Semana On

Sexta-Feira 24.mai.2019

Ano VII - Nº 351

Poder

Pesquisa mostra Lula liderando para presidente

PT vem sendo destruído desde 2005, diz ex-presidente em vídeo

Postado em 17 de Fevereiro de 2017 - Redação Semana On

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto para a eleição presidencial de 2018, de acordo com pesquisa CNT/MDA divulgada na quarta (15). O pleito seria decidido no segundo turno.

Encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o estudo ouviu 2.002 pessoas em 138 municípios entre 8 e 11 de fevereiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Considerando as respostas espontâneas, Lula aparece com 16,6% das intenções de voto. Em segundo lugar, o deputado Jair Bolsonaro (PSC) tem 6,5%.

Na sequência, aparecem o senador Aécio Neves (PSDB), com 2,2%; a ex-senadora Marina Silva (Rede), com 1,8%; o presidente Michel Temer (PMDB), com 1,1%; a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), com 0,9%, o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), com 0,7%, e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), com 0,4%.

Declararam-se indecisos 57,1% dos entrevistados. Nas respostas estimuladas –quando o entrevistador indica uma lista de nomes–, Lula registrou entre 30,5% e 32,8% das intenções de voto.

Em um cenário sem Michel Temer, o petista seria escolhido por 32,8%, Marina por 13,9%, Aécio por 12,1% e Bolsonaro, 12%.

Com Temer (3,7%) e Ciro Gomes (5%) na disputa, Lula receberia 30,5% dos votos ante 11,8% de Marina, 11,3% de Bolsonaro e 10,1% de Aécio.

O ex-presidente também aparece na dianteira em um eventual segundo turno contra Aécio (39,7% a 27,5%), Marina Silva (38,9% a 27,4%) e Temer (42,9% a 19%).

Destruição do PT

Lula gravou e divulgou na quinta (16) um vídeo em que convoca a militância para as eleições internas do partido. A primeira etapa acontecerá no dia 9 de abril.

Na mensagem publicada em sua página no Facebook, Lula afirma que o PT vem sendo destruído desde 2005, quando estourou o escândalo do mensalão, num processo que "continuou até o impeachment da presidenta Dilma".

"2017 deve ser o ano de recuperar a imagem do nosso partido e defender o legado do partido que mais fez política social neste este país", diz. "Não vou dizer da perseguição ao Lula porque estou acostumado."

No último sábado (11), o partido comemorou os 37 anos de sua fundação com uma festa sem pompa.

Em contenção de despesas, a legenda organizou eventos discretos em suas bases regionais. Em São Paulo, o diretório municipal promoveu uma cerimônia com no auditório do Sindicato dos Químicos e que Rui Falcão, presidente nacional do partido, discursou para pouco mais de 300 pessoas.

O PT está economizando, sob ameaça de retenção do Fundo Partidário e pagando multas milionárias à Justiça Eleitoral (em 2015 foi aplicada uma de R$ 4,9 milhões).


Voltar


Comente sobre essa publicação...