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Quinta-Feira 03.dez.2020

Ano IX - Nº 421

Coluna

Moka, Marun e Renan trocam gentilezas

Veja os vídeos do bate-boca entre os três no Congresso

Postado em 26 de Maio de 2017 - Marco Eusébio

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As sessões do Legislativo nacional nesta semana foram marcadas em parte por Renan Calheiros (PMDB-AL) versus peemedebistas de Mato Grosso do Sul. Além do bate-boca com o senador Waldemir Moka no plenário do Senado (veja abaixo), o líder do PMDB usou a tribuna da Casa para atacar o deputado Carlos Marun.

Ao voltar a criticar a nomeação de Osmar Serraglio como ministro da Justiça, que para ele é uma indicação de Eduardo Cunha - que teve Marun como emissário - Renan afirmou ter dado os seguintes conselhos a Michel Temer: – "Olha Michel. Você pode receber o deputado Marun em qualquer circunstância. Pode botar o Marun como presidente da comissão da Previdência.

Pode botar o Marun para fazer a sua defesa na Ordem dos Advogados do Brasil. A única coisa, presidente, que você não pode fazer, é receber o Marun como enviado de Curitiba para nomear o ministro da Justiça". E em seguida emendou: "Um governo chantageado publicamente, que não tem noção do que significa o que pode ou não pode fazer, continue a ser pautado por um presidiário, inclusive, na nomeação de um ministro da Justiça."

Da tribuna da vizinha Câmara, Marun respondeu a Renan: "Pare de mentir. Vossa excelência já está mentindo tanto, que já está acreditando nas próprias mentiras. Vossa excelência não tem consideração pelo seu partido. Vossa excelência não tem consideração pelo seu País. É motivo hoje de vergonha para nós peemedebistas". E repetiu o que já havia dito antes ao senador alagoano, dizendo que visitou Cunha em dezembro porque "eu posso entrar em presídios e sair a hora que eu quiser", acrescentando que no Natal "é muito provável que eu visite novamente. O que eu tenho medo é de encontrá-lo lá". Veja o vídeo.

Moka bate-boca com Renan: 'mais puxa-saco que vossa excelência não conheço'

Enquanto Brasília "pegava fogo" lá fora em dia de protesto e vandalismo, no plenário do Senado Waldemir Moka (PMDB-MS) travou um bate-boca com o líder de seu partido, Renan Calheiros (PMDB-AL). O senador de MS usava a tribuna em defesa do governo, afirmando que 17 senadores foram prestar apoio a Temer para "tirar esse País do caos que nós encontramos" e dizer à sociedade "que não foi esse governo que fez isso. Que isso se acumulou ao longo de 13 anos", em referência aos governos petistas. Renan, que havia criticado o governo, tentou usar o microfone de apartes interrompendo o discurso. Moka pediu licença. Renan, entretanto, disse que ele estava alí por "puxa-saquismo".

Moka, do microfone, respondeu: – "Mais puxa saco do que Vossa Excelência eu não conheço." Renan continuou retrucando, sem microfone, e Moka, gritando da tribuna, rebateu: – "Vossa Excelência muda de lado e vem aqui para cima. Eu quero ignorar vossa excelência. Há muito tempo vossa excelência não fala pela liderança. Muito tempo". Em seguida, Moka pediu ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para que o tempo de sua fala, interrompido por Renan, fosse recomposto, no que foi atendido.

OAB começa por Azambuja a avaliar cada caso de políticos de MS citados pela JBS

Uma comissão criada pela Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul (OAB-MS) para analisar os documentos do inquérito do Supremo com base nas delações premiadas dos empresários Joesley e Wesley Batista, da JBS, vai avaliar cada caso dos políticos sul-mato-grossenses citados que atualmente ocupam cargos públicos, a começar pelo governador Reinaldo Azambuja.

