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Terça-Feira 25.jul.2017

Ano V - Nº 264

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Comportamento

Desonestos de origem

Para especialistas, o Homo sapiens começou a mentir desde o momento em que aprendeu a falar

Postado em 05 de Julho de 2017   - Redação Semana On

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A reportagem de capa de junho da revista National Geographic norte-americana tenta entender um pouco mais sobre os motivos pelos quais mentimos. De acordo com especialistas, isso é algo que faz parte da construção do ser humano e pode ocorrer por quatro motivos: para se proteger ou se promover, para afetar os outros (de maneira gentil ou cruel) e por um motivo inexplicável, que nem o mentiroso consegue entender.

Em um estudo conduzido pela Universidade Duke, nos Estados Unidos, algumas pessoas tiveram cinco minutos para responder 20 perguntas de matemática e, quanto melhor fossem, mais receberiam de dinheiro. Após o teste eles foram instruídos a jogar o papel em um triturador.

Os pesquisadores, entretanto, não destruíram o papel para que pudessem comparar os resultados com o que os entrevistados alegaram terem acertado ou errado. Na maior parte dos casos, os participantes do estudo mentiram.

Para os especialistas, assim que os seres humanos aprenderam a falar eles também começaram a mentir: “A habilidade de manipular os outros sem usar força física provavelmente conferiu uma vantagem na competição por recursos e companheiros, semelhante à evolução de estratégias enganosas no reino animal, como a camuflagem”, afirma o cientista Yudhijit Bhattacharjee em declaração à reportagem.

Já as crianças tendem a mentir menos quando são mais novas e os cientistas creem que a razão para isso seja simples: elas ainda não aprenderam. Uma experiência da Universidade de Toronto colocava crianças em uma sala enquanto o pesquisador se dirigia para atender o telefone — os pequenos eram alertados para não espiar.

Na maioria das vezes,  as crianças espiavam. Mas só os mais novinhos assumiram ter dado uma olhadinha. Cerca de 80% dos entrevistados com 8 anos negaram veementemente terem prestado atenção na conversa alheia.


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