Semana On

Domingo 29.nov.2020

Ano IX - Nº 421

Coluna

Super Moraes…

Aquelas notícias políticas que nos fizeram gemer de raiva ou de graça durante a semana

Postado em 02 de Junho de 2017 - Victor Barone (Interno)

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O ministro Alexandre de Moraes deve ter seus motivos respeitáveis, de natureza jurídica. Mas não adianta tapar o sol com a peneira. Sua “estreia” no STF defendendo o foro privilegiado e pedindo vista neste caso é tudo o que os políticos que chafurdaram na Lava-Jato pediram a Deus e a Temer, certo? Com todo o respeito. (Notinha do jornalista Alcelmo Gois,publicada em O Globo, que nós nos sentimos obrigados a replicar dada a contundência).

Revoada

É corrente na bancada tucana a aversão ao rótulo de “governista”. O aquecimento da chapa do tucanato da Câmara poderá ser medido numa reunião programada para a semana que vem, após o início do julgamento sobre a chapa Dilma-Temer, no TSE. A infantaria tucana descerá do muro. A maioria quer pular do lado oposicionista. O deputado Ricardo Trípoli (SP), líder da bancada do partido, vai reunir os tucanos para uma conversa entre terça e quinta-feira.

Quiprocó

A chamada Lei Harfouche (que agora vai mudar de nome) causou tumulto ontem na Assembleia. O projeto prevê que diretores de escolas possam aplicar “penas” sobre pais de alunos que causem danos ao ambiente escolar na Rede Pública Estadual. Em um primeiro momento a lei parece inofensiva e até benéfica, mas seus críticos questionam que ela pode causar transtornos aos diretores - que não têm preparo técnico para exercer as funções previstas no projeto - além de ferir o Estatuto da Criança e do Adolescente, além de não haver previsão de ampla defesa e do contraditório aos infratores. O idealizador doprojeto, o procurador Sérgio Harfouche, tem feito peregrinação pelo Estado defendendo a lei, e fazendo proselitismo religioso – como ocorreu recentemente em Dourados. Nesta semana, ao criticar o teor do projeto, o deputado Pedro Kemp (PT) foi chamado de “cristofóbico” por uma claque animada. Logo ele, que é oriundo das bases cristãs mais à esquerda. Depois do quiprocó, a proposta foi tirada da pauta para mudanças que a tornem mais palatável .

Óbvio ululante

A poucos dias do início do julgamento que pode resultar na cassação de Michel Temer (PMDB-SP), o presidente do TSE informa que “o julgamento será jurídico”. Gilmar Mendes acrescenta que ''não cabe ao TSE resolver crise política”. “Resolvam suas crises”, disse ele. De um tribunal não se espera outra coisa senão julgamentos jurídicos. Quando o presidente da Corte Eleitoral precisa proclamar o óbvio é porque alguma coisa saiu do lugar.

Em baixa

Em maio, a avaliação do governo do presidente Michel Temer alcançou o maior índice de rejeição, já que 80% dos brasileiros classificam-no como ruim e péssimo, segundo pesquisa Pulso Brasil, realizada pela Ipsos. Comparando o número atual da gestão do peemedebista com o de abril, percebe-se uma elevação de cinco pontos percentuais neste quesito (de 75% para 80%).  O estudo ainda aponta que 93% dos entrevistados consideram que o Brasil está no rumo errado – uma piora de um ponto percentual em relação ao índice do mês anterior (92%).

O QUE ELES DISSERAM

“O Joesley não contou nada sobre o PT, o que foi uma pena.”

Vinicius Siqueira (DEM), vereador campo-grandense esquecendo-se que corrupção não é prerrogativa deste ou daquele partido.

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“Todas as classes estão saindo com acordo feitos. Todos eles (estão) satisfeitos”

Marquinhos Trad (PSD), prefeito de Campo Grande, se colocando no lugar dos servidores públicos municipais que pleiteiam aumento salarial.

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“Ninguém vai impedir que tenhamos o impedimento dessas políticas públicas que estamos levando à frente.”

Michel Temer, presidente da República, tentando impedir que o impeçam de algo.

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“Não faço nada errado, só trafico drogas.”

Zezé Perrella (PMDB-MG), senador, em conversa com seu amigo, o também senador (afastado) Aécio Neves (PSDB-MG).

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“Voltamos à era do messianismo político, a mesma que gerou Hitler e Mussolini.”

Frei Betto – ex assessor do presidente Lula, e homem de esquerda.


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