Semana On

Terça-Feira 13.abr.2021

Ano IX - Nº 438

Coluna

A Menina Índigo

O realismo fantástico no cinema tupiniquim

Postado em 20 de Outubro de 2017 - Danilo Custódio

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Viver em um mundo cheio de cores onde o amor é a única coisa que nos move, é sem dúvida um belo conto de fadas. Um sonho não só das garotinhas formatadas como princesas, mas também de todas as pessoas de bem. Claro que tem muita gente que se diz pomposamente como “uma pessoa de bem”, ao mesmo tempo que age na surdina para prejudicar muita gente a troco de mais um pouco de plata. Aliás a impressão que dá é que somos todos assim, afinal de contas “a ganância é o mal das individualidades humanas” já dizia Tolkien.

Mas precisamos alimentar a esperança de que existem pessoas realmente de bem nesse mundo. E elas existem de verdade, aos montes, espalhadas por ai. Inclusive já tive o prazer de conhecer algumas, que curam pelas mãos e pelas palavras. E é assim, pelo conteúdo, não pela abordagem, que podemos vislumbrar algo interessante em A Menina Índigo, de Wagner Assis, que estreia essa semana no circuito comercial brasileiro.

Ao que tudo indica, a estética equivocada do universo da criança, quando essa passa a ser apenas uma coadjuvante nesse dramalhão novelesco, faz toda a experiência ser um tanto indigesta. Mesmo assim vou me programar pra ir junto com minha sobrinha, acredito que pode ser uma experiência interessante para se ter ao lado de uma criança, ainda mais considerando que dá pra sair do cinema e ir conversar sobre o filme tomando um sorvete =)

Cinema na Escola

No último dia 18, em Curitiba, o Colégio Estadual Santos Dumont inaugurou sua própria sala de cinema, com capacidade para pouco mais de 60 alunos. A iniciativa se deu através da mobilização entre discentes, docentes e comunidade. Duas sessões do documentário “As verdades de Ale em nós” foram exibidas e contaram com a presença de aproximadamente 60 jovens do Ensino Médio, proporcionando a eles um encontro com a sétima arte, recheado de conversamos sobre o cinema, os direitos humanos, a diversidade, o preconceito, a vida, o universo e tudo mais. E que o cinema possa continuar assim, se conectando com as pessoas para promover a conexão entre elas.

Enquanto isso em Brasília

Christian de Castro Oliveira foi aprovado pelo Senado Federal para assumir o cargo de diretor da Agencia Nacional de Cinema, depois da indicação de Temer. Christian é engenheiro de formação pelo ITA, com pós-graduação em Film & Televison Business pela Fundação Getúlio Vargas e em Gestão do Conhecimento e Inteligência Empresarial pela UFRJ, com mais de 18 anos de experiência na produção audiovisual. Seu discurso é de menos burocracia e maior regionalização dos investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual – a mina de ouro desse mercado – destacando que o Nordeste foi a região que mais consumiu filmes brasileiros e que isso precisaria refletir na produção local. “Sou um produtor do Centro-Oeste e conheço as barreiras. É necessário ampliar e aprimorar os programas existentes”, disse ele. Será que conhece mesmo?


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