Semana On

Sábado 21.set.2019

Ano VIII - Nº 364

Coluna

Intimidade

Fotos da década de 50 revelam intimidade de transgêneros.

Postado em 23 de Abril de 2014 - Redação Semana On

O fotógrafo Christer Strömholm registrou transgêneros que trabalhavam nas ruas de Paris na década de 50. O fotógrafo Christer Strömholm registrou transgêneros que trabalhavam nas ruas de Paris na década de 50.
O fotógrafo Christer Strömholm registrou transgêneros que trabalhavam nas ruas de Paris na década de 50. O fotógrafo Christer Strömholm registrou transgêneros que trabalhavam nas ruas de Paris na década de 50. O fotógrafo Christer Strömholm registrou transgêneros que trabalhavam nas ruas de Paris na década de 50. O fotógrafo Christer Strömholm registrou transgêneros que trabalhavam nas ruas de Paris na década de 50. O fotógrafo Christer Strömholm registrou transgêneros que trabalhavam nas ruas de Paris na década de 50. O fotógrafo Christer Strömholm registrou transgêneros que trabalhavam nas ruas de Paris na década de 50. O fotógrafo Christer Strömholm registrou transgêneros que trabalhavam nas ruas de Paris na década de 50.

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Entre a década de 1950 e 60, o fotógrafo sueco Christer Strömholm registrou transgêneros que trabalhavam nas ruas de Paris. As imagens foram reunidas no livro “Les Amies de Place Blanche”, lançado em 1983. “É sobre busca de identidade, sobre o direito de viver, sobre o direito de possuir e controlar o próprio corpo”, disse Strömholm. Resgatamos algumas fotos, confira.

 

G0ys?

O movimento g0y nasceu nos Estados Unidos e já se espalha pelo mundo. Para seus adeptos, homens podem manter relações com pessoas do mesmo sexo desde que não haja penetração. Se, para a maioria das pessoas, um homem que se relaciona com outro é gay, para os g0ys isso não é uma regra. Os integrantes do grupo, que costumam ficar com outros caras, não se consideram homossexuais porque não praticam sexo anal.

Segundo o site Heterogoy.webnode.com, portal brasileiro que reúne adeptos, o tipo de contato que os parceiros têm entre si se resume a "preliminares na visão hétero tradicional, ou brincadeiras sacanas na visão hétero g0y." Ou seja, vale beijo, masturbação e, eventualmente, sexo oral. Mas, a penetração é rechaçada. O grupo destaca que os g0ys só fazem esse tipo de sexo com mulheres. O site g0ys.org afirma ainda que o processo natural de relação entre pessoas do mesmo sexo foi denegrido pelo movimento gay moderno, por conta do sexo anal e da perversão de alguns grupos e defende que essa filosofia não seja tolerada.

O conceito de g0y, que aos olhos de muita gente é encarado com estranheza, na visão deles é bastante claro. Em uma seção do site sobre "dúvidas frequentes" a pergunta sobre como diferenciar um gay de um g0y é respondida com facilidade.

"O nome composto gay-zero confunde no momento que pode levar à interpretação de que um gay-zero = heterossexual, o que não é verdade, por analogia um guaraná zero, não é aquele que virou fanta, mas apenas um guaraná que foi retirado um único componente, no caso o açucar. No caso dos gays é justamente isso, o gay-zero (ou g-zero) seria um homem que sente atração por outro homem, mas não pratica um dos componentes do mundo gay, um g-zero não é realiza sexo anal durante contatos íntimos masculinos"

Para seus adeptos, homens podem manter relações com pessoas do mesmo sexo desde que não haja penetração.

A relação entre esses parceiros costuma ser chamada de Bromance, que significa Romance entre Brothers. O grupo permite a afetividade entre homens, argumentando que o comportamento de pessoas do sexo masculinos se amarem e terem relações (com limitações) já era comum na Grécia antiga.

No Heterogoy.webnode.com, o grupo defende que um homem não precisa ser "tigrão", "machista" ou "animal" para ser homem. Entretanto, a masculinidade é exaltada pelos integrantes e palavras descriminatórias como "baitolice" são encontradas na página. No g0ys.org as palavras de ordem são: Amor, confiança, respeito, discrição e masculinidade.

“Tenho a impressão de que é um movimento que já vem com uma carga de machismo. Eles são preconceituosos. Todo movimento é legítimo, mas, pelo que li, me parece uma coisa oportunista. Tu não é gay, mas tem intimidade. Parece que uma coisa pra fazer fachada”, afirma Carla Baptista, uma das fundadoras grupo Outra Visão LGBT.

Por outro lado, Célio Golin, coordenador do Nuances, grupo pela livre expressão sexual, acredita que o movimento g0y rompe com a lógica binária da sexualidade: “É importante. Esse novo movimento não está colocando o sexo como algo prioritário nas relações. Acho interessante que as pessoas se identifiquem com isso. É uma visão muito limitada de alguns militantes gays que acham que todo mundo tem que levantar bandeira. Nós, do Nuances, defendemos todas as formas de expressão. Não pode ter imposição de que todo mundo se assuma gay. A sexualidade das pessoas é muito mais importante e pode não se encaixar nos rótulos gay, lésbica etc”, define.

“Parece um movimento meio reacionário. Isso de se negar a fazer parte de um grupo hostilizado pela sociedade acontece desde sempre. Você não é heterossexual ou homossexual por causa da penetração, também tem relação com outras coisas do sexo e com desejo. Embora eu saiba que existem muitos problemas, que a sociedade não encara bem a relação de pessoas do mesmo sexo, acho isso (a classificação g0y) ruim, porque não ajuda os gays a serem menos oprimidos e não ajuda os g0ys, porque, dentro do senso comum, eles são gays”, ressalta Maria Fernanda Geruntho Salaberry, uma das líderes do movimento Relações Livres.

 

O colunista Guilherme Cavalcante está de férias, circulando pelo Velho Mundo. Ainda nesta semana a coluna True Colors será produzida pela equipe Semana On.


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