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Terça-Feira 02.mar.2021

Ano IX - Nº 432

Coluna

Como anda nossa saúde?

É preciso profissionalizar a saúde. Chega de tanta falcatrua

Postado em 24 de Março de 2017 - Josceli Pereira

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Ganharam destaque na imprensa nacional as condições de saúde oferecidas pelos governos. Nossa Constituição de 1988 foi enfática quando declarou no seu texto que é “UM DEVER DO ESTADO E DIREITO DE TODOS”. Desta forma, presume-se que por ser um direito constitucional do cidadão, este acesso ao serviço de saúde deveria ser automático e contínuo, além de ser de qualidade.

Com a universalidade da saúde e a necessidade de haver um fracionamento das responsabilidades entre os níveis de governo, vieram as dificuldades de prestar um atendimento de excelência e acabou gerando um estrangulamento do atendimento. Infraestrutura sucateada, alto custo dos equipamentos, escassez de mão de obra especializada e a majoração dos preços dos medicamentos, sem contar na burocracia de movimentação das ações que envolvem a parte legal dos processos administrativos públicos.

Neste mesmo cenário temos a participação de uma parcela minúscula de fornecedores e gestores que se embrenham por um caminho obscuro e buscam agir fora dos ditames da Lei, para corromperem o sistema e se locupletar nas irregularidades envolvendo o fornecimento de materiais, medicamentos e serviços. Todos estes emaranhados de ações provocaram o caos no atendimento, ceifando vidas e impondo uma situação de calamidade a todos aqueles que precisam dos serviços de saúde pública.

É preciso profissionalizar a saúde. Chega de tanta falcatrua. É necessário repensar o papel de gestão da saúde. Neste viés teremos uma participação importante da representação política em corrigir as diretrizes que emperram e engessam as administrações diretas.

Devemos enxergar um pouco mais além e observar como andam as instituições privadas que executam a atividade de saúde. É preciso conscientização dos profissionais de saúde no trato da coisa pública, empenho e dedicação, sem contar com o restabelecimento da ética no serviço público.

É papel também da sociedade utilizar com parcimônia o seu direito e zelar para que a saúde possa ser realmente um acesso para todos. Se cada um cumprir com o seu papel dentro do sistema teremos no futuro uma saúde que passará a ser um direito de todos e um dever possível de cumprir por parte do governo.

Pense nisto!


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