultura), é o segmento com maior impacto no PIB do Estado. O conjunto de riquezas (bens e serviços) de Mato Grosso do Sul, segundo dados de 2015 divulgados pelo IBGE, soma R$ 83,1 bilhões.

O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen, vê um cenário positivo em 2018, projetando crescimento de 8,8% do PIB industrial, que deve pular de R$ 20,3 bilhões para R$ 22,2 bilhões. “Estamos muito confiantes na retomada do crescimento da economia e da indústria em 2018, principalmente em Mato Grosso do Sul, onde temos a particularidade de um ambiente favorável para investimentos”, diz o presidente da Fiems.

De acordo com a Fiems, a indústria deve movimentar R$ 38,5 bilhões, 6,8% a mais do que em 2017. Ele destaca a segurança jurídica com a convalidação dos incentivos, estabilização das taxas de juros e crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e mudanças na legislação trabalhista como ações favoráveis à retomada do crescimento.

As exportações também tomarão novo fôlego em 2018 e devem totalizar US$ 3,08 bilhões, 5% a mais do que o volume das exportações do ano passado. O presidente da Fiems destaca, ainda, as previsões de crescimento do número de estabelecimentos industriais no Estado.

Sérgio Longen calcula que Mato Grosso do Sul vai fechar o ano com 7.450 empresas ativas, 2,8% a mais que em 2017. O setor deve garantir neste ano emprego com carteira assinada a 124.450 trabalhadores.

A política fiscal é a grande âncora do desenvolvimento econômico. Para o Governo do Estado, os investimentos devem levar em conta a vocação regional, o potencial produtivo de cada região, agregando valor aos produtos locais.

Comércio

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul (Fecomércio-MS), Edison Araújo, diz que a política de incentivos e a desburocratização de processos de licenciamento ambiental adotadas pelo Governo do Estado “contribuem com a competitividade” das cadeias produtivas e das empresas. Segundo ele, a expansão industrial é preponderante para o crescimento do comércio e setor de serviços.


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