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Sábado 05.dez.2020

Ano IX - Nº 422

Coluna

Se trocar de partido, Bolsonaro levará deputado Coronel David de MS

A política sul-mato-grossense, sob as lentes do jornalista Marco Eusébio

Postado em 21 de Julho de 2017 - Marco Eusébio

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Caso Jair Bolsonaro confirme a saída do PSC neste segundo semestre e ingresse em outra sigla para disputar a Presidência da República em 2018 vai levar na mudança partidária o deputado estadual Coronel David de Mato Grosso do Sul. "Já conversamos sobre isso" disse o sul-mato-grossense. Conforme David, Bolsonaro contou que havia falado com o presidente nacional do PSDC, José Maria Eymael (SP), eterno candidato da sigla ao Planalto, e o paulista havia expressado interesse de disputar uma cadeira de deputado federal no ano que vem com grandes chances de se eleger, caso o deputado federal fluminense ingressasse no partido democrata cristão. Entretanto, o PSDC divulgou nota negando interesse de abrigar o projeto político de Bolsonaro.

Em MS, presidente regional do PSDC rejeita ingresso de Jair Bolsonaro: 'não é cristão!'

Um possível ingresso de Jair Bolsonaro no PSDC para disputar a Presidência da República (leia a nota abaixo), já encontrava resistência no comando da sigla em Mato Grosso do Sul desde ontem quando foi anunciada pela imprensa nacional. "Pura mentira. Não temos nenhum interesse em pessoas a favor do aborto e da pena de morte. Não são cristãos!", me disse na noite anterior o presidente do Partido Social Democrata Cristão no estado, Elizeu Amarilha.

Contraponto
Ao comentar declarações do presidente regional do PSDC, Elizeu Amarilha, de que Bolsonaro não seria cristão porque defende o aborto e a pena de morte, aqui publicadas ontem, o deputado estadual Coronel David escreveu ao Blog afirmando: – "Esse Amarilha fala coisas que não correspondem com a realidade. Desde quando o Bolsonaro é favorável ao aborto? – Quanto à pena de morte, eu e ele defendemos rigor contra bandido.

Assassinato do ex-vereador Silveira e da esposa, por caseiro, choca Campo Grande
Um duplo e brutal assassinato que vitimou o ex-vereador Cristóvão Silveira, de 65 anos, e sua esposa Fátima de Jesus Diniz Silveira, de 56, choca Campo Grande. O crime aconteceu no Sítio Bem Te Vi, propriedade do casal, situado no km 24 da MS-080, na saída para Rochedo, e teria sido cometido pelo caseiro que trabalhava no local, com ajuda dos dois filhos e de outros dois homens. Silviera teve o rosto desfigurado. O couro cabeludo foi arrancado e os dedos da mão decepados, provavelmente, ao tentar se defender de golpes de facão. Fátima foi degolada e teve o corpo parcialmente queimado. Ela foi encontrada com a calça abaixada, usando calcinha e uma blusa e a polícia investiga se foi estuprada. O caseiro e os filhos estão presos. Um envolvido morreu em tiroteio com a polícia e outro está foragido.

Deputada de MS é principal alvo na 'briga' de Temer e Maia por deputados do PSB
Para evitar que deputados federais do PSB insatisfeitos com o partido mudem para o DEM e fortaleçam o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), primeiro na linha de sua sucessão, Michel Temer está pessoalmente convidando os parlamentares para migrarem para o PMDB. E como líder do PSB na Câmara, a deputada Tereza Cristina (MS) virou o principal alvo dois dois nessa disputa. Tereza recebeu Michel Temer ontem para um café da manhã, em Brasília, acompanhada dos deputados Danilo Forte (PSB-CE) e Fábio Garcia (PSB-MT) e do ministro Fernando Bezerra Coelho Filho (Minas e Energia). Ela também tem conversado com Maia. São pelo menos 10 deputados do PSB que apoiam as reformas do governo, o que gerou um racha na sigla, que faz oposição ao Planalto. Após receber Temer, Teresa disse ao G1-DF que a conversa foi "comprida e tranquila" e relatou que houve um convite para o grupo ir para o PMDB. "Ele [Temer] sabe da intenção desse grupo, mas não é uma debandada. Nós ainda estamos tentando conversar com o partido, mas existe uma possibilidade [de saída], sim. Nós estamos conversando com o DEM, conversando com o presidente Rodrigo Maia", disse a deputada. Veja aqui em vídeo.

O que diz o André sobre 2018

Enquanto peemedebistas seguem o dilema de ter ou não ter candidato ao governo de Mato Grosso do Sul no ano que vem, André Puccinelli segue em "stand by". Para responder a leitores que indagaram sobre suposta pesquisa sobre o cenário eleitoral que ele teria encomendado, indaguei ao ex-governador via WhatsApp. O André respondeu: – "Não encomendei nada amigo . Por terceiros que me trazem notícias de que estaria dez pontos percentuais à frente em pesquisa de âmbito estadual. Mas não tenho mexido palha alguma." Apesar de admitir que segue recebendo insistentes apelos para que volte a ser candidato, Puccinelli afirmou: – "Continuo vovorista!"

Com três primeiros suplentes, Dourados poderá ter três candidatos ao Senado
Dourados poderá ter três candidatos ao Senado em 2018: o radialista Antonio Neres, que é pré-candidato pelo PV; e dois ex-prefeitos – Murilo Zauith (PSB) e Laerte Tetila (PT) – que cogitam concorrer a uma das duas vagas de MS em disputa no ano que vem. Hoje, a maior cidade do interior, comanda a fila de suplentes de senador no estado: o agropecuarista Celso Dal Lago Rodrigues é o primeiro suplente de Simone Tebet (ambos do PMDB) cujo mandato vai até 2022; a professora Zonir Tetila é a primeira suplente de Pedro Chaves (PSC); e o ex-vereador Gino Ferreira é o primeiro suplente de Waldemir Moka (ambos do PMDB). Estes dois mandatos se encerram ao fim de 2018. (Com Nicanor Coelho, de Dourados)

No 'estilo Doria', prefeito Marquinhos usa rede social e anuncia asfalto no Nova Lima
Assim como tem feito o paulistano João Doria, o prefeito de Campo Grande está usando as redes sociais para divulgar suas ações. Por meio de vídeo feito no bairro e postado no Facebook ontem, Marquinhos Trad (PSD) anunciou o início das obras de drenagem, esgoto e asfalto no Bairro Nova Lima situado na saída para Cuiabá. "Em breve os moradores vão dar adeus à poeira e aos transtornos causados pela falta de pavimentação". Veja o vídeo.

Fachin arquiva processo contra Zeca e Vander sobre denúncia de Mônica Moura
O relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin, arquivou o processo em que Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, citava o ex-governador e atual deputado Federal Zeca do PT por supostamente ter repassado dinheiro de "caixa 2" para quitar despesas da campanha do deputado federal Vander Loubet (PT-MS) quando este disputou a Prefeitura de Campo Grande em 2004. O pedido de arquivamento feito em junho pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após deferimento da delação pelo STF, foi acolhido por Fachin, que arquivou o processo na sexta-feira anterior. A decisão deve ser publicada no Diário Oficial no início de agosto, após o recesso forense. Zeca divulgou nota hoje afirmando que nunca autorizou qualquer pagamento aos dois marqueteiros e Vander alegou que sua prestação de contas foi feita na legalidade à Justiça Eleitoral. "Tenho convicção de que os outros processos, o da JBS e o da Odebretch também caminham para o mesmo caminho pelo MPF. Por falta de provas o procurador deve pedir o arquivamento", disse Zeca do PT.


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