Semana On

Terça-Feira 12.dez.2017

Ano V - Nº 283

Governo dengue

Viver bem

23 mil microrganismos vivem no seu celular

Infecção respiratória, intoxicação alimentar e conjuntivite são apenas alguns dos riscos da má higienização dos aparelhos

Postado em 15 de Novembro de 2017   - Redação Semana On

Uma pesquisa publicada pela Devry Metrocamp, em Campinas (SP) apontou que mais de 23 mil fungos e bactérias vivem nos celulares, dentre eles os responsáveis por doenças como conjuntivite, intoxicações alimentares, otites e até infecções urinárias e respiratórias.

De acordo com Rosana Soares, orientadora da pesquisa realizada pela aluna Claudia Tonetti, a intenção da pesquisa não é assustar as pessoas, mas alertá-las sobre os perigos da falta de higienização dos aparelhos, até porque “nunca vamos ficar livres de microrganismos, mas grandes quantidades podem dificultar que nossos anticorpos os combatam”, afirmou.

Além disso, Soares ressalta a importância de evitar que crianças pequenas mexam nos aparelhos telefônicos: como seu sistema imunológico não está completamente desenvolvido,  as chances de contraírem doenças é maior. “Oriento minha filha a sempre lavar as mãos após mexer no celular, mesmo ela sendo um pouco mais velha”, relata.

Higienização

De acordo com a especialista, a forma ideal de higienizar os smartphones é com álcool isopropílico (que não contém água). O álcool 70%, mais fácil de ser encontrado, também é eficaz. Mas, cuidado, o uso exagerado pode danificar o aparelho! Soares orienta o dono do smartphone a umedecer levemente uma gaze ou algodão e passá-lo pela superfície do aparelho, finalizando o processo com uma toalha ou papel secos para retirada dos excessos.

Outra dica é evitar levar o celular para todos os lugares, como o banheiro ou a cozinha: “O contato com os alimentos pode incentivar ainda mais a proliferação desses seres vivos”, alerta Soares. Em relação à frequência da limpeza, a especialista recomenda que seja feita diariamente ou, no mínimo, uma vez por semana.

“O mais importante é lavar as mãos. Não apenas antes ou depois de mexermos nos aparelhos telefônicos, mas sempre que possível”, completa a pesquisadora.


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