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Quarta-Feira 22.nov.2017

Ano V - Nº 280

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Brasil

Lula lidera pesquisa presidencial de 2018, Bolsonaro e Marina disputa segundo lugar

Popularidade do PT cresce em meio à crise do governo Temer

Postado em 30 de Junho de 2017   - Redação Semana On

Pesquisa realizada pelo Datafolha aponta o ex-presidente Lula (PT) na liderança da disputa presidencial de 2018 em todos os cenários. Lula tem 29% a 30% das intenções de voto, seguido por Jair Bolsonaro (PSC), com 16%, e Marina Silva, com 15%.

O resultado também revela um crescimento das intenções de voto em Bolsonaro, que saiu de 8% em dezembro, para 14% em abril, e, agora, 16% em junho. No cenário em que o candidato tucano é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o PSDB fica em quarto lugar.

No entanto, em um terceiro cenário criado pela pesquisa, com Alckmin e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, o ex-ministro ocupa a colocação de Alckmin, com 11%, e o governador tucano cai para quinto lugar, com 8%.

No caso de segundo turno, Lula, que é réu na Operação Lava Jato, ganha de Bolsonaro, Alckimin ou João Doria, prefeito de São Paulo. Seus maiores embates são com Marina e com o juiz Sérgio Moro. Já em um cenário sem Lula e envolvidos na Lava Jato, Marina Vence Bolsonaro e Ciro Gomes e empata com Alckmin e Dória.

No nordeste, o ex-presidente continua aclamado, com 48% das intenções de voto. No norte seu eleitorado cai para 39%. Seus eleitores continuam sendo em maior proporção formado por pessoas com ensino fundamental.

No caso de Bolsonaro, 22% são homens, jovens entre 16 a 24 anos representam 23%, com ensino médio 21%, empatado com ensino superior, e com renda familiar de cinco a dez salários mínimos representam 25%. No Centro-Oeste o parlamentar tem maior aceitação, com 22%.

Marina Silva tem melhor desempenho no Norte, com 18%, entre mulheres, que representam 18% das intenções de voto, jovens de 16 a 24 anos, com 18%, e de ensino médio com 17%. Alckmin lidera entre os mais ricos, com 14% das intenções de voto, maiores de 60 anos com 12% e tem maio expectativa de voto no Sudeste, com 12%.

PT cresce na crise

Em meio à crise política e econômica atravessada pelo governo de Michel Temer e as denúncias que atingiram o até então presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, a popularidade do Partido dos Trabalhadores (PT) entre os eleitores brasileiros voltou a crescer, segundo pesquisa Datafolha.

O partido que elegeu Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff para a Presidência – duas vezes cada – é hoje o preferido de 18% da população brasileira, índice três pontos percentuais acima do registrado na pesquisa anterior, divulgada em maio. O índice representa a maior a taxa de popularidade do PT desde dezembro de 2014, pouco após a reeleição de Dilma, quando 22% dos entrevistados pelo Datafolha simpatizavam com a legenda.

Os últimos levantamentos do instituto refletiam a queda da popularidade do Partido dos Trabalhadores diante das investigações da Operação Lava Jato e do processo de impeachment contra Dilma. A legenda era a favorita de 11% dos entrevistados em junho de 2015 e depois foi escolhida por 9% em dezembro do ano passado. 

A nova pesquisa mostra o PMDB de Temer e o PSDB de Aécio empatados como segundo partido mais popular do Brasil, com 5% de preferência cada um. A grande maioria dos entrevistados para o levantamento, 59%, alegou não ter nenhuma preferência partidária. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Além das três legendas mencionadas, os únicos partidos que chegaram a alcançar 1% da preferência dos entrevistados na pesquisa foram o PSOL, o PV e o PDT, com 1% cada. 

Temer em baixa

O levantamento do instituto já havia revelado que aprovação do governo Michel Temer atingiu o índice mais baixo dos últimos 28 anos. Apenas 7% da população brasileira considera a gestão do peemedebista boa ou ótima, a pior marca desde o governo de José Sarney (PMDB), que registrou 5% de aprovação em setembro de 1989.

Os brasileiros que classificam o governo Michel Temer como ruim ou péssimo já representam 69% da população, enquanto outros 23% o consideram regular (outros 2% não souberam responder). Na pesquisa anterior, divulgada pelo Datafolha no fim de abril , a gestão Temer agradava a 9% dos eleitores, enquanto a taxa de desaprovação era de 61%.

A atual marca do presidente, influenciada pelas denúncias surgidas a partir da delação de Joesley Batista, já é pior que a registrada pela sua antecessora no cargo, Dilma Rousseff (PT), às vésperas de sofrer o impeachment. A petista detinha índices de 9% de aprovação e de 63% de reprovação.


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