Semana On

Sexta-Feira 03.jul.2020

Ano VIII - Nº 400

Campo Grande

Unidades de saúde da Capital não têm medicamentos básicos

Gestão de Marquinhos Trad repete erros do antecessor, Bernal

Postado em 16 de Fevereiro de 2017 - Redação Semana On

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Ao longo desta semana recebemos inúmeras denúncias de um grave problema que está acontecendo nas unidades básicas de saúde de Campo Grande: a falta de medicamentos, desde os mais básicos até os recomendados para o tratamento de casos mais complexos.

A situação é ainda mais séria, pois também há falta de equipamentos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), confirmou o problema, mas garante solução em um mês.

A situação de algumas unidades não é novidade, já que até o Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul (MPE) já entrou com ações pedindo a regularização da falta de equipamentos e remédios.

Medicamentos para náusea e vômito, como bromoprida e plasil, estão em falta, além de cefalexina, amoxicilina e isordil, que serve para prevenção e tratamento de infarto. Até psicotrópicos estão em falta.

Em algumas unidades, não estão funcionando a máquina de eletrocardiograma, monitor cardíaco, desfibriladores e coisas ainda mais básicas como abaixador de língua, que é o instrumento médico utilizado para exame da boca e da garganta, e anestésico para fazer sutura.

Licitação suspensos

No começo do ano, mesmo com a falta de medicamentos em várias unidades de saúde, o prefeito Marquinhos Trad resolveu suspender três processos licitatórios em andamento, mas reabriu um deles dias depois, após constatação de que unidades estavam com as farmácias vazias. A suspensão dos certames aconteceu porque o município quis rever todos os processos e contratos abertos na gestão anterior.

A compra, aberta em 11 de janeiro, previa a aquisição de 29 medicamentos de uso contínuo. O preço era de R$ 16,4 mil, segundo informou, na ocasião, a secretaria de Saúde. A justificativa apresentada para suspender o processo mesmo com uma crise de fornecimento de itens essenciais como medicamentos para diabetes, foi de que a licitação iniciada ainda na gestão de Alcides Bernal precisava ser revisada.

O Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) n.º 4.771, publicado na quarta-feira, dia 11 de janeiro de 2017, reabriu o certame, na modalidade pregão presencial, com tipo menor preço por item, com o objetivo de registro de preços para aquisição de medicamentos para SESAU.

Ocorre que a publicação não informa quais são os itens que o Município pretende adquirir.  Embora conste que o Edital estará disponível, tanto na Central de Compras (CECOM), quanto no site da Prefeitura.

Porém no endereço informado não existem informações sobre o Edital, nem sobre qualquer outro processo licitatório.

Na prática isso pede que fornecedores de outras cidades ou até Estados possam despertar interesse pela concorrência, pois sem conhecer os itens do Edital, não tem como apresentar propostas.

Enquanto isso, a falta de medicamentos nas farmácias das unidades de saúde afeta a população carente e compromete a eficácia dos tratamentos prescritos pelos médicos da rede pública.

 

Com informações do Blog do Nélio


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