Semana On

Sexta-Feira 06.dez.2019

Ano VIII - Nº 374

Coluna

Martírio

Qual o valor da vida?

Postado em 02 de Maio de 2017 - Danilo Custódio

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

No dia 01 de novembro de 2011, a comunidade indígena Guarani/Kaiowá de Guaiviry, que na época era composto por um grupo de aproximadamente 68 pessoas (homens, mulheres, crianças e idosos), retomou parte de seu tekoha (território tradicional), localizado no município de Aral Moreira/MS. A região reivindicada pela comunidade fazia parte de um documento assinado entre o MPF e a Funai, visando a demarcação de diversas áreas Kaiowá e Guarani no Estado de Mato Grosso do Sul. A área está localizada dentro da Fazenda Nova Aurora, que na época estava arrendada para Luiz Antonio Ebling do Amaral.

Assim que receberam a notícia de que indígenas estavam ocupando a área, os fazendeiros ignoraram a via judicial e resolveram fazer a retirada da comunidade por conta própria. Primeiro ofereceram dinheiro aos indígenas por intermediação de outro indígena, mas a oferta foi recusada. Na noite do dia 17 de novembro, todos os seguranças da empresa GASPEM (fechada por ação do MPF) se reuniram numa espécie de concentração em uma das sedes, juntamente com seus patrões fazendeiros, e aguardaram a manhã seguinte.

Às 6h do dia 18 de novembro de 2011, iniciou-se um ataque premeditado e covarde. Mais de 10 homens armados com espingardas caminharam até a entrada da mata onde estavam os Guarani/Kaiowá acampados. O tiroteio foi iniciado na intenção de expulsar os indígenas e o ato resultou no assassinato do cacique Nísio Gomes, que foi ao chão depois de levar alguns tiros, além de ferir outras pessoas. Os capatazes arrastaram o corpo cacique para uma das caminhonetes usadas na fuga e desapareceram com o corpo.

A notícia do assassinato do cacique Nísio reconectou o cineasta Vicent Carelli com o que acontecia com os Guarani/Kaiowá no Mato Grosso do Sul. O cineasta, que desde 89 mantinha relações com os indígenas do Estado, passou a se dedicar no projeto que resultou no documentário Martírio, filme segue em cartaz através da programação da Sessão Vitrine Petrobras. Trata-se de uma obra necessária, que denuncia as entranhas do conflito sustentado pelos interesses do agronegócio. Bora se programar pra ver?

 

Filmes ao redor do mundo

O cinema africano, apesar de pouco conhecido, é palco de seu próprio protagonismo cultural. É uma região que produz muitas coisas a respeito deles próprios, de forma crítica e muito interessante. Para apresentar o que rola por lá, o portal cineplot organizou uma lista de 12 filmes que dialogam com a nossa própria cultura, que é fortemente influenciada pela cultura africana. Acesse e confira!

Link

 

A história da animação

Trajetória do Cinema de Animação no Brasil é um projeto de livro que celebra os 100 anos dessa arte em nosso país. Trazendo um panorama da animação brasileira e entrevistas com alguns dos artistas que marcaram as produções nacionais, o livro é o primeiro que foca no processo criativo de animadores brasileiros em formato de artbook. O intuito é valorizar a animação nacional e incluí-la no repertório de estudo de nossos artistas e produtores. Acesse, conheça e garanta já o seu =)

Link


Voltar


Comente sobre essa publicação...