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Segunda-Feira 12.abr.2021

Ano IX - Nº 438

Saúde

Terapia com estímulo elétrico ajuda paraplégicos a ficar em pé

Aparelho emite sinal à rede neural da medula, que é capaz de orientar a articulação e os músculos necessários para que o paciente possa ficar em pé.

Postado em 09 de Abril de 2014 - Redação Semana On

Andrew Meas, Dustin Shillcox, Kent Stephenson e Rob Summers, os quatro primeiros pacientes a receber estimulação elétrica em um eletrodo implantado nas costas. Andrew Meas, Dustin Shillcox, Kent Stephenson e Rob Summers, os quatro primeiros pacientes a receber estimulação elétrica em um eletrodo implantado nas costas. Associated Press
Andrew Meas, Dustin Shillcox, Kent Stephenson e Rob Summers, os quatro primeiros pacientes a receber estimulação elétrica em um eletrodo implantado nas costas. Kent Stephenson, que foi o segundo paciente a receber o tratamento experimental, levanta a perna ao receber o estímulo elétrico. Kent Stephenson faz treinamento muscular e de força na Universidade de Louisville, no-Kentucky.

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Três anos atrás, médicos relataram que um homem paraplégico conseguiu ficar em pé, andar na esteira e mover quadril, joelhos, tornozelos e dedos dos pés depois de receber estimulação elétrica na medula espinhal. O caso foi descrito em um artigo publicado no periódico "Lancet". Agora, outros três pacientes tiveram o mesmo sucesso com o tratamento, o que mostra que o sucesso anterior não foi mero acaso.

Especialistas afirmam que o tratamento é promissor, mas alertam para o fato de que não se trata de cura. Quando o eletrodo, implantado nas costas dos pacientes, foi ligado a um aparelho de estimulação controlado pelos médicos, os homens puderam mexer os dedos dos pés, levantar as pernas e ficar em pé brevemente, mas não puderam andar e ainda usam a cadeira de rodas para se locomover.

Assim que o aparelho emite um sinal, a rede neural da medula, junto com a resposta sensorial das pernas, é capaz de orientar a articulação e os músculos necessários para que o paciente possa ficar em pé e andar na esteira.

Bons resultados

Em um novo estudo publicado na revista científica "Brain", pesquisadores atualizaram informações sobre Rob Summers, o primeiro paciente a receber o tratamento, em 2011, e descreveram os resultados bem-sucedidos dos outros três pacientes. Todos estavam paralisados do pescoço para baixo há pelo menos dois anos por causa de lesão medular.

Dustin Shillcox, 29, do Estado de Wyoming, nos EUA, ficou gravemente ferido em um acidente de carro em 2010. No ano passado, o eletrodo foi implantado nas suas costas e, cinco dias depois, ele mexeu os dedos do pé e mexeu um dos pés pela primeira vez desde então. Ele agora pratica movimentos com as pernas durante uma hora por dia e faz também fisioterapia. Os outros dois participantes do estudo – Kent Stephenson, do Texas, e Andrew Meãs, de Kentucky-tiveram resultados similares.

Médicos dizem que o aprimoramento de estimuladores elétricos para pessoas com paralisia podem trazer benefícios a mais pessoas no futuro. Ainda que as pessoas não consigam andar de novo após o tratamento, poderiam ficar em pé sem ajuda ou dar alguns passos.


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