Semana On

Domingo 25.ago.2019

Ano VII - Nº 360

Comportamento

Uso recreativo de maconha pode afetar áreas cerebrais da motivação e emoção

O estudo é o primeiro a mostrar que o uso ocasional da maconha está relacionado com alterações cerebrais.

Postado em 16 de Abril de 2014 - Redação Semana On

Segundo os pesquisadores, quando as pessoas estão no processo de tornar-se viciadas, seus cérebros formam essas novas conexões. Segundo os pesquisadores, quando as pessoas estão no processo de tornar-se viciadas, seus cérebros formam essas novas conexões.

Clique aqui e contribua para um jornalismo livre e financiado pelos seus próprios leitores.

Jovens adultos que usaram maconha apenas recreativamente mostraram anormalidades em duas regiões do cérebro que são importantes para a emoção e para a motivação, segundo uma pesquisa publicada na revista científica "Journal of Neuroscience".

O estudo é o primeiro a mostrar que o uso ocasional da maconha está relacionado com alterações cerebrais. Ele também mostrou que o grau de anormalidade cerebral está relacionado ao número de cigarros de maconha que uma pessoa usa por semana.

Quanto mais cigarros uma pessoas fuma, mais anormais são a forma, o volume e a densidade das regiões cerebrais. "O estudo questiona a ideia de que o uso recreativo de maconha não leva a consequência ruins", disse Hans Breiter, da Universidade Northwestern e um dos líderes da pesquisa.

Maior consumo se relaciona com mais anomalias na forma, volume e densidade de regiões cerebrais.

Usando diferentes técnicas de neuroimagem, os cientistas examinaram o núcleo accumbens e a amígdala - regiões do cérebro ligadas à emoção, motivação e também ao vício- de 40 pessoas de 18 a 25 anos, 20 das quais eram usuárias casuais de maconha, e 20 que não fumavam.

"Essas são estruturas fundamentais no cérebro", disse Anne Blood, da universidade de Harvard. "Elas formam a base de como as pessoas avaliam aspectos positivos e negativos sobre as coisas no ambiente e tomam decisões sobre elas."

Os resultados da pesquisa se encaixam com estudos em animais que mostram que em ratos que recebem doses de THC (princípio ativo da maconha) seus cérebros formam novas conexões.

Segundo os pesquisadores, quando as pessoas estão no processo de tornar-se viciadas, seus cérebros formam essas novas conexões. "Outros estudos são necessários para determinar se os achados se relacionam a estudos em animais que mostram que a maconha pode ser um gatilho para drogas mais potentes", diz o pesquisador.


Voltar


Comente sobre essa publicação...