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Sexta-Feira 24.nov.2017

Ano V - Nº 281

Gov Refis

Mato Grosso do Sul

Em dois anos, óbito por câncer de próstata diminui 46% no Estado

Prevenção ainda é desafio, afirma a secretaria estadual de Saúde

Postado em 09 de Novembro de 2017   - Redação Semana On

Em um período de dois anos, de 2015 a 2017, o número de mortes por câncer de próstata em Mato Grosso do Sul diminui mais de 46%. Conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), 120 homens morreram por causa da doença de janeiro a novembro deste ano. Já em 2015, foram registradas 223 mortes em Mato Grosso do Sul. A boa notícia se deve muito às campanhas educativas realizadas, principalmente no Novembro Azul, como afirmou o coordenador de Urologia da SES, o médico Nelson Trad Filho.

“Por causa das campanhas, o número de mortes. As pessoas descobrem mais rápido o câncer e iniciam o tratamento de forma adequada. Isso reflete nesses números”, disse Trad.

No último dia 1º, o Governo do Estado, por meio da SES, lançou a campanha Novembro Azul, uma mobilização de conscientização sobre a saúde do homem e a prevenção com o câncer de próstata. “O câncer de próstata é a terceira maior causa de morte entre os homens e quando descoberto na fase inicial apresenta 100% de chances de cura”, explicou a gerente estadual de Atenção Básica da SES, Karine Cavalcante da Costa.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de próstata é o sexto tipo mais comum no Brasil. A doença é também o segundo câncer mais frequente no homem e a segunda causa de morte por câncer no sexo masculino. Em 2015, a estimativa era que 69 mil casos diagnóstico, ou seja, a cada 7,6 minutos uma descoberta era feita.

Apesar da queda no número de óbitos, a quantidade de casos tem crescido. Em 2010, foram registrados 800 novos casos da doença em Mato Grosso do Sul. Entre 2016 e 2017 esse número saltou para 1,1 mil homens diagnosticados com o câncer de próstata. Na Capital, saltou de 280 para 490 neoplasias no mesmo período anterior.

A prevenção ainda é um desafio entre os homens devido ao preconceito com o exame de toque retal. No entanto, o exame, o único adequado para verificar a próstata, demora, no máximo, 15 segundos e é praticamente indolor.

“Alguns homens têm medo do exame, mas é muito simples. É o medo de ficar impotente, prefiro morrer do que ser impotente. Alguns acham que vão ter que viver com fralda e também fogem do consultório. No entanto, isso são casos isolados, uma porcentagem mínima e não justifica fugir da consulta. Já conseguimos perceber uma grande mudança comportamental entre os homens, apesar de tudo. Quando a gente explica direitinho, o sujeito mesmo com preconceito, se submete ao exame”, explicou Trad.

Entenda a doença

A próstata é uma glândula do aparelho reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas, de forma e tamanho semelhantes a uma castanha, e fica localizado logo abaixo da bexiga. O aumento da próstata é o primeiro sinal de que algo está errado. Entre os sintomas se destacam: sensação de não esvaziar completamente a bexiga após urinar, necessidade frequente de urinar, jato urinário que para e recomeça, dificuldade para conter a urina, jato urinário fraco, necessidade de fazer força para começar a urinar e necessidade de levantar a noite para urinar frequentemente.

O médico urologista explicou durante a abertura do Novembro Azul que existe também a prostatite, uma inflamação provocada por germes e pode ocorrer em qualquer idade. Apesar de ser uma forma de infecção, a prostatite não é contagiosa. Seus principais sintomas são febre, dor, ardência e dificuldade para urinar e pus na uretra.

Já o câncer é o aumento maligno da próstata. Em fases mais avançadas, o indivíduo pode sentir sintomas de obstrução do fluxo da urina, parecidos com aumento da próstata, sangue na urina e dores nos ossos.

“Homens com idade acima de 45 anos precisam fazer o exame de toque retal. Mas algumas escolas preconizam a partir de 40 anos. Adotar uma alimentação saudável também pode ajudar a reduzir os riscos de desenvolver o câncer”, disse Trad.

Entre os fatores de risco estão a hereditariedade, a idade (acima de 65 anos), raça (maior incidência entre os negros), alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade. “A doença tem tratamento e tem cura. Quanto mais cedo for o diagnóstico, mais chances o paciente terá”, disse o médico urologista.


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