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Ano V - Nº 283

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Ataque contra mesquita deixa pelo menos 235 mortos no norte do Egito

Ataque é o mais letal da história moderna do Egito

Postado em 24 de Novembro de 2017   - Redação Semana On

A explosão de uma bomba seguida de um ataque a tiros contra uma mesquita no norte do Egito deixou pelo menos 235 mortos e mais de 125 feridos nesta sexta-feira (24), segundo a agência estatal Mena.

De acordo com a agência de notícias Associated Press, o ataque aconteceu na mesquita de Al-Rawdah em Bir al-Abed, que fica a 70 quilômetros de El Arish, capital do Sinai egípcio e próxima da fronteira do país com Israel e com a Faixa de Gaza.

A imprensa local disse que bombas explodiram dentro da mesquita no fim das orações de sexta-feira. Enquanto as pessoas fugiam, cerca de 40 homens armados que estavam jipes começaram a disparar contra a multidão.

Os canais de TV locais mostraram dezenas de ambulâncias na região para atender as vítimas. Pelo menos 50 veículos levaram alguns dos feridos para hospitais de El Arish.

Segundo o jornal americano "The New York Times", pelo menos um homem-bomba esteve envolvido no ataque.

De acordo com a agência de notícias Reuters, é o ataque mais letal da história moderna do Egito.

A mesquita atacada é do sufismo, uma vertente mística do islamismo que não é aceita por grupos extremistas.

Ninguém ainda assumiu a autoria do ataque, mas nos últimos três anos a região do Sinai tem sido palco de confronto entre as forças de segurança do governo e militantes do Estado Islâmico, que miram especialmente cristãos na região. Centenas de pessoas já morreram nos confrontos.

Horas depois do ataque, as Forças Armadas do Egito começaram a fazer ataques aéreos a locais ligados aos extremistas nas montanhas ao redor de Bir al-Abed.

"As Forças Armadas e a polícia vão vingar nossos mártires e restaurar a segurança e a estabilidade com a maior força", disse o presidente Abdel Fattah el-Sisi na televisão egípcia. "O que está acontecendo é uma tentativa de nos impedir nos nossos esforços na guerra contra o terrorismo, para destruir nossos esforços para parar o terrível plano criminoso que quer destruir o que restou da nossa região."

Os ataques na região começaram depois que o então presidente Mohammed Mursi, da Irmandade Muçulmana, foi destituído do cargo pelos militares em 2013.

O atentado desta sexta acontece um dia antes após o Egito começar um período de testes com de três dias de uma abertura na passagem da fronteira com a Faixa de Gaza.

Luto

Sisi convocou uma reunião de emergência sobre o ataque e anunciou luto de três dias no país.

O Ministério de Relações Exteriores do Brasil disse em nota estar "consternado" com o caso e expressou condolências com às vítimas. Segundo a pasta, até o momento nenhum brasileiro foi atingido no ataque.

Já o presidente americano Donald Trump chamou o atentado de um "horrível e covarde ataque terrorista". "O mundo não pode tolerar o terrorismo, nos devemos derrotá-lo militarmente e desacreditar a ideologia extremista que forma a base de sua existência", disse ele.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, também condenou o caso e expressou apoio ao governo egípcio.


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