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Sábado 05.dez.2020

Ano IX - Nº 422

Coluna

Com cenário político nublado, partidos sondam novos nomes para 2018 em MS

Confira a semana política com o jornalista Marco Eusébio

Postado em 02 de Junho de 2017 - Marco Eusébio

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A eleição do novato João Doria para comandar a maior prefeitura do Brasil num primeiro turno inédito em São Paulo inspira dirigentes de partidos País afora a buscar "novos nomes" que o eleitor procura para as eleições de 2018. Em Mato Grosso do Sul a coisa não é diferente. Além do juiz federal Odilon de Oliveira, outro conhecido integrante do campo jurídico tem sido sondado para disputar uma das vagas no Senado ou até o cargo de governador. É o ex-presidente da OAB-MS Leonardo Avelino Duarte. O advogado, por enquanto, não diz nem sim nem não. Está avaliando os convites. E também observa o cenário político, cujas nuvens andam mudando bem mais do que o normal neste ano pré-eleitoral.

Presidente nacional do PDT conta com juiz Odilon para 2018 em MS, diz blog da Época



Por Nonato Viegas no blog Expresso da Época: "O presidente do PDT, Carlos Lupi, já considera como certa a candidatura do juiz federal Odilon de Oliveira ao governo de Mato Grosso do Sul, em 2018. O magistrado foi responsável por decisões importantes contra traficantes de drogas, como Fernandinho Beira-Mar, e pelo desmantelamento de quadrilhas. Odilon se aproximou do ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência da República, pela mesma legenda. Procurado por Expresso para falar sobre seus planos, o juiz desconversou. Disse que 'política é apenas um projeto em cogitação interna'. Odilon de Oliveira vai se aposentar no fim do ano.

Sem reajuste, servidores estaduais ameaçam fazer greve geral em MS



Após o governo de Mato Grosso do Sul confirmar "reajuste zero" neste ano, representantes de mais de 20 entidades do Fórum de Servidores de Públicos de Mato Grosso do Sul se reuniram hoje na sede do Sindijus-MS, em Campo Grande, e anunciaram que vão expedir nota de repúdio à proposta do governo, farão ato público na Assembleia Legislativa na próxima terça e vão convocar suas bases em assembleias com pauta de eventual paralisação ou greve geral. Em nota, o fórum diz que representa mais de 40 mil servidores das áreas de saúde, educação, segurança pública e administrativo que vão para três anos sem reajuste, desde 2015, quando o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) assumiu o cargo, acumulando mais de 20% de perda salarial.

Após polêmica e votação suspensa, 'Lei Harfouhe' deve mudar de nome

Depois de gerar polêmica e até bate-boca na Assembleia, o projeto que prevê penalidades para aluno que cometer atos de vandalismo e indisciplina nas escolas da rede pública estadual de Mato Grosso do Sul, a chamada "Lei Harfouche", deve mudar de nome. Um grupo de oito deputados, incluindo o autor da proposta Lídio Lopes (PEN), apresentou hoje uma emenda que retira do título do projeto o sobrenome do promotor de Justiça da Infância e Juventude, Sérgio Harfouche, em cujas ações já aplicadas em escolas de Campo Grande a matéria foi inspirada. Sem a personalização, os deputados acreditam que poderão reduzir resistências e facilitar a aceitação da proposta.

Já aprovado em primeiro turno embora rejeitado pela bancada petista, o projeto teve sua segunda votação suspensa hoje após confusão no plenário da Assembleia envolvendo um grupo de defensores da lei e o deputado Pedro Kemp (PT) que teve o discurso interrompido por vaias e foi chamado por um manifestante de "cristofóbico", por ser contrário a proposta, provavelmente em alusão ao fato de o promotor Harfouche e o deputado Lídio, autor do projeto, serem pastores evangélicos. Depois, Kemp e Harfouche conversaram. E embora tenham opiniões divergentes, resolveram marcar uma reunião para aparar arestas, minimizar excessos e buscar um consenso em torno da proposta.

Apesar de polêmica, a iniciativa de Harfouche já tem apresentado resultados. Há sete anos, seu projeto ajudou uma escola da Capital virar referência nacional (relembre aqui). O assunto repercute nas redes sociais. Embora existam opiniões contrárias, a maioria lembra que liberdade exige responsabilidade, e que embora direitos inviduais devam ser respeitados, deveres também devem ser cumpridos para, justamente, preservar o direito das outras pessoas e da coletividade em geral.

Ao comentar a proposta no Facebook. o arquiteto Fayez José Rizk, de Campo Grande, disse entender que a matéria "é acertada", embora tenha "falhas, que podem ser corrigidas". O arquiteto citou que o Colégio Militar é considerado o melhor da cidade nas avaliações do MEC e questionou: "Porque os professores são melhores? Duvido que sejam melhores que os professores da rede pública ou privada! Porque a base dessa instituição é a DISCIPLINA!".

De olho no cavalo passando encilhado...

Com os principais cotados na mira de investigações e tendo de rebater denúncias, aumentou a disposição de Pedro Chaves (PSC-MS), atento ao antigo ditado popular... "quando o cavalo passa encilhado, se você não montar, outro monta". O senador tem conversado com lideranças de vários partidos em relação às eleições de 2018 em Mato Grosso do Sul. "A ideia é montar uma chapa só com pessoas 'ficha limpa' para governador, vice e as duas vagas no Senado" disse um interlocutor do ex-reitor. "A estratégia é agregar nomes em torno do projeto e depois de muita negociação definir o lugar que cada um vai ocupar na chapa".


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