"A comissão deliberou por cingir o objeto dos trabalhos às autoridades sul-mato-grossenses mencionadas na delação que porventura estejam exercendo cargos públicos, especialmente a do governador do Estado, e ainda, por dever de ofício apurar se houve indícios de infração ético-disciplinar praticada por advogado", disse o conselheiro seccional Heitor Miranda Guimarães, que preside a comissão. O parecer sobre cada caso será entregue ao Conselho Seccional da Ordem. Criada na terça, a comissão inclui ainda os seguintes advogados: Fábio Nogueira Costa (relator), Felipe Ramos Baseggio (secretário) e os membros Sérgio Muritiba e Nancy Gomes de Carvalho.

Atestado 'moral' e 'mental' de religiões afro-brasileiras deve ser extinto em MS

Projeto que extingue a exigência de atestados de idoneidade moral e sanidade mental a dirigentes de entidades afro-brasileiras sediadas em Mato Grosso do Sul foi aprovado por unanimidade, pela Assembleia. A proposta revoga o inciso 2º do artigo 2º da Lei 910/1989. Autor da matéria, o deputado Amarildo Cruz (PT) diz que essa exigência "não existe para adeptos de nenhuma outra religião, por isso entendemos com uma forma de discriminação". Com a revogação do trecho da lei, as instituições também poderão reivindicar, com menos exigências, benefícios como títulos de utilidade pública e parcerias com o poder público e a iniciativa privada. O projeto ainda tem de ser aprovado em segunda votação, para ir à sanção do governador Azambuja.

Alvo da Operação Tarja Preta da PF, ex-prefeito de Naviraí diz que não 'deve nada'

Alvo da segunda fase da Operação Tarja Preta deflagrada hoje da Polícia Federal, que investiga suposto esquema de desvio de medicamentos da Prefeitura de Naviraí para venda em farmácias da região, o ex-prefeito da cidade, Léo Matos, afirma que "não deve nada" à Justiça e que espera a apuração dos fatos para que seja provada sua inocência. Pela manhã, agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão na casa de Léo Matos em Campo Grande, onde desde o início do ano ele atua como assessor especial da Prefeitura da Capital, nomeado pelo novo prefeito Marquinhos Trad (ambos do PSD).

Farmácias de Naviraí e de Caarapó e a residência de outro investigado, cujo nome não foi divulgado, também foram alvo das buscas. Consultado, Léo Matos disse aqui ao Blog que a investigação se refere "a uma foto divulgada em um grupo de WhatsApp" do antiviral Tamiflu, indicado contra gripe H1N1, à venda em uma farmácia no Paraguai, no ano passado, quando Naviraí registrou sete óbitos pela doença. "A cidade eatava desesperada. Todos buscavam vancinas em outras cidades, estados e até no Paraguai. Essas fotos nao foram tiradas por mim e hoje tentam imputar um crime a mim", afirmou Matos.

TJMS condena o ex-prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, a 8 anos de prisão

Gilmar Olarte, vice-prefeito que comandou a Prefeitura de Campo Grande com o afastamento do titular Alcides Bernal (PP) pela Câmara dos Vereadores, foi condenado a oito anos e quatro meses de prisão, inicialmente em regime fechado, por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro; mais pagamento de multa. A decisão, unânime, foi tomada hoje de manhã pela recém criada Seção Especial Criminal do Tribunal de Justiça que entra para a história do TJMS com a primeira condenação de um ex-prefeito da Capital de MS por corrupção.

Pastor, Olarte foi acusado pelo Ministério Público na Operação Adna de usar cheques em branco de fieis da igreja Assembleia de Deus Nova Aliança (Adna) fundada por ele e que deu nome à operação, para trocar com agiotas e usar na suposta compra de votos de vereadores para cassar o prefeito Bernal e assumir o cargo. A ordem de prisão deve ser expedida assim que o decisão for publicada em Diário Oficial.

"A realidade é que as condutas criminosas efetivamente aconteceram e foram provadas", disse, em seu voto, seguido pelos colegas, o desembargador relator Luiz Claudio Bonassini da Silva. Também foram condenados no caso dois ex-auxiliares de Olarte no esquema: Ronan Feitosa, a quatro anos e seis meses (que está preso há sete meses) e deverá cumprir a pena em regime semiaberto; e Luís Márcio dos Santos Feliciano, a um ano de reclusão e multa.


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