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Sexta-Feira 26.mai.2017

Ano V - Nº 255

crise

Auau Miau

Estudo explica TOC em cachorros

Hábitos que muitos donos consideram comuns, na verdade, são resultado do transtorno

Postado em 06 de Abril de 2017   - Redação Semana On

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Caça incessante da cauda, perseguição repetitiva da própria sombra, mastigação da pata por horas e horas todos os dias. Cães também podem sofrer de transtorno obsessivo-compulsivo. E um novo estudo ajuda a explicar a doença nos animais e pode ajudar a entender como ela se manifesta em humanos.

Os cientistas, noticiou o Discovery News, se concentraram em quatro genes que estão ligados ao TOC em cães. Se os mesmos genes não estiverem funcionando na versão humana da doença — e há indícios de que não funcionam — a linha de pesquisa pode, eventualmente, ajudar a desenvolver drogas mais eficientes para a doença humana, que atualmente é difícil de tratar.

"É realmente animador, porque doenças psiquiátricas tendem a ser hereditárias, mas encontrar genes associados com tais doenças em humanos tem sido muito difícil", explica Elinor Karlsson, bióloga computacional do Instituto Broad da Universidade de Harvard.

"A questão é: podemos usar a genética para identificar quais são os caminhos do cérebro e quando estão indo mal? Podemos projetar drogas que ataquem tais caminhos de forma muito mais específica do que agora?", acrescenta. "Tudo que possamos fazer para separar precisamente o que está acontecendo de errado e tratar essas doenças vai ser um benefício enorme."

Em vez de lavar as mãos repetitivamente, por exemplo, cães com TOC podem mastigar cobertores ou perseguir suas caudas de maneira anormal. Os donos, muitas vezes, dizem que não conseguem nem distrair os animais desse tipo de atividade.

Algumas raças apresentam altas taxas de TOC, como o Doberman. E como os cães são geneticamente mais simples do que as pessoas, Elinor e seus colegas


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